🔴 ÚLTIMO DIA: FAÇA PARTE DA PRIMEIRA TURMA DA ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA –  QUERO PARTICIPAR

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

POR TRÁS DAS CORTINAS

Como criminosos conseguiram fugir com mais de R$ 40 milhões sem que ninguém percebesse

No domingo (19), hackers invadiram o sistema da Diletta, uma prestadora de serviços financeiros brasileira, e drenaram mais de R$ 40 milhões

Ataque hacker em fintech desvia milhões do Pix.
Ataque hacker em fintech desvia milhões do Pix. - Imagem: iStock

O último fim de semana poderia muito bem ter saído de um roteiro policial, daqueles em que o crime perfeito acontece em silêncio e por trás das cortinas. Enquanto ladrões em Paris roubavam joias preciosas de dentro do Museu do Louvre, um assalto digital milionário se desenrolava no Brasil — sem armas, sem máscaras e sem que ninguém percebesse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na tarde do domingo (19), hackers invadiram o sistema da Diletta, uma prestadora de serviços brasileira, e drenaram mais de R$ 40 milhões de diferentes fintechs, bancos e empresas de serviços financeiros, segundo estimativas não oficiais reveladas ao Seu Dinheiro

De acordo com fontes, depois de adentrarem nos sistemas da Diletta, os hackers realizaram centenas de transações via Pix para outros bancos e fintechs.

Quando o Banco Central (BC) percebeu que tinha algo de errado, o dinheiro já havia sumido, pulverizado por entre contas-laranja em bancos, fintechs e carteiras digitais.

Entre as vítimas está a FictorPay, subsidiária da holding Fictor, que atua nos setores de alimentos, infraestrutura e finanças. Segundo fontes ouvidas pelo Seu Dinheiro, o prejuízo da fintech passa de R$ 6 milhões

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em nota, a FictorPay afirmou que foi comunicada sobre uma “atividade irregular em ambiente tecnológico de um prestador de serviços que atende diversas companhias”.

Leia Também

BOLA DIVIDIDA

Lotofácil tem 23 ganhadores no último concurso antes do sorteio especial da Independência; Mega-Sena acumula de novo e prêmio se aproxima de R$ 50 milhões

AGENDA DE FERIADOS

O que abre e o que fecha no feriado de 7 de setembro? Confira o funcionamento da B3, dos bancos e Correios, do Pix, e de outros serviços na data

A companhia usava os serviços da Celcoin, uma provedora de infraestrutura que fazia a ponte entre a instituição financeira e o sistema do Pix, e da Diletta, uma provedora de tecnologia white label que fazia a interface para os aplicativos. Foi justamente por essa porta lateral que os criminosos entraram.

Segundo fontes do mercado, no domingo, o Banco Central percebeu que as transações de Pix não pareciam seguir um fluxo normal de operações e entrou em contato com as instituições afetadas.

A FictorPay informou que a investigação está sendo conduzida pela própria Diletta, com apoio de especialistas em segurança cibernética, e que não há indícios de invasão aos seus sistemas internos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a Celcoin afirma que "não houve qualquer invasão, ataque ou comprometimento em sua infraestrutura tecnológica ou ambiente transacional".

"Foi identificada uma movimentação atípica na conta de um cliente, prontamente detectada por nossos sistemas de monitoramento. Assim que o comportamento foi percebido, bloqueamos preventivamente as operações e alertamos imediatamente o cliente", disse a empresa, em nota.

A empresa acrescenta que, como a origem do incidente está na empresa provedora de soluções de aplicativo white label, o ataque impactou diversos players de Banking as a Service (BaaS) e Core Banking, sem qualquer relação com a Celcoin.

Procurada pelo Seu Dinheiro, a Diletta não respondeu até a publicação desta reportagem. O Banco Central também não se manifestou sobre o caso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais um assalto “invisível”

O ataque à Diletta é mais um capítulo de uma série de crimes que vêm abalando o sistema financeiro nacional e reforça um padrão: criminosos têm preferido atacar os bastidores do sistema, não as instituições principais.

Desde junho, nomes como C&M Software, Sinqia, Monbank e E2 Pay foram vítimas de esquemas semelhantes — todos explorando vulnerabilidades em empresas que operam longe dos holofotes, mas essenciais para o funcionamento do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Essas prestadoras de serviços de tecnologia são responsáveis por conectar bancos e fintechs ao ambiente de liquidação do Pix, gerido pelo Banco Central. E é justamente nesse elo que os criminosos vêm encontrando brechas.

O ataque mais grave aconteceu em junho, contra a C&M, e gerou o maior prejuízo já registrado no setor: mais de R$ 1 bilhão desviados. As investigações apontaram o envolvimento de um funcionário interno, acusado de vender credenciais de acesso aos invasores. Ele acabou preso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dois meses depois, foi a vez da Sinqia, com R$ 670 milhões roubados. O BC conseguiu bloquear parte do valor, mas o episódio reforçou um alerta: os ataques estão se sofisticando, e as brechas, mudando de lugar.

O "modus operandi" do ataque hacker

No caso da Diletta, o "modus operandi" foi parecido. O golpe explorou uma vulnerabilidade própria da empresa, e não o roubo de chaves Pix ou acessos conectados ao BC, como ocorreu nas invasões anteriores, segundo uma fonte. 

Outra fonte próxima à investigação afirmou que o ataque hacker ocorreu somente na Diletta, que possui credenciais de acesso às contas, e que, "com a ajuda de alguém de dentro da empresa que foi coagido, o hacker teria conseguido realizar as transferências por Pix".

"O tipo de ataque é aquele que já está sendo falado no mercado há um tempo. Os hackers fazem a coação de funcionários de uma empresa de tecnologia, conseguem acessar os sistemas internos e fazer a operacionalização do golpe. Neste caso, foi somente nas contas digitais dos clientes da Diletta que eles conseguiram fazer os cash-outs em Pix", disse uma fonte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação de Marco Zanini, CEO da Dinamo Networks e especialista em cibersegurança, o que aconteceu foi uma invasão de um aplicativo vendido no modelo de white label — que permite que o banco que adquira a tecnologia possa usá-lo com a própria marca — que se comunicava com um core central que fazia as transações.

"Parece que o aplicativo foi invadido e começou a simular transações Pix, passando isso para o backoffice bancário e distribuindo esses valores em um volume grande, em mais de 250 contas", avaliou Zanini.

Para o especialista, o ataque hacker destaca dois erros básicos:

  1. O aplicativo não tinha um sistema de blindagem/proteção que impedisse que ele fosse invadido e que se simulassem transações.
  2. Do outro lado, no core bancário, provavelmente não existiam múltiplos fatores de autenticação desse aplicativo, o que permitiu que uma invasão conseguisse se autenticar no core bancário e realizasse as transações.

Outra fonte que acompanha o caso afirma que se tratou de um ataque direto à FictorPay, embora a empresa negue.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A reação do BC à sequência de ataques hacker

O aumento dos ataques hacker a fintechs acendeu um sinal vermelho no BC. No início de setembro, a autarquia anunciou novas regras de segurança para fintechs e instituições de pagamento conectadas ao sistema financeiro nacional.

Entre as medidas, o BC impôs um teto de R$ 15 mil para transferências via TED e Pix realizadas por instituições de pagamento não autorizadas diretamente pela autarquia e que dependem de intermediários tecnológicos.

Além disso, nenhuma fintech poderá operar sem autorização formal do BC a partir de maio de 2026.

As regras buscam conter a recente escalada de fraudes. Afinal, com o avanço do Pix e o crescimento de serviços de banking as a service, as engrenagens do sistema financeiro estão cada vez mais interligadas — e, consequentemente, mais vulneráveis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
moeda trump 3 de setembro de 2026 - 11:33
fórum empreendedor 3 de setembro de 2026 - 11:00
INSS Bpc 3 de setembro de 2026 - 5:51
My Vintage Dress, cancelar vestidos, noivas sem vestidos 2 de setembro de 2026 - 15:27
PISPasep Carteira de trabalho brasileira. Trabalho registrado CLT e dinheiro do Brasil. Salário mínimo Dinheiro real brasileiro. 2 de setembro de 2026 - 5:19
1 de setembro de 2026 - 16:55
Imagem mostra uma mão plantando uma semente na terra e pequenas mudinhas que vão crescendo. Há gráficos de ações que indicam alta no investimento 1 de setembro de 2026 - 11:16
Beneficiários com NIS final 7 recebem parcelas do Bolsa Família e parte também terá direito ao auxílio-gás 1 de setembro de 2026 - 5:39
Quatro economistas do BTG Pactual estão sentados em cadeira de madeira. Todos eles vestem terno azul. A mediadora está de lilás. Ao fundo, um painel com o logo Macro Day do BTG Pactual. 31 de agosto de 2026 - 19:01
Bilionária mais jovem do brasil tem herança atrelada à WEG. 31 de agosto de 2026 - 13:05
geraldo alckmin no macro day 2026 31 de agosto de 2026 - 12:30
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar