Shutdown nos EUA e bolsa brasileira estão quebrando recordes diariamente, mas só um pode estar prestes a acabar; veja o que mais mexe com o seu bolso hoje
Temporada de balanços, movimentos internacionais e eleições do ano que vem podem impulsionar ainda mais a bolsa brasileira, que está em rali histórico de valorizações; Isa Energia (ISAE4) quer melhorar eficiência antes de aumentar dividendos
Quando um atleta quebra um recorde, o mundo se espanta com a façanha e o nível extremamente alto de preparo físico.
O jamaicano Usain Bolt, por exemplo, é o detentor do menor tempo na corrida de 100 metros rasos, com 9s58 conquistados no Campeonato Mundial de Atletismo de 2009, além de outras marcas históricas.
O homem mais rápido do mundo já avisou: "se alguém quiser ser tão grande como eu, terá que trabalhar muito". Não parece que veremos esse tempo sendo quebrado tão cedo, embora o esporte esteja sempre em evolução.
Há algumas semanas, porém, investidores brasileiros assistem a dois recordes sendo quebrados, quase diariamente. A paralisação do governo dos Estados Unidos, o shutdown, já é a maior da história.
Além disso, a bolsa brasileira está em um rali de otimismo, a cada dia ultrapassando o nível do dia anterior. Ontem, por exemplo, avançou para além dos 155 mil pontos pela primeira vez e conquistou a 14ª sessão seguida no azul — a maior sequência de altas desde 1994.
No entanto, enquanto uma sequência de recordes está perto de acabar, a outra não dá sinais de que irá parar tão cedo. O shutdown pode estar perto de ser solucionado. E isso dá ainda mais impulso para a bolsa brasileira.
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Já o rali do Ibovespa pode se manter por um tempo, mesmo que deixe de bater novas marcas todos os dias. A temporada de balanços, com empresas listadas mostrando bons resultados, geração de caixa e margens resilientes, também dá gás ao principal índice da B3.
O colunista do Seu Dinheiro, Matheus Spiess, elenca os motores que podem fazer com que a bolsa continue acelerando. O ciclo de corte de juros — que já começou nos EUA e que pode se iniciar no Brasil em 2026 — é um deles, além das eleições no ano que vem. Confira o que pode acontecer com a bolsa e até onde o Ibovespa pode ir nesta coluna aqui.
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Ação cara e dividendos magros: qual o recado da ISA Energia para o mercado?
A Isa Energia (ISAE4) quer convencer o mercado de que pode aumentar a frequência de dividendos, quando o caixa assim permitir.
Entre analistas, há consenso de que a ação segue cara e com proventos magros: projeções indicam dividend yield entre 6% e 8% nos próximos 12 meses.
Investidores, acostumados ao histórico da antiga Isa Cteep (TRPL4), que fazia até quatro distribuições por ano, querem saber se essa época pode retornar para a empresa de transmissão de energia.
A repórter Katherine Rivas conversou com o CEO, Rui Chammas, para entender o que pode levar a empresa a voltar à distribuição mais constante de proventos. Veja tudo nesta coluna aqui.
Esquenta dos mercados
O Ibovespa está sem freio e acelerou sem dó na segunda-feira (10). O principal índice da B3 ultrapassou os 155 mil pontos pela primeira vez e encerrou o dia aos 155.257 pontos com alta de 0,78%.
Além disso, o índice renovou a máxima intradiária ao alcançar os 155.601 durante o pregão. O Ibovespa foi impulsionado pelo bom-humor dos mercados internacionais, em meio à expectativa de que o shutdown do governo dos EUA possa estar perto do fim.
Já nesta terça-feira (11), os investidores ganham mais um sinal de que a mais longa paralisação da história dos EUA está próxima de ganhar um capítulo final. Isso porque o Senado aprovou um projeto para reabrir a máquina pública norte-americana na noite de ontem, e, agora, o texto segue para a Câmara.
Em meio às esperanças renovadas sobre a resolução do impasse sobre contas nos EUA e à temporada de balanços, as bolsas europeias amanhecem em alta hoje. Já em Wall Street, o clima é de cautela, com os índices futuros de Nova York iniciando o dia no vermelho.
Enquanto isso, as bolsas asiáticas fecharam o pregão desta terça-feira sem direção única, perdendo fôlego após a recuperação liderada por ações de tecnologia no pregão anterior.
Outros destaques do Seu Dinheiro:
RESULTADO
É recorde atrás de recorde: BTG Pactual (BPAC11) supera expectativa com rentabilidade de 28% e lucro de R$ 4,5 bilhões no 3T25. O balanço do BTG trouxe lucro em expansão e rentabilidade em alta; confira os principais números do trimestre.
SD EXPLICA
Tchau, Oi (OIBR3): como a empresa que já foi uma “supertele” sucumbiu à falência? A história por trás da ruína. A telecom teve sua falência decretada na tarde desta segunda-feira (10), depois de quase uma década de recuperação judicial — foram duas, uma atrás da outra.
QUEM VAI FICAR COM ELA?
O adeus do oráculo: Warren Buffett revela em carta de despedida o destino final de sua fortuna bilionária. Essa, no entanto, não é a última carta do megainvestidor de 95 anos — ele continuará se comunicando com o mercado por meio de uma mensagem anual de Ação de Graças.
COMPRAR OU VENDER?
Vale a pena investir na Minerva (BEEF3): Santander eleva preço-alvo e projeta alta de 25% com dividendos no radar. Analistas avaliam que queda de 14% após balanço foi um exagero, e não considera os fundamentos da empresa adequadamente.
'OH LORD WON'T YOU BUY ME A BYD'?
Adeus ‘Mercedão’, olá BYD: da cidade de São Paulo ao Flamengo, ônibus elétrico ganha cada vez mais espaço. Algumas cidades, empresas e até o Flamengo já aderiram ao ônibus elétrico e fundo de investimento pode facilitar ainda mais o acesso à esse tipo de veículo.
REPORTAGEM ESPECIAL
A era do ROE de 20% do Banco do Brasil (BBAS3) ficou para trás — e pode nunca mais voltar, mesmo depois do fim da crise, dizem analistas. Em meio a turbulências na carteira, especialmente no agronegócio, BB enfrenta desafios na busca por rentabilidade, e analistas revelam o que esperar das ações BBAS3.
FORA DA BOLSA
Desdobramentos da falência: B3 suspende negociações das ações Oi (OIBR3). Segundo o último balanço da companhia, referente ao segundo trimestre, a empresa tinha 330 mil ações em circulação, entre ordinárias e preferenciais.
AO INFINITO E ALÉM
Ibovespa bate mais um recorde: bolsa ultrapassa os 155 mil pontos com fim do shutdown dos EUA no radar; dólar cai. O mercado local também dá uma mãozinha ao principal índice da B3, que ganha fôlego com a temporada de balanços e com a alta de um peso pesado: a Vale (VALE3).
A OI AGORA É TCHAU
Justiça decreta falência da Oi (OIBR3) e liquidação dos ativos: “a Oi é tecnicamente falida”, diz juíza. A juíza determinou a continuação provisória das atividades da Oi até que os serviços sejam assumidos por outras empresas.
PRÉVIA DOS BALANÇOS
Média e alta renda ‘seguram as pontas’, enquanto Minha Casa Minha Vida brilha: o que esperar das construtoras no 3T25? Balanços do terceiro trimestre de 2025 devem reforçar o momento positivo das construtoras populares em um ano marcado pelo avanço do Minha Casa Minha Vida; Cury e Direcional seguem sendo destaques na visão de analistas.
BALANÇO DO 3T25
MBRF (MBRF3): lucro recua 62% e chega a R$ 94 milhões no 3T25; confira os primeiros números após a fusão. Nas operações da América do Norte, os resultados foram impulsionados pela racionalização da produção e crescente demanda pela proteína bovina.
VOO DE GALINHA
MBRF (MBRF3) arranca na B3 antes do primeiro balanço após a fusão, mas ciclo pode estar prestes a virar; o que esperar do 3T25. Ciclo da empresa pode estar prestes a virar: o crescimento da oferta de carne deve crescer, pressionando novamente as margens mais à frente.
COMPRA OU VENDE?
Valorização da Hypera (HYPE3) deve chegar a 20% nos próximos meses, diz Bradesco BBI; veja qual é o preço-alvo. Analistas veem bons fundamentos e gatilhos positivos para a empresa à frente.
DE CARA NOVA
Adeus ELET3 e ELET5: veja o que acontece com as ações da Axia Energia, antiga Eletrobras, na bolsa a partir de hoje. Troca de tickers nas bolsas de valores de São Paulo e Nova York coincide com mudança de nome e imagem, feita após 60 anos de empresa.
CHURRASCO ESTÁ CARO
Trump diz que irá investigar se empresas elevaram preço da carne bovina no país – JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3) estão entre os alvos. Casa Branca diz que JBS, Cargill, Tyson Foods e National Beef, controlada pela MBRF, são alvos da investigação. São as quatro maiores empresas frigoríficas do país.
NO BOLSO DOS GRINGOS
Trump quer dar um presentinho de R$ 10,6 mil aos norte-americanos — e isso tem tudo a ver com o tarifaço. O presidente norte-americano também aproveitou para criticar as pessoas que se opõem ao tarifação, chamando-as de “tolas”.
CHEGANDO AO FIM…
O oráculo também erra: quando Warren Buffett deixou de ganhar dinheiro por causa das próprias estratégias. Mesmo após seis décadas de acertos, Warren Buffett também acumulou erros bilionários — da compra da Berkshire ao ceticismo sobre bitcoin e ao fiasco com a Kraft Heinz.
A VIRADA DE JARED
Este bilionário largou a escola com 15 anos, começou a empreender aos 16 e está prestes a liderar a Nasa. Aliado de Elon Musk e no radar de Donald Trump, Jared Isaacman é empresário e foi o primeiro civil a realizar uma caminhada espacial.
PRÉ-BLACK FRIDAY
Shopee, Mercado Livre e TikTok Shop transformam o 11.11 em prévia da Black Friday. Com o 11.11, varejo estende as ofertas por todo o mês e disputa a atenção do consumidor antes da Black Friday.
BLACK FRIDAY MAGALU
Vai renovar a casa? Esses eletrodomésticos estão com desconto de Black Friday no Magazine Luiza. Descontos no Magalu incluem geladeiras, TVs e lavadoras; confira detalhes antes de decidir.
FORTUNA DE CR7
Compra mais cara de Cristiano Ronaldo custou 5 vezes o valor de um iate; saiba o que foi. O atleta bilionário, mais bem pago do mundo, tem coleções de supercarros e relógios caríssimos, bem como um iate de R$ 57,9 milhões; mas sua compra mais cara vale muito mais.
LUXO NA HISTÓRIA
De olho no vintage: mercado global de segunda mão de luxo cresce mais que o de novos produtos; veja o cenário no Brasil. Aceleração é apontada por um relatório de setembro de 2025 do Boston Consulting Group com a Vestiaire Collective; no Brasil, o setor que movimentou R$ 98 bilhões em 2024 é impulsionado pela percepção de raridade das peças e valor sustentável.
'CAFAKE'
Parece, mas não é: Anvisa proíbe comercialização de marcas de ‘bebida sabor café’ e até de café gourmet. Em 2025, a Anvisa já vetou a comercialização de 6 marcas de café ou de ‘bebida sabor café’; entenda como não comprar gato por lebre.
ADEUS, ÓCULOS?
Adeus, vista cansada! Como funciona o colírio que livra dos óculos quem desenvolve presbiopia. Aprovado pelo FDA, o colírio VIZZ promete dar fim temporário à “vista cansada”, melhorar o foco e reduzir o uso de óculos — mas exige aplicação diária.
PRIMEIRO EMPREGO
Corre que dá tempo: Santander e Cyrela encerram inscrições hoje; veja essas e outras vagas de estágio e trainee que pagam até R$ 11,5 mil. Os aprovados nos programas de estágio e trainee devem começar a atuar a partir de 2026; as inscrições ocorrem durante todo o ano.
Copel (CPLE3) é a ação do mês, Ibovespa bate novo recorde, e o que mais movimenta os mercados hoje
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A simples possibilidade de mudança no comando do BC dos EUA já começou a mexer na curva de juros, refletindo a percepção de que o “jogo” da política monetária em 2026 será bem diferente do atual
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Wall Street vivencia hoje uma bolha especulativa no mercado de ações? Entenda o que está acontecendo nas bolsas norte-americanas, e o que a inteligência artificial tem a ver com isso
As lições da Black Friday para o universo dos fundos imobiliários e uma indicação de FII que realmente vale a pena agora
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Os futuros dividendos da Estapar (ALPK3), o plano da Petrobras (PETR3), as falas de Galípolo e o que mais move o mercado
Com mudanças contábeis, Estapar antecipa pagamentos de dividendos. Petrobras divulga seu plano estratégico, e presidente do BC se mantém duro em sua política de juros
Jogada de mestre: proposta da Estapar (ALPK3) reduz a espera por dividendos em até 8 anos, ações disparam e esse pode ser só o começo
A companhia possui um prejuízo acumulado bilionário e precisaria de mais 8 anos para conseguir zerar esse saldo para distribuir dividendos. Essa espera, porém, pode cair drasticamente se duas propostas forem aprovadas na AGE de dezembro.
A decisão de Natal do Fed, os títulos incentivados e o que mais move o mercado hoje
Veja qual o impacto da decisão de dezembro do banco central dos EUA para os mercados brasileiros e o que deve acontecer com as debêntures incentivadas, isentas de IR
Corte de juros em dezembro? O Fed diz talvez, o mercado jura que sim
Embora a maioria do mercado espere um corte de 25 pontos-base, as declarações do Fed revelam divisão interna: há quem considere a inflação o maior risco e há quem veja a fragilidade do mercado de trabalho como a principal preocupação
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Dentro do arcabouço de metas de inflação, nosso Bacen dá mais cavalos de pau do que a média global. E o custo de se voltar atrás para um formulador de política monetária é quase que proibitivo. Logo, faz sentido para o mercado cobrar um seguro diante de viradas possíveis.
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Felipe Miranda: O paradoxo do banqueiro central
Se você é explicitamente “o menino de ouro” do presidente da República e próximo ao ministério da Fazenda, é natural desconfiar de sua eventual subserviência ao poder Executivo
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