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AÇÃO DO MÊS

Direcional (DIRR3) é bicampeã apesar do tombo: entenda por que a construtora segue no topo das recomendações para fevereiro

Os papéis da construtora caíram 2,80% nos últimos três meses, mas já começaram a mostrar sinais de recuperação

Ações do mês | ação JBS JBSS3
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Se o início do corte de juros pode impulsionar a bolsa de valores como um todo, também tem potencial para levar diversas ações a novos patamares. É o caso da Direcional (DIRR3), uma forte candidata à valorização em um cenário de queda da Selic. 

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Nos últimos meses, a ação levou um tombo. Mas isso, na verdade, pode ajudar investidores que estejam esperando um bom preço para entrar na ação. Ela voltou ao ranking da Ação do Mês como a principal escolha para fevereiro, com três recomendações. 

Focada no segmento de habitação popular, a Direcional é uma das principais referências do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A empresa tem perspectiva de um crescimento sustentável no lucro e está com desconto em relação sua média histórica. Leia mais abaixo. 

A Direcional (DIRR3), que viu os papéis encolherem de R$ 18 para R$ 15 desde dezembro, ainda não capturou todos os ganhos do movimento de alta no Ibovespa. Na terça-feira (3), a ação terminou o pregão em queda de 0,54%, a R$ 14,79.

Confira o ranking da Ação do Mês de fevereiro a seguir:

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*Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são as apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 papéis, os analistas indicam os três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações. 

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“Um belo ponto de entrada”. É assim que Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research que recomendou DIRR3 para fevereiro, avalia o atual desconto relevante das ações da Direcional em relação ao seu múltiplo histórico. 

O motivo para essa avaliação não é só a perspectiva de queda de juros. A analista enxerga um ciclo de crescimento de lucro sustentável para os próximos trimestres, o que também deve impulsionar a companhia na bolsa. 

A avaliação vem mesmo após a construtora mineira divulgar vendas líquidas mais fracas do que o estimado pelo mercado, tendo atingido atingiram R$ 5,16 bilhões. Segundo o documento divulgado, o desempenho abaixo do esperado veio em razão de uma desaceleração no MCMV, com lançamentos concentrados em dezembro. 

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Essa redução no ritmo de vendas pode ser considerada, em parte, um efeito sazonal de final de ano, diz Mario Mariante, analista de investimentos da Planner. Os resultados dos últimos três meses de 2025 e acumulado no ano devem refletir a estabilidade dos negócios da Direcional, avalia. 

O resultado, no entanto, não abala a confiança na empresa. Isso porque desde 2022, a Direcional renova recordes em seus resultados trimestrais, emplacando um forte momento operacional. 

Quaresma enxerga que essa performance deve continuar nos próximos trimestres, sustentado pelos ganhos de eficiência operacionais e forte demanda do segmento de baixa renda, impulsionado pelos incentivos governamentais. 

Além disso, a companhia prevê um crescimento de 15% ao ano de Valor Geral de Vendas (VGV) em 2026, mesmo após o recorde atingido em 2025.

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Entre os destaques da prévia, a Planner ressalta a geração de caixa de R$ 389 milhões no quarto trimestre e R$ 882 milhões no ano, o maior nível histórico da companhia.

“Vemos a Direcional posicionada para repetir mais um bom desempenho operacional e resultados expressivos em 2026, permitindo a recuperação da ação sobre a queda recente”, afirmou Mariante.

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