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Banco norte-americano divulga cinco projeções para os próximos meses, incluindo crescimento da economia dos Estados Unidos e mais cortes nos juros por lá
Se 2025 for como os analistas do Goldman Sachs estão projetando, pode ter certeza: este será um ano propício para ganhar dinheiro.
O banco fez cinco projeções de caráter bem otimista – ou bullish, no jargão do mercado – para os próximos 12 meses, contrariando muitas das expectativas atuais de outras instituições, que se mantêm mais cautelosas.
Em ocasião anterior, o time de analistas do Goldman já tinha divulgado as projeções para o S&P 500 até o final de 2025: o índice poderia atingir os 6.500 pontos. Hoje, está no patamar de 5.940, o que significaria uma alta aproximada de 10%.
A primeira projeção do banco refere-se à economia dos Estados Unidos.
Enquanto o consenso estima um crescimento de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) até o quarto trimestre de 2025, o Goldman acredita que o número será, na verdade, 2,4%.
O consumo pessoal dos norte-americanos deve ser o principal motor para esta alta do PIB. Os gastos das famílias devem subir 2,3% em base anual, mantendo o ritmo dos últimos anos, na projeção da instituição.
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Em segundo lugar, os investimentos das empresas devem superar as expectativas. O banco estima um crescimento de 5% na comparação anual no 4T25, acima da expectativa consensual de cerca de 3%.
Os EUA viveram um boom da construção de fábricas, impulsionado pela Lei de Redução de Inflação (o Inflation Reduction Act) e pela Lei Chips (legislação voltada para promoção e financiamento da indústria de semicondutores e chips no país).
Na visão dos economistas, esse movimento vai se desacelerar.
Em contrapartida, o gasto com equipamentos para essas novas fábricas e também para ferramentas de inteligência artificial, a reimplementação de incentivos fiscais, o aumento da confiança e a redução das taxas de juros de curto prazo para pequenas empresas devem impulsionar o investimento empresarial.
Outro dado importante também pode representar dias bons em 2025: o de emprego.
O fato de que ainda há muitas vagas de emprego no país deve contribuir para que a demanda de mão de obra mantenha-se alta.
“Além disso, a onda de entrada de trabalhadores imigrantes, que o mercado de trabalho teve dificuldade de absorver totalmente neste ano, já desacelerou acentuadamente e deve diminuir ainda mais", disseram os analistas em nota.
E, se por um lado, pode-se esperar alta nos números do mercado de trabalho, por outro, um indicador importante pode sofrer cortes.
O Goldman espera que o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) faça três reduções na taxa de juros.
Caso a projeção se concretize, ela representará um ritmo de afrouxamento monetário levemente mais agressivo do que o esperado por investidores e até pelos próprios membros do Fed, que apontam para apenas dois cortes neste ano.
Por fim, a última projeção do banco está também diretamente relacionada aos juros: a desaceleração da inflação.
O banco projeta que o índice de preços para gastos pessoais (PCE, a métrica preferida do Fed para a inflação) vai desacelerar para 2,1% no final de 2025, de 2,8% em novembro de 2024 — o último dado disponível até o momento.
* Com informações da Business Insider.
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