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Papéis caíram mais de 8% nos primeiros momentos do pregão, mas no começo da tarde subiam 3,5%
A Hapvida (HAPV3) tem um dia de fortes emoções na bolsa nesta quinta-feira (20). Os papéis iniciaram o dia com queda de mais de 8% e lideraram as perdas do Ibovespa na primeira hora do pregão, mas recuperaram o fôlego levemente logo depois.
Por volta de 14h45 (horário de Brasília), HAPV3 registrava alta de 3,54%, a R$ 2,34. Na mínima do dia, as ações recuaram 8,41%.
O motivo para o ‘sobe e desce’ das ações é o balanço do 4T24. A rede de hospitais reportou um lucro de R$ 167,8 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 82 milhões registrado no 4T23.
Já no critério ajustado, a companhia teve um lucro líquido ajustado de R$ 514,7 milhões no 4T24, um crescimento de 98,8% na comparação com o 4T23. O número ficou acima das expectativas do mercado.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 1 bilhão, um salto de 19,4% na base anual.
Outro destaque positivo do balanço foi o acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em dezembro do ano passado, a Hapvida firmou um acordo com a ANS para liquidar a dívida de reembolso ao Sistema Único de Saúde (SUS), e com isso reduziu passivos da companhia de R$ 2,2 bilhões para R$ 1,4 bilhão.
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“Consideramos o acordo positivo, pois elimina um grande desafio de longo prazo”, disse o BTG Pactual em relatório.
Apesar do lucro e Ebitda ajustados acima do esperado, outros números ofuscaram os pontos positivos do balanço na visão dos analistas de mercado.
Entre eles, a judicialização da companhia no período — tanto que a expectativa por esses números derrubou as ações na véspera.
Na avaliação do BTG Pactual, os resultados do quarto trimestre não trouxeram melhorias sobre as provisões legais, o que “poluiu” o balanço.
“Nas últimas semanas, muitos investidores se perguntaram se os resultados do 4T24 da Hapvida trariam sinais iniciais de melhora ou maior visibilidade sobre as disputas judiciais. Infelizmente, os números divulgados não forneceram esse conforto”, escreveram Samuel Alves, Yan Cesquim e Marcel Zambello em relatório.
“Já antecipávamos um aumento nas provisões para contingências devido ao forte crescimento das ações judiciais em 2024, mas os resultados foram ainda piores do que esperávamos”, acrescentaram os analistas.
Já o Goldman Sachs afirma que há “falta de visibilidade” dos impactos sobre a companhia. “Ainda carecemos de visibilidade sobre o impacto de um ambiente de judicialização mais difícil para a empresa, uma vez que a constituição trimestral de depósitos judiciais cíveis não está desacelerando”, afirmaram Gustavo Miele e Emerson Vieira.
Na mesma linha, os analistas do Bradesco BBI também destacaram o balanço como negativo, principalmente, pela deterioração na sinistralidade médica e a piora nos depósitos e provisões judiciais cíveis.
Os analistas do Bradesco BBI, BTG Pactual e Goldman Sachs reiteraram a recomendação de compra para as ações da Hapvida após o balanço.
O BTG Pactual tem preço-alvo de R$ 4,50 — o que representa um potencial de valorização de 99,1% sobre o preço de fechamento de ontem (19). Já o Goldman Sachs projeta HAPV3 a R$ 4,30 nos próximos 12 meses, o que significa que a ação pode subir até 90,3%.
(Com informações do Money Times)
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O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo
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