🔴 É HORA DE SAIR DA DEFENSIVA: ESTES 10 ATIVOS PODEM MULTIPLICAR ATÉ 400x EM 12 MESES – CONFIRA

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

QUEM PAGA A CONTA?

Agricultura regenerativa tem demanda em alta, mas requer investimentos compartilhados e incentivo ao produtor

Grandes mercados importadores apertam o cerco regulatório, mas custo da transição não pode ficar concentrado no produtor, dizem especialistas

produtos regenerativos agronegócio
Agricultura regenerativa precisa ser rentável, com custos e riscos compartilhados entre setores da cadeia produtiva - Imagem: iStock/Daniel Balakov -

O Brasil pode aproveitar a oportunidade da crescente demanda por produtos regenerativos, originados de práticas agrícolas e de produção que evitam danos ao meio ambiente e ajudam na restauração do ecossistema. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com vocação natural para a agropecuária e clima favorável, o país tem condições de escalar práticas regenerativas que melhoram a saúde do solo, aumentam a biodiversidade e tornam as lavouras mais resilientes às mudanças climáticas

Contudo, especialistas em sustentabilidade e líderes do agronegócio enfatizam que a agricultura regenerativa só se tornará viável com investimentos robustos, articulação entre os elos da cadeia produtiva e participação ativa do mercado financeiro.

Durante o evento Futuro regenerativo: o Agro como solução climática, organizado pelo portal Reset, Maira Lelis, produtora rural e sócia da Fazenda Santa Helena, relatou que a transição para práticas regenerativas veio da necessidade de aumentar a produtividade de uma produção estagnada, mesmo após a adoção de técnicas como plantio direto e rotação de culturas convencionais.

"Entendemos que o sistema precisava mudar", afirmou. "Aprendemos a fazer o verdadeiro sistema de rotação, com um mix de plantas de diferentes espécies que cuidam do solo, mantendo-o coberto e enriquecendo com diferentes nutrientes."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar dos avanços, Lelis foi categórica ao apontar as barreiras enfrentadas pelo produtor: "Exige muito investimento: equipamentos adequados, sementes, conhecimento, tecnologia. Não temos incentivo, o único que temos hoje é a produtividade."

Leia Também

ALTA DOS PREÇOS

Fim da crise no agro está próximo? JP Morgan elege ação favorita no setor, que pode subir até 36,5%

MUDANÇAS NA BOLSA

INBR32 dá adeus à B3: Inter prepara mudança nos BDRs e deixa uma decisão importante para os investidores

Indústria e exportação puxam as exigências de sustentabilidade

Paulo Pianez, diretor global de Sustentabilidade da BRF/Marfrig, reforçou que, do ponto de vista das grandes indústrias exportadoras, as demandas por critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) são cada vez mais rigorosas.

"Nossos critérios são bastante altos porque somos exportadores. Áreas sem desmatamento, sem produção em terras indígenas ou quilombolas, sem trabalho escravo ou infantil, e sem embargos – isso é o mínimo", elencou Pianez. 

"Instrumentalizar tudo isso é o desafio. As exigências estão cada vez maiores e elas vêm principalmente de investidores e dos bancos, na forma de concessão de créditos."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele destacou que, embora o consumidor final ainda não demonstre uma pressão direta por sustentabilidade — priorizando atributos como segurança, qualidade e preço —, os grandes mercados importadores, como União Europeia e Ásia, já começam a apertar o cerco regulatório. 

"Precisamos atender a essas demandas. Temos a tecnologia e o conhecimento disponíveis, mas precisamos de escala e de dinheiro." 

Pianez também enfatizou que a produção regenerativa precisa ser economicamente viável: "Não existe produção sustentável se ela não for rentável."

Cadeia produtiva precisa distribuir riscos e compartilhar valor

André Germanos, gerente de Negócios de Carbono e Agricultura Regenerativa para a América Latina da Archer Daniels Midland Company (ADM) – líder global em processamento de alimentos e comercialização de commodities –, trouxe uma visão ampla da cadeia, ressaltando que tanto a produção quanto a indústria de processamento enfrentam desafios para adotar práticas regenerativas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A cadeia reage de maneira e velocidade diferentes em cada local", afirmou. Germanos defendeu que o custo da transição para uma agricultura sustentável não pode ficar concentrado no produtor: "Precisamos atravessar o custo por toda a cadeia e juntar esforços."

Ele também destacou a importância de engajar o mercado financeiro e o setor de seguros para viabilizar a expansão das práticas sustentáveis. "Para isso, precisamos gerar valor para todos", disse. "Como trazer o mercado financeiro, o mercado de seguros, os insumos biológicos? Precisamos catalisar forças, coordenar ações e entender sinergias."

Além disso, Germanos ressaltou que a coleta e o registro de dados para comprovar a evolução das práticas ainda são caros. Atualmente, muitos agricultores e cooperativas enfrentam dificuldades para arcar com os custos de equipamentos de monitoramento, softwares de análise e mão de obra especializada para coletar e interpretar os dados de forma eficiente.

"Precisamos registrar e estabelecer KPIs que demonstrem o que já sabemos: que o agro é sustentável."  Para isso, segundo ele, é necessário investir em tecnologias mais acessíveis e em capacitação técnica para que os agricultores possam coletar e analisar os dados de forma eficiente e comprovar a sustentabilidade de suas práticas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
ações bancos banco do brasil bbas3 bradesco bbdc4 itaú itub4 santander sanb11 8 de setembro de 2026 - 18:24
Fachada do Banco Inter. 8 de setembro de 2026 - 16:23
Luciano Hang Véio da Havan 8 de setembro de 2026 - 11:11
Greg Abel, CEO da Berkshire Hathaway e sucessor de Warren Buffett 7 de setembro de 2026 - 15:35
Imagem com logo da Oi 7 de setembro de 2026 - 9:20
6 de setembro de 2026 - 12:55
recuperação judicial, empresário com dívidas 6 de setembro de 2026 - 11:15

PODCAST TOUROS E URSOS

Por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?

6 de setembro de 2026 - 11:15
A mão de um robô humanóide quase toca na mão de um ser humano 5 de setembro de 2026 - 14:55
5 de setembro de 2026 - 13:22
Sede da Intelbras em São José, Santa Catarina 4 de setembro de 2026 - 17:42
Méliuz Bitcoin 4 de setembro de 2026 - 16:37
Montagem que traz ao fundo prédios da Casas Bahia, da Brakem, da Oi e do Pão de Açúcar. Ao centro, Tatiana Flores, advogada sócia do LDCM Advogados, e a frase: Epidemia de RJs na parte inferior da imagem 4 de setembro de 2026 - 15:33
Sede do IRB(Re) 4 de setembro de 2026 - 11:02
Sabesp pressão da água 4 de setembro de 2026 - 10:30
Revolut. 3 de setembro de 2026 - 16:24
Escritório do Banco Master. 3 de setembro de 2026 - 12:42
Maurício Viotti, diretor executivo da da Wiz Co (WIZC3). Foto Divulgação 3 de setembro de 2026 - 12:33
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar