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Embora o Copom tenha sinalizado que o período de hiato será indefinido, o debate sobre o corte de juros já está na mesa, e precificado nos juros futuros
Acertou quem esperava por mais um aumento na taxa básica de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu por mais uma elevação na taxa Selic, de 0,25 ponto percentual, que colocou os juros em 15% ao ano.
A decisão desta quarta-feira (18) foi unânime, segundo o comunicado, e foi a sétima alta promovida pela autarquia neste ciclo, que começou em setembro do ano passado.
Em oito meses, o Copom aumentou o nível da Selic em 4,50 p.p., elevando os juros de 10,50% a 15% ao ano. Com isso, a taxa básica chegou ao nível mais alto desde julho de 2006, quando estava em um ciclo de queda após ter atingido 19,75% em maio de 2005.
A boa notícia é que não devemos ver o ciclo atual de alta terminar com a Selic em 19,75% ao ano, em contraponto ao que aconteceu há duas décadas.
No comunicado da decisão de hoje, os membros do Copom sinalizaram que este deve ser o último aumento do ciclo atual, e que a taxa deve se manter estável por tempo indefinido daqui para a frente.
“Em se confirmando o cenário esperado, o Comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz o comunicado.
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Porém, também afirma que os próximos passos da política monetária poderão ser ajustados e que não "hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado".
Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, seguem mais elevados do que o usual, na avaliação do Copom.
O comitê do BC destaca que as expectativas para 2025 e 2026, apuradas pela pesquisa Focus, permanecem em valores acima da meta anual de 3%, situando-se em 5,2% e 4,5%, respectivamente. Mas não só, a projeção do próprio Copom para o próximo ano está bastante desalinhada da do mercado, em 3,6% no cenário de referência.
Essa desancoragem das projeções é um dos cenários de risco de alta dos preços na avaliação da autarquia.
Uma inflação de serviços maior do que o esperado e o conjunto de políticas econômicas, no Brasil e no mundo, que tenham um impacto nos preços maior que o esperado, por meio do dólar, por exemplo, também são sinalizadas no comunicado.
"O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para assegurar a convergência da inflação à meta, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado", diz o texto divulgado hoje.
Mas os membros do comitê também apontam situações que podem ajudar na queda da inflação.
A decisão do Copom pode ter sido unânime entre os diretores do BC, mas não era unanimidade entre os agentes de mercado.
Há pouco mais de 40 dias, o comitê do Banco Central aumentou a Selic em 0,50 p.p., para os 14,75% ao ano anteriores. Após esse aumento, a maior parte das projeções de mercado estabeleceu que o juro básico terminaria o ano nesse patamar de 14,75%.
Tanto que a edição mais recente do boletim Focus mantém essa projeção de Selic para o fim de 2025 — mas muitos bancos, corretoras e casas de análise mudaram suas projeções para 15%.
Os motivos são diversos. Há quem argumente pela crise do IOF, pela resiliência da atividade econômica, pela projeção da inflação futura ainda muito alta no horizonte de três anos. O ponto é que o mercado ficou dividido, e pelo menos para metade dos economistas, gestores e analistas, esta alta de 0,25 p.p. pode ter sido inesperada.
Embora o Copom tenha sinalizado que o período de hiato com a Selic em 15% ao ano será indefinido, o debate sobre o corte de juros já está na mesa — e precificado nos juros futuros.
A maior parte das projeções considera um corte entre o primeiro e segundo trimestre de 2026, principalmente por causa da pressão política pelas eleições presidenciais no próximo ano.
O ex-diretor do Banco Central e diretor de macroeconomia do ASA, Fabio Kanczuk, vê essa queda chegando mais cedo, entre novembro e dezembro deste ano, em linha com uma diminuição nas taxas pelo banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve.
Kanczuk acredita que se abrirá uma janela de oportunidade para o Brasil diminuir os seus juros acompanhando um movimento global, com o argumento de melhora na atratividade dos investimentos locais e possível valorização do câmbio. Saiba mais nesta matéria.
Com a possibilidade de recessão no país da América do Norte fora do horizonte dos economistas, o ex-BC não vê muita chance de o Fed postergar um primeiro corte até o próximo ano.
Nesta Super Quarta, o Fed optou pela manutenção dos juros nos EUA na faixa dos 4,25% a 4,50% ao ano, reconhecendo que as incertezas em relação às tarifas de importação diminuíram, mas que as perspectivas econômicas permanecem nubladas.
Claudio Pires, sócio-diretor da MAG Investimentos, avalia que o comunicado de hoje da autoridade norte-americana deixa claro que esse corte de juros pode vir: “em resumo, a mediana de projeções atualizada indica espaço para dois cortes de juros em 2025 e somente um corte em 2026 e 2027".
Juros mais altos são sinônimo de maiores retornos com a renda fixa, desde os títulos públicos, até os de emissão bancária e de dívida de empresas.
No que diz respeito às taxas de retorno da renda fixa, Camilla Dolle, head de renda fixa da XP, afirma que os títulos IPCA+ seguem sendo a preferência da casa, uma vez que a inflação permanece acima da meta e os prêmios oferecidos continuam em patamares superiores à média histórica.
Os investimentos pós-fixados, como os do Tesouro Selic e de CDBs, principalmente, também são indicados por Dolle, porque devem se beneficiar deste juro alto até que se inicie o ciclo de cortes.
Nos dois casos indicados, a recomendação da XP é que se adote a estratégia de carregar os investimentos até o vencimento, para que se garanta o retorno total oferecido pelo papel.
A estratégia de ganho de capital em cima da marcação no preço do título não é a melhor estratégia neste momento, segundo a head da XP.
Uma opinião compartilhada por Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital: "conseguir comprar título público com esse patamar de taxa é incrível", diz. Ele acredita que os ativos brasileiros de renda fixa vão surfar esse bom momento por um longo período, e também atrair investidores estrangeiros.
Para ações, fundos imobiliários e fundos de investimento de renda variável, o cenário segue desfavorável.
Jonatas Pires, especialista em alocação de carteiras na WIT Invest, vê pouco rescaldo positivo para as empresas brasileiras listadas em bolsa.
Ele acredita que o setor bancário pode ser preterido pelos investidores, pela resiliência e algum ganho com o juro mais alto, enquanto varejo e consumo podem devolver um pouco dos ganhos recentes, com o cenário ficando mais apertado para crédito.
Outra expectativa é de que o real se fortaleça em relação ao dólar, devido ao diferencial de juros que favorece a possibilidade de ganho com a moeda brasileira. Porém, com o cenário geopolítico tenso com o conflito entre Israel e Irã, esse ganho no câmbio pode não se concretizar.
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