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Do Barão de Drummond ao “tigrinho”, a história do jogo que ensinou o Brasil a apostar e perdeu espaço para as bets
O submundo do jogo do bicho ganhou um novo palco: a Netflix. Acaba de estrear a série “Os Donos do Jogo”. Ela mergulha nas disputas entre banqueiros, bicheiros e policiais no Rio de Janeiro. Mas, por trás da ficção, o enredo expõe um fenômeno real: o declínio de um império cultural e econômico diante da era digital.
Criado no século XIX por João Batista Viana Drummond, o jogo que começou como distração no zoológico de Vila Isabel ganhou o Brasil, virou contravenção penal, financiou escolas de samba e moldou parte da economia informal brasileira por décadas. Hoje, porém, enfrenta uma concorrência que ele não pode vencer: as apostas online.
Antes do avanço das bets pelo Brasil, o jogo do bicho ostentava o título de “maior loteria ilegal do mundo”, segundo especialistas no tema.
Mais recentemente, uma reportagem do The New York Times de janeiro deste ano define o momento atual dos jogos de azar no Brasil como uma “crise existencial” do jogo do bicho.
Com prêmios menores e sorteios limitados, o modelo perdeu apelo diante das bets, as plataformas de apostas de cota fixa que oferecem sorteios ilimitados, acesso 24 horas e ganhos imediatos.

Os números confirmam a virada:
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Mesmo em declínio, o jogo do bicho continua movimentando cifras expressivas. De acordo com o Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL), o setor arrecadou cerca de R$ 12 bilhões em 2024, espalhados por 350 mil pontos de apostas, quase trinta vezes o número de lotéricas da Caixa Econômica Federal.
É uma engrenagem bem estruturada, com papeis definidos:
Ilegal desde 1941, o bicho sobrevive à base da confiança e da nostalgia.
Mas, enquanto o bicheiro tradicional ainda circula com o bloco de anotações, as novas “bancas” operam por meio de aplicativos hospedados em paraísos fiscais. As bets funcionam 24 horas por dia, oferecem bônus de entrada, transmissões de jogos ao vivo e cashbacks.
Em paralelo, o setor das apostas online virou uma engrenagem econômica globalizada. As bets patrocinam todos os 20 clubes da edição de 2025 da Série A do Campeonato Brasileiro, compram espaços publicitários e hoje estão entre as principais fontes de receita dos principais atores do futebol nacional.
Mas o sucesso tem um custo alto.
Histórias como a da comerciante Taiza Costa, que perdeu R$ 480 mil em dois anos jogando no popular “jogo do tigrinho”, ou a da estudante Vitória Bittencourt, endividada em R$ 110 mil, se multiplicam na mídia.
“É pior que droga”, disse Vitória ao New York Times.
A linha entre o legal e o ilegal nunca foi tão tênue. Operações recentes, como a Integration, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco, mostram que o jogo do bicho e as bets já se misturam.
A investigação apontou lavagem de dinheiro da contravenção por meio de plataformas de apostas esportivas, sinal de que os antigos bicheiros estão migrando para o digital.
Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal deve julgar até 2026 a constitucionalidade da operação das bets, que foram autorizadas por lei em 2018 mas só começaram a ser regulamentadas em 2024 pelo Ministério da Fazenda.
A nova Secretaria de Prêmios e Apostas já lista empresas habilitadas a operar no país — e as principais patrocinadoras de times, como Pixbet (Flamengo) e Esportes da Sorte (Corinthians), ficaram fora da autorização mais recente, gerando disputa judicial.
O Projeto de Lei 2.234/2022, em tramitação no Senado, prevê a regulamentação do jogo do bicho, bingos e cassinos, com criação de impostos (Cide-Jogos e Tafija) e regras de controle social.
O relator, senador Irajá Abreu (PSD-TO), calcula R$ 22 bilhões anuais em arrecadação e 1,5 milhão de empregos diretos e indiretos.
Mas o relógio pode estar correndo contra o bicho. Ao mesmo tempo em que o Congresso debate a legalização, as bets já ocupam o espaço no bolso do apostador brasileiro.
Em janeiro, morreu no Rio de Janeiro José Caruzzo Escafura, o “Piruinha”, considerado um dos bicheiros mais influentes da história do jogo do bicho.
Reportagem do jornal francês Le Monde descreveu sua morte como “o fim de uma era”: o desaparecimento simbólico do último grande nome de um modelo que dominou o país por décadas, mas que agora cede espaço às bets.
Presidentes, políticos, bilionários, atrizes e ganhadores de Prêmios Nobel passaram por essa universidade, unidos pelo lema “Veritas” — a verdade.
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