Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

SÓ MAIS UMA CHANCE

Copom mantém Selic em 15% ao ano e não dá sinais de corte no curto prazo

Trata-se da terceira decisão de manutenção da taxa básica de juros e reforça expectativa do mercado de que o primeiro corte deve ficar para 2026

Monique Lima
Monique Lima
5 de novembro de 2025
18:43 - atualizado às 0:58
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo - Imagem: Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Confirmando as expectativas do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira (5). Em comunicado, a autoridade monetária reforçou o discurso de manutenção do juro alto por “tempo prolongado” — o mesmo utilizado em junho, quando o BC elevou a Selic para o nível atual, que é o maior em duas décadas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Economistas esperavam algum alívio no comunicado do Copom, visto que a economia começa a dar sinais de enfraquecimento, em linha com o esperado diante dos juros em 15%. Entretanto, o tom duro do texto reforça a expectativa do mercado de que o primeiro corte deve ficar para 2026.  

Afinal, só há mais uma reunião prevista para este ano: a de dezembro. Até lá, a maior parte dos agentes financeiros não espera indicadores com números muito drásticos que mudem a leitura da tendência vista até aqui.  

A inflação continua acima de 5% no acumulado de 12 meses até setembro. Os dados preliminares de outubro indicam que o índice de preços pode cair para menos de 5% neste mês. A pesquisa do Banco Central com economistas de mercado — o relatório Focus — já estima a inflação oficial (IPCA) fechando o ano em 4,55%, pouco acima do topo da meta, que é de 4,50%.  

Além disso, a atividade econômica também dá sinais de enfraquecimento, tanto na indústria quanto no comércio. Mas nada disso é visto como suficiente, segundo o comunicado do Copom desta quarta-feira.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O texto reconhece que a economia dá sinais de “moderação no crescimento”, mas reforça que o mercado de trabalho “mostra dinamismo”. As expectativas futuras de inflação também são apresentadas como um ponto de incômodo, pois seguem acima da meta de 3% — ainda que tenham melhorado e estejam dentro do limite de tolerância até 4,5%.   

Leia Também

A projeção de inflação do Copom para o segundo trimestre de 2027, atual horizonte de análise do comitê, situa-se em 3,3% no cenário de referência. "O Comitê avalia que a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta".

O comunicado ainda traz a indicação de possível retomada do ciclo de ajuste "caso julgue apropriado", evidenciando que a postura da autoridade ainda é dura e restritiva.

O que precisa para a Selic cair?  

Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV e ex-assessor no Ministério da Fazenda durante o Plano Real, acredita que a maior preocupação do Copom é com a expectativa futura de inflação.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, o comitê de política monetária só vai cogitar cortar a Selic quando vir a projeção futura convergindo para a meta de 3% — atualmente está em 3,3%.  

“Não é que a projeção precisa ser de 3% exatamente, mas precisa chegar mais próximo. Acredito que o Copom só vai cortar quando tiver confiança dessa convergência. No momento, faltam dados que deem essa segurança”, diz o economista.   

Essa é a opinião predominante entre economistas e outros agentes financeiros. Mas há quem pense diferente.  

Para Tatiana Pinheiro, economista-chefe da Galapagos Capital, se a inflação corrente — aquela que o IBGE divulga todos os meses — se encaminhar para fechar 2025 dentro do limite flexível da meta (até 4,5%), já há espaço para um primeiro corte na Selic.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E esse primeiro corte poderia acontecer em dezembro, de 50 pontos-base, para a Selic fechar o ano em 14,5% ao ano.  

A economista acredita que a política monetária já está restritiva o suficiente, e um primeiro corte não tende a prejudicar o efeito contracionista na economia.  

“Vemos um processo de desinflação forte. Hoje, existe uma possibilidade grande de a inflação convergir para o topo da meta, de 4,5%, ao fim de 2025. Se o IPCA de outubro vier comportado e o de novembro caminhar no mesmo sentido, é um cenário muito favorável para corte em dezembro”, diz Pinheiro. 

Entrelinhas do comunicado do Copom

De modo geral, o comunicado da decisão desta quarta-feira não teve muitas mudanças. Porém, isso também tem significados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Umas das principais ponderações apontadas por Fernando Gonçalves, economista do Itaú Unibanco, é em relação a estratégia de manutenção da taxa de juros no nível atual por um período "bastante prolongado". Antes, o Copom ainda avaliava se a estratégia seria suficiente para levar a inflação de volta a meta de 3%. No comunicado de hoje, entretanto, o comitê assegurou que a estratégia é suficiente para este objetivo.

"O comitê afirma que a estratégia está funcionando, o que indica uma mudança de postura. É uma nova fase em que há confiança na estratégia, mas não está na iminência de mudá-la", diz Gonçalves.

Para o economista, esta é uma consideração importante porque aumenta a confiança do BC em relação ao objetivo de levar a inflação à meta, mas também aumenta a credibilidade da autoridade monetária junto ao mercado, o que pode influenciar na tendência de queda das expectativas futuras de inflação.

Por outro lado, alguns pontos ficaram em aberto. Gonçalves aponta principalmente a falta de clareza sobre quais dados foram incorporados à projeção de inflação no horizonte relevante. No comunicado desta quarta, o Copom sinalizou que seu horizonte relevante vai até o segundo trimestre de 2027, e nesta data, a projeção é de 3,3% de inflação em 12 meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O número é 0,1 ponto percentual menor que o indicado na decisão de setembro. Entretanto, não se sabe quais dados o BC considerou.

"Tivemos agora a aprovação do projeto de lei de isenção de IR para salários até R$ 5 mil. Isso foi considerado ou não?", questiona Gonçalves. "Se não foi incorporado, a projeção pode ser revisada para cima e prolongar o tom duro do comunicado".

O economista acredita que algumas respostas podem ser dadas na Ata do Copom, na próxima semana, ou em entrevistas de diretores no futuro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
Remédio no carrinho

Nimesulida, dipirona, tadalafila e outros remédios ao lado do leite, da carne e do café? Campeões de vendas nas farmácias agora chegam aos supermercados, mas com regras claras

24 de março de 2026 - 13:27

Consumidor poderá comprar medicamentos no supermercado, desde que os remédios estejam dentro de farmácias estruturadas no estabelecimento

COPOM

Não é só inflação: veja por que o BC continua cauteloso com os juros e para onde olhará agora

24 de março de 2026 - 10:42

Agora, o BC incluiu uma nova variável na análise da conjuntura: além de acompanhar as decisões de outros Bancos Centrais, o comitê avalia os desdobramentos do conflito do Oriente Médio, algo que influencia no preço do barril do petróleo e, consequentemente, da inflação

MELHOROU OU PIOROU?

Haddad diz que vai estudar os efeitos da privatização da Sabesp (SBSP3) e chama debate sobre serviços de ‘natural’

24 de março de 2026 - 10:11

O pré-candidato citou o aumento de reclamações por qualidade do serviço e também afirmou ter verificado que houve reestatização desses serviços em outros países

BRILHOU SOZINHA

Lotofácil 3643 faz o primeiro milionário da semana nas loterias da Caixa; concurso 2371 da Timemania promete prêmio maior que o da Mega-Sena 2988 hoje

24 de março de 2026 - 6:51

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira (23). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

COMBUSTÍVEIS

Petrobras (PETR4): diesel fica onde está — pelo menos por enquanto, dizem fontes da estatal a agência

23 de março de 2026 - 15:43

Enquanto importadores pressionam por reajuste, fontes da Reuters dizem que estatal não pretende mexer nos preços agora

OPORTUNIDADE

Correios abrem inscrições para concurso com centenas de vagas em Programa Jovem Aprendiz em todo o Brasil

23 de março de 2026 - 14:24

As inscrições para o Programa Jovem Aprendiz 2026 da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos são gratuitas; confira os detalhes

BOBEOU NA CURVA

Mega-Sena desbancada: Dupla de Páscoa, +Milionária e Timemania iniciam semana prometendo os maiores prêmios entre as loterias da Caixa

23 de março de 2026 - 7:23

Mega-Sena pode não pagar o maior prêmio da semana, mas valor em jogo não é desprezível. Dupla de Páscoa ainda demora para acontecer. Lotofácil e Quina têm sorteios diários.

LOTERIAS

Alô, Goiás: dupla leva R$ 1,4 milhão na Lotofácil 3642; Mega-Sena e Quina acumulam

22 de março de 2026 - 9:35

Veja os resultados da Mega-Sena, Quina, Lotofácil, Timemania e Dia de Sorte neste fim de semana

AS MAIS LIDAS DO SEU DINHEIRO

Greve dos caminhoneiros: o dia que parou o Brasil; a coincidência na Lotofácil e o ‘prêmio de consolação’ do Wagner Moura. As mais lidas do Seu Dinheiro

21 de março de 2026 - 17:30

Greve dos caminhoneiros e incertezas sobre o diesel dominam o noticiário, enquanto coincidência rara na Lotofácil e “prêmio de consolação” milionário no Oscar completam a lista das mais lidas da semana no SD

HISTÓRIA DE UM SABOR

Um dos doces de chocolate mais apreciados do mundo tem origem em uma guerra ocorrida há mais de dois séculos e hoje movimenta mais de R$ 30 bilhões por ano

21 de março de 2026 - 14:52

Escassez de cacau na Europa no início do século 19 levou um doceiro piemontês a misturar avelãs moídas com a intenção de fazer o chocolate render. O resto é história.

INVESTIMENTO NO LUXO

FII com retorno alvo de IPCA + 9% ao ano: BTG Pactual lança fundo imobiliário de hotéis de alto padrão no Rio de Janeiro e em São Paulo

20 de março de 2026 - 18:15

O BTG Pactual Prime Hospitalidade deve comprar três hotéis voltados para o público “premium”; o banco destaca a proteção inflacionária do portfólio

PREPARE O BOLSO

Quer comprar um imóvel em São Paulo em 2026? A renda mensal exigida começa em R$ 10 mil nos bairros famosos

20 de março de 2026 - 16:41

Na Bela Vista, bairro com o maior número de transações de compra e venda, o valor que precisa ser comprovado ultrapassa R$ 19 mil por mês; confira a lista

OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO

Anitta quebra o silêncio sobre encontro com Daniel Vorcaro, do Banco Master

20 de março de 2026 - 11:40

Conteúdo apreendido pela PF detalha reunião de Vorcaro com Anitta e empresários do setor de bets

NOVO NOME NA FAZENDA

Ex-WhatsApp e assessor de Dilma: quem é Dario Durigan, sucessor de Haddad na Fazenda após a candidatura como governador de SP

20 de março de 2026 - 11:04

Lula convence Fernando Haddad à candidatura do governo de São Paulo e presidente anuncia Dario Durigan como o novo ministro da Fazenda

ENTENDA

Estado de greve dos caminhoneiros está mantido, mas classe topa esperar mais tempo e dá prazo para negociações com o governo

20 de março de 2026 - 10:14

Entidades apoiam medida do governo que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete e cria regras mais rígidas para o pagamento aos caminhoneiros

ASSIM NÃO DÁ

Mega-Sena 2986, Lotofácil 3640 e outras loterias encalham; centenas de apostadores batem na trave e ficam com gostinho de ‘quero mais’

20 de março de 2026 - 7:04

Enquanto a Lotofácil e a Quina seguem com sorteios diários, Dupla Sena tem nesta sexta-feira (20) o último sorteio antes da Dupla de Páscoa.

GUIA DO LOLLA

O que pode (ou não) levar para o Lollapalooza 2026? Saiba tudo o que você precisa para o festival, como chegar ao Autódromo e o line-up completo

20 de março de 2026 - 5:00

O Seu Dinheiro foi atrás de todas as informações que você precisa antes de ir para o Lollapalooza 2026; veja o “manual de sobrevivência”

AGORA VAI

Ozempic perde patente no Brasil: veja o que acontece com o preço (e a verdade sobre genéricos)

19 de março de 2026 - 17:40

Concorrência deve aumentar após quebra de exclusividade, mas novas versões ainda dependem de aprovação da Anvisa

LEILÕES CANCELADOS

Vai faltar gasolina? Sindicato com Vibra e Raízen alerta governo sobre risco e cobra Petrobras; entenda

19 de março de 2026 - 17:04

“O cenário global atravessa um dos choques mais severos da história recente, elevando preços e intensificando a disputa internacional por suprimentos”, disse o Sindicom em nota

CRISE GLOBAL

Fim da guerra? Itaú BBA trabalha com um cenário e vê efeito limitado no Brasil — pelo menos por enquanto

19 de março de 2026 - 16:21

Banco se baseia em análises políticas que indicam um limite para a participação dos Estados Unidos no conflito

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar