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O pai da psicanálise foi visto como influente demais para ser ignorado e, à época das indicações, pouco científico para ser premiado com o Nobel

A Academia Sueca tem seus primeiros laureados do ano. O Prêmio Nobel de Medicina de 2025 foi entregue aos norte-americanos Mary E. Brunkow e Fred Ramsdell e ao japonês Shimon Sakaguchi por suas descobertas em relação à tolerância imunológica periférica e como ela impede o corpo humano de atacar a si mesmo.
Aplausos, medalha e um cheque milionário a ser dividido entre eles.
No entanto, a justiça do presente não desfaz as injustiças do passado. Um dos nomes mais relevantes da ciência contemporânea nunca recebeu o reconhecimento, mesmo sendo indicado dezenas de vezes entre 1915 e 1938.
O nome? Sigmund Freud. Hoje reconhecido como o pai da psicanálise, o austríaco redefiniu o inconsciente, revolucionou a forma como pensamos mente e seu trabalho tem grande influência até os dias de hoje.
Enquanto Freud colecionava indicações, outros nomes subiam ao palco em Estocolmo. Em 1930, por exemplo, o prêmio foi para Karl Landsteiner, descobridor dos grupos sanguíneos. Em 1936, Otto Loewi recebeu o Nobel pela descoberta da acetilcolina e da transmissão química dos impulsos nervosos.
Todos trabalhos com impacto direto, experimental e mensurável — exatamente o que a Academia privilegiava. A psicanálise, vista como um campo novo, sem provas objetivas e de difícil replicação, parecia deslocada no meio dos avanços da biomedicina.
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Os registros mostram que em 1929 o comitê Nobel chegou a consultar especialistas sobre Freud. O parecer foi direto. De acordo com esses especialistas, as ideias do pai da psicanálise não teriam valor científico demonstrado.
A psicanálise era reconhecida como influente, mas entendida mais como filosofia especulativa do que como ciência médica.
Esse diagnóstico foi fatal. A cada nova indicação, o veredito se repetia: pensador de peso, mas sem o rigor experimental que justificasse o Nobel.
Resultado: a psicanálise espalhou-se pelo mundo, mas não rendeu o prêmio Nobel a Sigmund Freud.
Se Freud não subiu ao palco de Estocolmo, sua obra fez o caminho inverso: saiu dos consultórios de Viena e ocupou o imaginário coletivo.
O trabalho de Freud influenciou nomes como Jacques Lacan, Carl Jung, Alfred Adler, Melanie Klein e Wilhelm Reich.
Para além de moldar a prática clínica, Freud repercutiu na literatura, na arte, na publicidade e até no modo como falamos de desejos e traumas no cotidiano.
Hoje, a ausência de Freud na lista dos premiados com o Nobel é lembrada como uma das grandes “injustiças” da história da ciência contemporânea.
Não porque a Academia estivesse errada em defender critérios rigorosos, mas porque o impacto de Freud acabou se mostrando muito maior do que o que cabia em uma prova de laboratório.
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