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PREÇO DO BOI

Após fim da tarifa de 40% sobre carne bovina, Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) sobem na bolsa; o que pode acontecer com o preço da carne no mundo?

Preço futuro da arroba do boi estava em queda, após medidas mais restritivas da China. Retirada das tarifas dos EUA deve reduzir a pressão de baixa

Frigoríficos na bolsa de valores
As ações da MBRF (resultado da fusão entre Marfrig e BRF) e Minerva estão em alta hojeImagem: iStock

Com a retirada da tarifa extra de 40% sobre a importação de carne bovina brasileira pelos Estados Unidos, entre outras centenas de itens, o preço do boi no mundo pode até subir um pouco.

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E isso ajuda grandes frigoríficos brasileiros. As ações da MBRF (resultado da fusão entre Marfrig e BRF) e Minerva estão em alta hoje. Por volta das 11h15, as ações da Minerva (BEEF3) subiam 2,15% e as da MBRF (MBR3) estavam em alta de 2,09%.

Isso porque havia uma pressão de baixa sobre o valor futuro da arroba do boi. Com menos importação de carne pelos Estados Unidos, aumentava a oferta para o restante do mundo.

"Com o fim da taxação de 40%, esperamos um cenário de maior firmeza para os preços até o fim do ano, ainda que de forma limitada", diz Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos, em nota. Os preços devem se manter nessa faixa.

O preço da arroba do boi estava sob pressão desde o começo desta semana, quando a China impôs um controle alfandegário mais rigoroso para a importação de carne bovina no país. A medida fez o preço futuro do boi despencar.

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“Também destacamos que as exportações de bovinos permaneceram fortes ao longo do período em que as tarifas estiveram vigentes, alcançando outros mercados e colaborando para segurar os preços no mercado interno”, diz a estrategista.

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Mais exceções às tarifas de 40%

Na noite de ontem, 20, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump assinou um decreto que aumenta a lista de exceções para a tarifa extra de 40% aplicada desde o início de novembro sobre diversos produtos brasileiros — entre eles carne bovina, café, suco de laranja e outros itens do agronegócio.

A decisão reverte parcialmente as medidas adotadas por Trump, que havia elevado impostos como forma de pressão ao governo brasileiro em meio a tensões diplomáticas.

No texto, Trump afirma que decidiu revisar o escopo das tarifas após receber recomendações de assessores e acompanhar o início das negociações abertas com o presidente brasileiro durante uma ligação telefônica em 6 de outubro. 

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A medida inclui agora café, carne bovina, frutas, castanhas, especiarias e outros itens agrícolas (cerca de 10% da pauta exportadora). Em agosto, quando as tarifas começaram a ser aplicadas, cerca de 50% da pauta exportadora brasileira aos EUA havia sido liberada das sobretaxas.

"A decisão representa um alívio adicional importante, especialmente porque atinge categorias com maior repercussão política interna nos EUA e maior peso relativo nas exportações brasileiras. O recuo, no entanto, não encerra o conflito tarifário. Ainda que limitado, o efeito é positivo", diz Leonardo Costa, economista do ASA, em nota.

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