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No Touros e Ursos desta semana, Paula Moreno, sócia e co-CIO da Armor Capital, fala sobre a estratégia da casa para ter um retorno maior do que o do benchmark
Quem soube avaliar bem os sinais conseguiu bons retornos no primeiro semestre do ano. Afinal, o Ibovespa disparou 15%, o dólar recuou 12% e os juros e a inflação caíram nas projeções futuras, elevando os preços dos títulos de renda fixa. Mas isso passou. A questão agora é: quais são as expectativas para o segundo semestre do ano?
No podcast Touros e Ursos desta semana, Paula Moreno, sócia e diretora de investimentos da Armor Capital, compartilhou a visão da gestora sobre os cenários econômicos do Brasil e do mundo.
Enquanto muitos gestores estão desconfortáveis com posições nos Estados Unidos, é justamente para lá que a Armor está olhando. Moreno afirmou que a expectativa é de um segundo semestre menos ruidoso, com a continuidade das negociações comerciais e o início de uma agenda de desregulamentação, especialmente para o setor bancário.
Aliado a isso, a Armor projeta que o Federal Reserve (Fed) iniciará o ciclo de corte de juros com um pouso suave (soft landing) para a economia norte-americana que beneficie a alocação em ativos de risco.
A gestora mantém posições compradas em S&P 500 e small caps, mas com algumas ressalvas e avaliação de setores específicos.
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Por aqui, a antecipação das discussões eleitorais de 2026 deverá dominar o último trimestre do ano, segundo Moreno, com o mercado começando a precificar possíveis cenários vitoriosos.
Isso, entretanto, não afugenta a Armor da bolsa, pelo menos não no terceiro trimestre. A gestora vê mais valorização para o Ibovespa, assim como mais valorização para o real até meados de setembro.
Mas isso não dura até o fim do ano. Segundo Moreno, o dólar vai voltar a apreciar contra o real — e o motivo não é político ou econômico, mas técnico. “A reversão, quando ocorrer, tende a ser rápida”, afirmou a diretora.
Enquanto não acontece, a casa está comprada em real, em Ibovespa e em inflação de médio prazo. A gestora projeta corte de juros somente em 2026, com uma queda considerável das taxas ao longo de todo o próximo ano, devido a fundamentos e política.
Quando essa sinalização do Banco Central estiver mais clara, uma classe de ativos específica do Brasil deve disparar — veja qual no episódio completo.
No quadro que dá nome ao programa, o maior urso da semana ficou para a C&M Software, empresa que esteve no centro do ataque hacker de R$ 1 bilhão contra o Banco Central. O golpe, que atingiu o sistema do Pix, mexeu com o sistema financeiro e com a confiança do brasileiro na última semana.
Outros dois ursos foram moedas estrangeiras: dólar e euro — uma pela performance passada e outra pela possível performance futura. Confira.
Já nos Touros, as ações brasileiras ficaram no foco, tanto as grandes quanto as pequenas e médias. Segundo Moreno, o momento é interessante e os estrangeiros devem continuar entrando.
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