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Descubra como atitudes populares para economizar com o carro podem, na verdade, aumentar seus custos e prejudicar a vida útil do veículo

Com o custo de vida em alta e a inflação pressionando o orçamento de muitas famílias, é natural que as pessoas busquem formas de economizar. Quando o assunto é o carro, tudo parece despesa. Você paga para emplacar, paga para andar, paga para deixar parado e o que mais você puder imaginar. Diante disso, muita gente tenta adotar práticas para diminuir os custos com combustível, manutenção e até com o próprio uso do veículo.
Porém, muitas estratégias adotadas são baseadas em conceitos antigos ou mitos que, no final das contas, fazem o motorista gastar mais.
Pensando nisso, o Seu Dinheiro separou algumas das atitudes mais comuns que, ao invés de aliviar, podem acabar pesando em seu bolso.
Trocar o óleo do motor de acordo com a quilometragem estipulada no manual do proprietário é uma orientação básica para evitar gastos inesperados com o carro. No entanto, além da quilometragem, o fluido também tem prazo de validade. A hora da troca é determinada pelo que vencer primeiro.
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Após determinado período, os componentes do óleo se degradam e sua capacidade lubrificante fica comprometida, aumentando o atrito entre os componentes internos do motor e, consequentemente, o consumo de combustível.
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Em condições severas de uso, como rodar em vias não pavimentadas, com carga elevada ou sob tráfego congestionado, a quilometragem e o prazo para a troca do óleo devem ser antecipados.
Além disso, os pneus, assim como o óleo, também têm prazo de validade, mesmo sem rodar. A data de vencimento do pneu pode ser verificada na lateral do próprio produto.
Para economizar, é comum abastecer em postos com preços mais baixos, mas é preciso ter cuidado. Preço baixo não é sinônimo de qualidade e, muitas vezes, valores muito abaixo da média podem ser sinal de combustível adulterado. O uso de gasolina "batizada" com solventes e etanol adulterado com água pode afetar o motor e seus componentes.
O solvente danifica peças como dutos, vedações e componentes emborrachados, enquanto o etanol com mais água do que o recomendado acelera a corrosão e causa funcionamento irregular. As consequências imediatas do abastecimento com combustível adulterado são perda de desempenho e aumento do consumo.
Embora muitas pessoas acreditem que o amaciamento do motor seja uma prática ultrapassada, a verdade é que muitos carros ainda exigem esse processo.
Durante os primeiros quilômetros de uso, é importante não abusar do acelerador. O objetivo de pisar na maciota permite que os componentes internos se ajustem e o motor atinja o nível ideal de operação. Isso contribui para melhora da performance e redução no consumo de combustível.
Muitos motoristas acreditam que a quilometragem baixa do carro é sempre uma vantagem, especialmente no momento da venda. No entanto, isso depende de como o veículo é utilizado.
O motor precisa atingir uma temperatura específica para garantir o bom funcionamento e a lubrificação adequada. Se o carro for utilizado constantemente em trajetos curtos, onde não há tempo suficiente para que o motor atinja a temperatura ideal, o desgaste do motor aumenta, assim como o consumo de combustível.
Além disso, em veículos abastecidos com etanol, o problema é ainda maior. Em locais mais frios, a partida de um motor abastecido com etanol tende a ser mais difícil, o que exige maior quantidade de combustível. Se o motor não atingir a temperatura correta, a água gerada no processo de combustão pode contaminar o óleo, prejudicando a performance do motor.
Muitos acreditam que descer ladeiras com o câmbio na posição neutra economiza combustível.
No entanto, é o contrário, o sistema de injeção eletrônica pode aumentar o consumo para manter o motor funcionando em baixa rotação. Além disso, a prática é perigosa, pois o motorista perde o controle do veículo e a capacidade de usar o freio motor, aumentando o risco de acidentes e o desgaste dos freios.
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