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Juros e dólar baixos e a renovação de poder na eleição de 2026 podem levar a uma das maiores reprecificações da bolsa brasileira. Os riscos existem, mas pode fazer sentido migrar parte da carteira para ações de empresas brasileiras agora.
Mesmo em um contexto relativamente conturbado, o Ibovespa renovou recentemente sua máxima histórica. É isso mesmo! Mesmo com desarranjo fiscal, mesmo com uma taxa Selic em 15% jogando contra as empresas, e mesmo com muitos receios sobre as tarifas de Donald Trump, o índice de ações brasileiro reluta em cair.
Em partes, isso é explicado pelo fato de as ações estarem muito baratas nos patamares atuais. Parece contraditório, mas mesmo nas máximas históricas o Ibovespa negocia próximo dos menores níveis de preço/lucros dos últimos 20 anos.

Mais por demérito dos Estados Unidos (e de Trump) do que por méritos nossos, o dólar em queda também ajuda na perspectiva de redução de custos, melhora do poder de compra e, principalmente, desaceleração da inflação.

Tudo indica que no mais tardar no primeiro trimestre de 2026 já devemos começar a testemunhar os primeiros cortes da Selic.
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Essa combinação de juros e dólar para baixo já deveria proporcionar uma bela reprecificação, mas não podemos esquecer do fator eleitoral, que também parece estar ajudando a empurrar o Ibovespa para as máximas.
Depois de um mês e meio ajudado pelas tarifas, a popularidade de Lula voltou a cair segundo pesquisa da Atlas/Intel, que também mostrou ascensão dos candidatos de centro-direita, e trouxe um gostinho do que podemos ver a partir de 2027: dólar para baixo, Selic rumo a um dígito e governo reformista…
Podemos estar falando de uma das maiores pernadas de reprecificação da história da bolsa brasileira – curiosamente, uma delas (>600%) aconteceu justamente durante os dois primeiros mandatos de Lula.

Se mesmo em condições muito adversas o Ibovespa conseguiu o feito de renovar sua máxima histórica, imagina até onde ele pode chegar se essa combinação de fatores realmente se concretizar.
Mesmo sem bola de cristal, podemos tentar dar um chute educado. Considerando um aumento de apenas 15% nos lucros com o corte da Selic (cenário conservador, em minha visão) e um aumento do múltiplo dos atuais 9,6x para a média de 11,9x preço/lucros para refletir esse ambiente mais favorável, já estaríamos falando em um patamar de 200 mil pontos para o Ibovespa.
Tendo a acreditar que o índice pode ir muito além disso, mas esse exercício simplista já nos ajuda a entender que, apesar de estar nas máximas, o Ibovespa ainda guarda muito potencial de valorização.
Claro que esse cenário não está livre de riscos, sendo o mais importante deles a manutenção do ciclo político-econômico atual e a falta de comprometimento de qualquer que seja o governo com a situação fiscal pelos quatro anos seguintes. Isso dificultaria uma queda estrutural dos juros e do dólar, bem como o crescimento de lucros das empresas e também um re-rating da bolsa.
Mesmo assim, o cenário ainda parece bastante assimétrico, e faz sentido começar a migrar parte da sua carteira para ações de empresas brasileiras, caso ainda não tenha começado a fazer isso.
Um abraço e até a próxima semana!
Ruy
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