A coisa está feia para o dólar: faz duas décadas que os gestores globais não ficam tão descrentes assim com a moeda
Investidores correm da moeda norte-americana enquanto montam posições em euro e se mostram mais otimistas com emergentes — incluindo o Brasil

Na última vez em que os gestores globais estiveram tão descrentes sobre o futuro do dólar, o primeiro filme do Harry Potter estava sendo lançado e o Facebook tinha acabado de ganhar vida, sendo usado apenas por alguns ‘gatos pingados’ em Harvard.
Isso é o que diz o Global Fund Manager Survey (FMS) de junho, levantamento mensal feito pelo Bank of America (BofA) que mede o humor dos investidores institucionais do mundo todo.
De acordo com a pesquisa, os investidores estão com a maior posição underweight em dólar dos últimos 20 anos. Em outras palavras, estão com uma posição abaixo da média histórica na divisa norte-americana.
O dólar vem atravessando um cenário de desvalorização no mundo inteiro, dadas as preocupações sobre o futuro da economia norte-americana e a escalada da guerra comercial de Donald Trump.
O sentimento de pessimismo sobre o futuro da economia global também diminuiu, enquanto a exposição ao euro aumentou, em contraposição ao dólar, e o otimismo com os mercados emergentes cresceu.
O compilado ainda revela que, apesar da cautela em relação ao dólar, os investidores estão mais confiantes de que a economia global não está tão mal assim. A expectativa de recessão diminuiu e, para muitos, uma desaceleração suave da economia parece ser o cenário mais provável.
Leia Também
A aposta em ouro é a mais popular pelo terceiro mês consecutivo, segundo 41% dos investidores.
- VEJA TAMBÉM: Quer ter acesso em primeira mão às informações mais quentes do mercado? Entre para o clube de investidores do Seu Dinheiro sem mexer no seu bolso
Além da menor exposição em dólar, o que os gestores do mundo inteiro estão vendo?
A pesquisa aconteceu entre os dias 6 e 12 de junho, após os mais recentes desdobramentos comerciais entre os EUA e a China — mas antes do aumento do risco geopolítico no Oriente Médio.
O nível médio de caixa caiu para 4,2% em junho, contra 4,5% em abril. Isso indica que os investidores estão alocando menos recursos em dinheiro e mais em outros ativos, refletindo uma maior confiança no mercado.
As expectativas de uma recessão global também caíram. Nos últimos dois meses, 42% dos participantes diziam esperar por essa turbulência nos próximos 12 meses. Agora, cerca de 36% dos entrevistados dizem que isso é “improvável”.
As expectativas para a economia global melhoraram. Cerca de 46% dos participantes agora esperam uma economia mais fraca, contra 82% em abril — quando o pessimismo era recorde.
Sobre o ‘valor final’ das tarifas que Trump irá impor contra os parceiros comerciais, 77% dos investidores preveem algo abaixo dos 82%, enquanto apenas 1% espera uma tarifa maior do que 30%. No total, a tarifa média ponderada é esperada em 13%.
Quando questionados sobre o impacto do “Big Beautiful Bill”, uma lei que promove cortes de impostos proposta pelo governo Donald Trump, no crescimento do PIB dos EUA no segundo semestre, 59% dos investidores consultados não esperam impulso à atividade econômica.
Por outro lado, um terço dos participantes vê a lei como um benefício para o crescimento do PIB no segundo semestre de 2025. Sobre o impacto da lei no endividamento do governo — que já preocupa boa parte do mercado — 81% dos investidores do FMS veem o déficit aumentando, contra 75% no mês passado.
Em relação às expectativas de retorno de longo prazo, a maioria espera que as ações internacionais sejam o ativo com melhor desempenho nos próximos 5 anos. Menos de um quarto acredita que os ativos dos EUA continuarão dominando os retornos.
E o Brasil?
Cerca de 66% dos participantes esperam que o Ibovespa ultrapasse os 140 mil pontos, um salto em relação aos 43% do mês passado. As expectativas sobre revisões de lucros melhoraram.
As eleições no Brasil estão em destaque, mas 57% dos participantes do painel afirmam que os investidores só montarão posições no primeiro trimestre de 2026 ou depois. Para os investidores, a aposta é de que o Brasil deve superar o México.
O posicionamento setorial mostra que os investidores ainda estão mais alocados em utilities e financeiros, mas o consumo discricionário foi o que mais cresceu neste mês. Energia e materiais continuam sendo os setores com menor exposição.
Além disso, a maioria espera que o crescimento do PIB real do Brasil fique entre 2% e 3% em 2025.
O QUE ABRE E O QUE FECHA
A bolsa abre no feriado de Finados? Veja como ficam os horários dos bancos, Correios, agências de INSS e outros serviços
30 de outubro de 2026 - 6:30VOLTANDO AO NORMAL
Aposta do Rio de Janeiro fatura quase R$ 4 milhões na Lotofácil 3817; Mega-Sena acumula depois de pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil
30 de outubro de 2026 - 5:45HORA DE COMPRAR?
Lucro cresce, caixa surpreende e Citi volta a recomendar compra para Motiva (MOTV3), mas com preço-alvo mais baixo
29 de outubro de 2026 - 14:01É RECORDE!
Mega-Sena desencanta e aposta do Mato Grosso fatura sozinha prêmio de R$ 324,9 milhões
29 de outubro de 2026 - 5:49CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena encalha de novo e pode pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil; 3 apostas simples dividem a Lotofácil 3815
28 de outubro de 2026 - 5:51LIDERANÇA TEM UM PREÇO
Citi passa a recomendar compra de Mercado Livre, mas vê risco em investimentos para manter liderança
27 de outubro de 2026 - 14:22MEGA SENA TODO DIA
Lotofácil 3814 faz 2 novos milionários; Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 305 milhões
27 de outubro de 2026 - 5:58DANÇA DAS CADEIRAS
Fiscal na mira do mercado: BTG avalia cenário político e possíveis nomes para a Fazenda no Lula 4; confira
26 de outubro de 2026 - 19:43EXIGÊNCIAS MAIS RIGOROSAS
Banco Central aprova novas regras para ofertas de crédito e cria proteção contra o endividamento excessivo
24 de outubro de 2026 - 8:59CENÁRIO ELEITORAL
“Se o Lula vencer, o cenário tende a favorecer mais o rentismo”, diz CEO da EQI; veja as apostas da corretora
23 de outubro de 2026 - 15:56VANTAGEM EM XEQUE
Esta cidade fora de SP virou hub de galpões logísticos. Agora, a Reforma Tributária pode mudar o jogo
23 de outubro de 2026 - 11:15A SERVIÇO DE SUA MAJESTADE
Quem será o próximo James Bond? Quatro nomes estão na disputa final para interpretar o agente 007
23 de outubro de 2026 - 11:09ELEIÇÕES NO MERCADO IMOBILIÁRIO
Minha Casa Minha Vida ou Casa Verde Amarela? Os planos de Lula e Flávio Bolsonaro para o mercado imobiliário e a compra da casa própria
23 de outubro de 2026 - 7:09CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena acumula novamente e prêmio alcança R$ 230 milhões; 3 bolões com dezenas de pessoas dividem a Lotofácil
23 de outubro de 2026 - 5:47DISPUTA DE REGULADORES
Afinal, quem falhou no caso Banco Master? Ex-presidente da CVM aponta para o Banco Central
22 de outubro de 2026 - 18:45LUZES ACESAS
Volta ao presencial e ‘cheque gordo’ do Itaú (ITUB4) dão nova vida a escritórios de SP — mas nem todos os bairros ganham
22 de outubro de 2026 - 10:09Conteúdo Empiricus
Mercado de opções cresce 79% na B3 em 2026; confira como você também pode aproveitar oportunidades com esse tipo de operação na bolsa
22 de outubro de 2026 - 10:00PRECISA DE CONSERTO
Lotofácil, Quina e outras loterias acumulam e atenção se volta para prêmio de R$ 200 milhões em jogo na Mega-Sena
22 de outubro de 2026 - 5:53MAIS DINHEIRO NA MESA
Governo libera mais R$ 6,49 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA e por conflitos internacionais; veja quem pode acessar o crédito
21 de outubro de 2026 - 10:03NEM POR DECRETO