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CÂMBIO

O dólar vai cair mais? O compromisso de Haddad para colocar o câmbio em ‘patamar adequado’

Segundo o ministro da Fazenda, a política que o governo está adotando para trazer o dólar a um patamar mais adequado também vai ter reflexo nos preços nas próximas semanas

O que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem a ver com a alta do dólar.
Fernando Haddad - Imagem: Flickr/ Ministério da Fazenda/ Canva Pro/ Montagem Seu Dinheiro

Quando o dólar chegou a R$ 6,30 em dezembro, o investidor ficou de cabelo em pé. As questões fiscais pesavam sobre o câmbio no Brasil e a perspectiva do governo de Donald Trump acelerar ainda a valorização da moeda norte-americana contribuía para as preocupações daquele momento.

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O republicano tomou posse, as questões fiscais não estão exatamente endereçadas, mas o dólar passou a ceder por aqui. Nesta sexta-feira (7), a moeda norte-americana estava sendo cotada na casa de R$ 5,78 no início da tarde e, segundo o governo, esse ainda não é o patamar adequado para o câmbio.

“A política que estamos adotando para trazer esse dólar em um patamar mais adequado também vai ter reflexo nos preços nas próximas semanas”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante uma entrevista concedida ao programa Manhã Cidade, da Rádio Cidade, de Caruaru (PE).

O ministro não detalhou quais seriam essas ações, mas destacou que a eleição de Trump à presidência dos Estados Unidos fez o dólar se valorizar no mundo todo no ano passado, o que ajudou a pressionar os preços dos alimentos.

Haddad disse, no entanto, que, neste momento, o dólar já começou a perder força por aqui.

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“No final do ano passado, nós tivemos uma ocorrência que foi a eleição do Trump, nos Estados Unidos. E isso fez com que o dólar se valorizasse no mundo inteiro. Agora, se você acompanhar o que está acontecendo, o dólar está perdendo força. Já chegou a R$ 6,30 no ano passado e hoje está na casa dos R$ 5,77. Então, isso também colabora para redução do preço dos alimentos no médio prazo”, destacou.

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Dólar e o preço dos alimentos

Para o ministro, a safra recorde prevista para este ano também deverá ajudar a reduzir os preços dos alimentos.

"A partir de março nós vamos começar a colher essa safra, que vai ser recorde. Nós vamos colher como nunca colhemos. E tem o ciclo do boi também, que está no final. E isso tudo vai ajudar a normalizar essa situação”, disse. 

Durante a entrevista, o ministro afirmou ainda que a política de valorização do salário mínimo “é uma das formas de garantir que o trabalhador mantenha seu poder de compra” e que isso tem sido uma meta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após sete anos de congelamento do salário mínimo nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

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“O salário mínimo ficou congelado por sete anos. Mas desde que o presidente Lula assumiu, há apenas dois anos, o valor que estava R$ 1.100 foi reajustado para R$ 1.518", disse.

"Obviamente que você não consegue corrigir sete anos de má administração em dois. Mas eu penso que o presidente Lula, com o compromisso que tem com as pessoas que precisam mais do Estado, já começou uma política de valorização do salário mínimo", acrescentou.

“Vamos continuar tomando as medidas de aumentar o salário mínimo, corrigir a tabela do Imposto de Renda, melhorar o poder de compra do salário, baixar o dólar e melhorar a safra para combater os preços altos”, reforçou o ministro.

*Com informações da Agência Brasil

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