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Cursos de Medicina, Direito e Odontologia só poderão ser ofertados presencialmente; novas exigências podem elevar custos e desafiar instituições privadas
O governo federal publicou nesta segunda-feira (19) o novo decreto que regulamenta a Educação a Distância (EaD) no ensino superior.
A medida, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, traz mudanças significativas nas regras para cursos online e cria oficialmente a modalidade de cursos semipresenciais (híbridos).
Entre os principais destaques, estão a proibição da oferta de cursos como Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia em formato EaD, além de novas exigências de estrutura, qualidade docente e avaliações presenciais obrigatórias, mesmo para cursos online.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), o foco é garantir uma “formação rica e integral”, valorizando a mediação pedagógica e a infraestrutura nos polos de apoio presencial.
As novas regras deverão ser implementadas gradualmente ao longo de dois anos, e os alunos atualmente matriculados poderão concluir seus cursos segundo as regras antigas.
O MEC ainda divulgará detalhes sobre o cronograma de transição e orientações para as instituições de ensino superior.
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O anúncio das novas restrições derruba as ações das empresas de educação na bolsa nesta terça-feira (20).
Os papéis da Yduqs (YDUQ3) recuaram 5,07%, enquanto os da Cogna (COGN3) caíram 7,79%. Fora do Ibovespa, as ações da Ser Educacional (SEER3) subiram 2,44%, as da Ânima (ANIM3) recuaram 8,39% e as da Vitru Educação (VTRU3) tiveram queda de 8,96%.
O novo marco regulatório da EaD estabelece novas regras para a educação a distância, cria novo formato de oferta — o semipresencial — e define as atividades online síncronas e síncronas mediadas (aulas interativas a distância em tempo real) como integrantes da modalidade EaD.
O novo decreto tende a ser negativo para o setor privado de educação, especialmente para instituições fortemente expostas à EaD, segundo análises do BTG Pactual e do JP Morgan.
De acordo com dados divulgados pelo BTG, os grupos educacionais listados em bolsa possuem maior participação relativa no segmento EaD em comparação com a modalidade presencial — atualmente, eles detêm 32% de participação nos cursos presenciais versus 67% no EaD.
Já instituições com foco no presencial, como a Ânima Educação, podem ser menos impactadas ou até beneficiar-se relativamente.
Consequentemente, esses grandes players do mercado podem enfrentar desafios para manter sua base de alunos, além de terem os custos operacionais — principalmente com corpo docente — elevados por causa da exigência de aulas síncronas e avaliações presenciais.
O BTG destaca que cerca de 20% da base atual de alunos EaD está matriculada em cursos agora restritos, como licenciaturas, Enfermagem e Educação Física.
“Apesar do período de transição, a nova regulamentação deve aumentar os custos de um setor que já enfrenta dificuldades para repassar reajustes nas mensalidades”, avalia o BTG Pactual.
O JP Morgan estima que as instituições educacionais que utilizavam o limite máximo anterior de 40% de EaD nos cursos presenciais deverão enfrentar um aumento de cerca de 14% nos custos, considerando que a hora-aula EaD custa 1/10 do valor da presencial.
De acordo com os analistas do banco, esse aumento de custos pode implicar uma redução de cerca de 6 pontos percentuais na margem bruta para empresas que operam com margem bruta de aproximadamente 60% em cursos presenciais — caso não haja reajuste de preços.
Entre os cursos com restrição ao EaD e semipresencial, o de Enfermagem é o mais relevante, segundo análise do JP Morgan.
Com base em dados regulatórios de 2023, as maiores exposições entre as empresas educacionais analisadas são as da Cogna (8% dos alunos EaD em Enfermagem) e as da Ser Educacional (7%). Yduqs e Ânima têm apenas 1% de exposição cada.
Estimativas do banco mostram que o impacto potencial na receita consolidada ficaria entre -4,9% (Cogna) e -0,1% (Ânima).
Esse impacto, no entanto, deve ocorrer ao longo do tempo, já que os alunos atualmente matriculados não serão afetados pelas novas regras.
Além disso, de acordo com os analistas do BTG Pactual, as novas regras do MEC podem acabar com o modelo de plataformas white-label, muito usado por instituições menores que terceirizam conteúdo educacional.
Segundo o banco, todo o conteúdo agora deverá ser produzido internamente, o que pode inviabilizar a atuação de pequenos players.
Dados do Censo da Educação Superior 2023 reforçam o crescimento acelerado da EaD no Brasil: 232% entre 2018 e 2023.
Em 2023, o número de ingressantes em cursos EaD foi o dobro dos presenciais. Na rede privada, 73% dos ingressos foram em cursos a distância.
Além do crescimento numérico, houve um processo de interiorização do ensino a distância: em 93% dos municípios brasileiros há estudantes matriculados em cursos EaD.
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