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Bruna Charifker Vogel

Bruna Charifker Vogel

Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo/USP e mestre em Estudos Latino Americanos e Caribenhos pela New York University/NYU, é redatora do Seu Dinheiro. Com mais de 15 anos de experiência em análise, fortalecimento e desenvolvimento de políticas públicas no Brasil e nos Estados Unidos, fez transição de carreira para o mercado financeiro, atuando nas áreas de comunicação interna, DEI, T&D, employer branding e cultura organizacional.

QUEM PAGA A CONTA?

Agricultura regenerativa tem demanda em alta, mas requer investimentos compartilhados e incentivo ao produtor

Grandes mercados importadores apertam o cerco regulatório, mas custo da transição não pode ficar concentrado no produtor, dizem especialistas

Bruna Charifker Vogel
Bruna Charifker Vogel
14 de abril de 2025
15:27 - atualizado às 15:04
produtos regenerativos agronegócio
Agricultura regenerativa precisa ser rentável, com custos e riscos compartilhados entre setores da cadeia produtiva - Imagem: iStock/Daniel Balakov -

O Brasil pode aproveitar a oportunidade da crescente demanda por produtos regenerativos, originados de práticas agrícolas e de produção que evitam danos ao meio ambiente e ajudam na restauração do ecossistema. 

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Com vocação natural para a agropecuária e clima favorável, o país tem condições de escalar práticas regenerativas que melhoram a saúde do solo, aumentam a biodiversidade e tornam as lavouras mais resilientes às mudanças climáticas

Contudo, especialistas em sustentabilidade e líderes do agronegócio enfatizam que a agricultura regenerativa só se tornará viável com investimentos robustos, articulação entre os elos da cadeia produtiva e participação ativa do mercado financeiro.

Durante o evento Futuro regenerativo: o Agro como solução climática, organizado pelo portal Reset, Maira Lelis, produtora rural e sócia da Fazenda Santa Helena, relatou que a transição para práticas regenerativas veio da necessidade de aumentar a produtividade de uma produção estagnada, mesmo após a adoção de técnicas como plantio direto e rotação de culturas convencionais.

"Entendemos que o sistema precisava mudar", afirmou. "Aprendemos a fazer o verdadeiro sistema de rotação, com um mix de plantas de diferentes espécies que cuidam do solo, mantendo-o coberto e enriquecendo com diferentes nutrientes."

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Apesar dos avanços, Lelis foi categórica ao apontar as barreiras enfrentadas pelo produtor: "Exige muito investimento: equipamentos adequados, sementes, conhecimento, tecnologia. Não temos incentivo, o único que temos hoje é a produtividade."

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Indústria e exportação puxam as exigências de sustentabilidade

Paulo Pianez, diretor global de Sustentabilidade da BRF/Marfrig, reforçou que, do ponto de vista das grandes indústrias exportadoras, as demandas por critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) são cada vez mais rigorosas.

"Nossos critérios são bastante altos porque somos exportadores. Áreas sem desmatamento, sem produção em terras indígenas ou quilombolas, sem trabalho escravo ou infantil, e sem embargos – isso é o mínimo", elencou Pianez. 

"Instrumentalizar tudo isso é o desafio. As exigências estão cada vez maiores e elas vêm principalmente de investidores e dos bancos, na forma de concessão de créditos."

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Ele destacou que, embora o consumidor final ainda não demonstre uma pressão direta por sustentabilidade — priorizando atributos como segurança, qualidade e preço —, os grandes mercados importadores, como União Europeia e Ásia, já começam a apertar o cerco regulatório. 

"Precisamos atender a essas demandas. Temos a tecnologia e o conhecimento disponíveis, mas precisamos de escala e de dinheiro." 

Pianez também enfatizou que a produção regenerativa precisa ser economicamente viável: "Não existe produção sustentável se ela não for rentável."

Cadeia produtiva precisa distribuir riscos e compartilhar valor

André Germanos, gerente de Negócios de Carbono e Agricultura Regenerativa para a América Latina da Archer Daniels Midland Company (ADM) – líder global em processamento de alimentos e comercialização de commodities –, trouxe uma visão ampla da cadeia, ressaltando que tanto a produção quanto a indústria de processamento enfrentam desafios para adotar práticas regenerativas.

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"A cadeia reage de maneira e velocidade diferentes em cada local", afirmou. Germanos defendeu que o custo da transição para uma agricultura sustentável não pode ficar concentrado no produtor: "Precisamos atravessar o custo por toda a cadeia e juntar esforços."

Ele também destacou a importância de engajar o mercado financeiro e o setor de seguros para viabilizar a expansão das práticas sustentáveis. "Para isso, precisamos gerar valor para todos", disse. "Como trazer o mercado financeiro, o mercado de seguros, os insumos biológicos? Precisamos catalisar forças, coordenar ações e entender sinergias."

Além disso, Germanos ressaltou que a coleta e o registro de dados para comprovar a evolução das práticas ainda são caros. Atualmente, muitos agricultores e cooperativas enfrentam dificuldades para arcar com os custos de equipamentos de monitoramento, softwares de análise e mão de obra especializada para coletar e interpretar os dados de forma eficiente.

"Precisamos registrar e estabelecer KPIs que demonstrem o que já sabemos: que o agro é sustentável."  Para isso, segundo ele, é necessário investir em tecnologias mais acessíveis e em capacitação técnica para que os agricultores possam coletar e analisar os dados de forma eficiente e comprovar a sustentabilidade de suas práticas.

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