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Com o avanço do e-commerce e o aumento das transações durante a Black Friday, cresce também o alerta para um tipo de golpe cometido por consumidores

A Black Friday movimenta bilhões e impulsiona o comércio eletrônico, mas também acende um alerta para uma ameaça que costuma passar despercebida: a autofraude. Diferente das fraudes cibernéticas tradicionais, esse tipo de golpe é cometido por consumidores reais, que usam seus próprios dados (nome, CPF e informações bancárias) para obter vantagens de má-fé.
O fenômeno preocupa o varejo porque não envolve invasões, hackers ou roubo de identidade, mas sim comportamentos oportunistas que se disfarçam de transações legítimas.
A autofraude é um problema interno e difícil de detectar. Ela ocorre quando o cliente manipula o sistema em benefício próprio, usando informações verdadeiras para tirar proveito de brechas operacionais.
Entre as estratégias mais comuns estão:
Essas ações, que podem parecer pequenas quando isoladas, somam prejuízos milionários para o setor.
De acordo com a Serasa Experian, o Brasil registrou quase 3,5 milhões de tentativas de fraude no primeiro trimestre de 2025 — um aumento de 22,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
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Com a expectativa de que a Black Friday 2025 movimente R$ 13,34 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), o alerta está dado: quanto mais consumidores comprando, maior a chance de práticas fraudulentas se multiplicarem.
Segundo Ricardo Wodianer, Customer Success and Growth Manager da Provenir, a autofraude é um tipo de ameaça que exige uma mudança de postura por parte das empresas.
“A autofraude é um risco invisível, mas com efeitos muito concretos. Ela exige que o varejo vá além da análise de crédito tradicional e adote uma abordagem preditiva e inteligente para proteger suas operações”, afirma.
Para ele, o varejo precisa investir em tecnologias de prevenção e análise comportamental.
Entre as estratégias recomendadas estão:
Mesmo quem não comete fraudes pode ser afetado. À medida que o número de casos cresce, varejistas endurecem políticas de crédito, devoluções e cashback, o que acaba restringindo benefícios para clientes honestos.
Para se proteger, vale seguir algumas práticas simples:
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