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ALÍVIO

Trump e Xi divulgam acordos comerciais, redução de tarifas e trégua sobre terras raras

O aperto de mão mais aguardado pelo mercado finalmente aconteceu e presidentes dos EUA e da China firmaram acordos sobre compras de commodities e energia, terras raras e tarifas, mas não houve decisão sobre o TikTok

Presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, apertam as mãos após encontro na Coreia do Sul
Imagem: Divulgação/.Casa Branca

Finalmente, uma trégua. Em Busan, na Coreia do Sul, o presidente norte-americano Donald Trump e Xi Jinping, da China, apertaram as mãos em uma tentativa de reduzir as tensões comerciais entre Washington e Pequim, depois de ameaças de tarifas exorbitantes e controles a exportações de matérias-primas imprescindíveis.

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O encontro durou 1 hora e 40 minutos e rendeu diversos acordos, promessas de mais parcerias, elogios e até convites para visitas. A reunião, primeira entre os líderes desde a escalada tarifária iniciada neste ano, encerrou a viagem do presidente por três países asiáticos.

Trump disse que o encontro foi "verdadeiramente excelente" e ressaltou que há "um enorme respeito" entre os dois países, em publicação na Truth Social. Depois desse primeiro encontro, o republicano revelou planos de visitar a China em abril, com uma visita de Xi aos EUA prevista em seguida.

Acordos comerciais

Trump, que vinha ameaçando um aumento de até 100% nas tarifas, cedeu e anunciou a redução das tarifas sobre produtos chineses de 57% para 47%. Porém, o Ministério do Comércio da China confirmou que o país e os EUA concordaram em estender sua trégua comercial temporária por mais um ano.

Na postagem, ele afirmou que a China concordou em continuar o fluxo de terras raras, minerais críticos e ímãs "de forma aberta e livre", pelo menos por um ano. As terras raras são grupo de 17 elementos químicos de difícil extração e essencial para a indústria de alta tecnologia, energia renovável e defesa. Hoje, são amplamente controlados pela China, que domina a produção e o refino mundial - as restrições à exportação poderiam causar uma escassez global.

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A China se comprometeu a injetar dinheiro nos EUA com compras de energia, commodities e até semicondutores.

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O país irá começar a comprar grandes quantidades de soja, sorgo e outros produtos agrícolas dos EUA. "Nossos agricultores ficarão muito felizes! De fato, como já disse uma vez durante minha primeira administração, os agricultores devem imediatamente sair e comprar mais terras e tratores maiores", acrescentou.

A potência asiática concordou ainda que iniciará o processo de compra de energia dos EUA.
Trump ainda fez promessas sobre novos acordos. "Uma transação em grande escala pode ocorrer em relação à compra de petróleo e gás do grande estado do Alasca", afirmou ele. "Os acordos alcançados hoje trarão prosperidade e segurança para milhões de americanos", defendeu.

Também será interrompida a cobrança de taxas portuárias, em reciprocidade à decisão dos EUA de suspender uma investigação sobre o setor naval chinês.

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Ao cortar pela metade a taxa de tarifas ligadas ao comércio de precursores de fentanil, de 20% para 10%, Trump voltou a dizer que Pequim afirmou que trabalhará com esforço para interromper o fluxo de fentanil em território norte-americano, um opioide sintético que é a principal causa de mortes por overdose no país.

O país asiático deve iniciar conversas com a fabricante norte-americana de chips Nvidia sobre a compra de semicondutores, embora sem incluir os modelos mais avançados de inteligência artificial da série Blackwell.

"Nós fazemos ótimos chips. A Nvidia é líder mundial", afirmou o presidente, que destacou a disposição de Pequim em negociar diretamente com empresas do setor.

Já sobre o TikTok, ainda não houve acordo. O Ministério do Comércio norte-americano acrescentou que a China buscará resolver adequadamente as questões envolvendo a rede social no âmbito das negociações bilaterais.

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Com Estadão Conteúdo

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