Aberta a temporada de provas: o balanço dos bancos no 2T25 e o que esperar dos mercados hoje
Bolsa globais avaliam acordos com os EUA; índices futuros de Wall Street indicam que seguirão estendendo os ganhos da semana passada; por aqui, o Ibovespa tenta recuperar o fôlego

É chegada a hora da verdade. Assim como nas provas bimestrais os alunos põem seus conhecimentos a teste, na temporada de balanços as empresas mostram um retrato de como foram seus últimos meses. A diferença é que o resultado das companhias é medido de forma trimestral.
Os professores, que não são bobos, já sabem mais ou menos o que esperar de cada um — mas, claro, sempre há espaço para surpresas, para o bem e para o mal.
No caso das empresas, os analistas e investidores têm seus palpites, baseados em dados já divulgados sobre a companhia ou o setor em que ela atua.
Mas tem umas que vão pior do que o esperado, mesmo quando as expectativas já não eram tão altas. Foi o caso do Banco do Brasil no primeiro trimestre.
Ou, por outro lado, o Itaú Unibanco, que vem há algum tempo trilhando um caminho de fazer brilhar os olhos. É tipo o melhor aluno da sala, e os professores esperam essa constância de notas 10.
E agora, o que esperar dos balanços dos bancos no segundo trimestre? A repórter Camille Lima preparou um guia com as principais informações sobre eles, das datas de divulgação e teleconferências, às expectativas dos principais analistas. Você pode conferir aqui.
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Esquenta dos mercados
Mais uma semana se inicia, e a guerra tarifária de Donald Trump continua nos holofotes. No domingo (27), o presidente norte-americano anunciou um acordo com a União Europeia, que estabelece uma taxa de 15% para os produtos importados pelos EUA.
O anúncio anima os mercados internacionais. Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão desta segunda-feira (28) majoritariamente em alta, com exceção de Tóquio. Por lá, temores de que um acordo entre EUA e Japão não saia do papel derrubaram o índice.
Já na Europa, o bom humor domina os mercados após o anúncio de Trump, e as bolsas na região operam em alta.
Em Wall Street, os índices futuros de Nova York indicam que seguirão estendendo os ganhos da semana passada.
Por aqui, o Ibovespa começa a segunda-feira tentando recuperar o fôlego. O principal índice da bolsa brasileira encerrou a sexta-feira (25) com queda de 0,21%, aos 133.524 pontos.
As negociações entre o governo brasileiro e Trump seguem trazendo dores de cabeça para os mercados.
Os investidores também aguardam mais uma Super Quarta, quando será decidido o rumo da taxa de juros no Brasil e nos EUA. Saiba o que mais agita a semana na matéria do Guilherme Castro Sousa.
Outros destaques do Seu Dinheiro:
AGRONEGÓCIO
Recalibrando rotas: Brasil mapeia mercados para redirecionar exportações do agro afetadas pelo tarifaço de Trump. No radar brasileiro estão países da Ásia e do Oriente Médio, com destaque para Japão, Coreia do Sul, Turquia, China, Indonésia, Vietnã, Arábia Saudita e México.
MINERAÇÃO
‘Só trader de câmbio gosta de volatilidade’, diz CFO da Vale (VALE3). Mineradora não deve ser atingida diretamente pelas tarifa impostas por Donald Trump, mas possível efeito no câmbio e nos juros pode trazer volatilidade para a operação da companhia.
FUNDOS IMOBILIÁRIOS
Gestor da Kinea vê oportunidade em FIIs e aposta em retomada com corte de juros. Executivo aponta que mesmo com Selic alta, mercado de fundos imobiliários oferece boas oportunidades tanto em ativos de papéis quanto em tijolo.
GANHO REAL
Lucro do FGTS cai nas contas ainda em julho: rendimento é de R$ 20 a cada R$ 1.000 de saldo. Com a distribuição de lucros, o rendimento total do FGTS em 2024 sobe para 6,05% e tem ganho real — ficou acima da inflação de 4,83% acumulada no mesmo período.
GUERRA COMERCIAL
Duelo de gigantes: China e EUA devem prorrogar trégua tarifária por mais 90 dias, diz jornal. Nos três meses de trégua, ambos países devem se comprometer em não adotar medidas que possam reacender tensões comerciais.
GUERRA COMERCIAL
50% contra o Brasil: Tarifas dos EUA entram em vigor na sexta-feira (1). A partir de 1º de agosto, EUA vai aplicar uma alíquota de 50% sobre as importações de produtos originados do Brasil.
NEGOCIAÇÃO
Missão de senadores brasileiros chega a Washington para tentar conter tarifaço dos EUA. Esforço político dos parlamentares brasileiros pecou no timing da visita, pois acontece às vésperas do recesso do Congresso dos EUA.
GUERRA COMERCIAL
Brasil deveria reduzir tarifas para os EUA para negociar taxa de 50%, diz Evandro Bucini, da Rio Bravo. Executivo avalia possibilidade de retaliação do Brasil aos EUA em outras frentes que não a comercial.
RENDA FIXA
Com juros altos e incerteza global, renda fixa exige diversificação, apontam especialistas. Painel da Expert XP 2025 buscou destacar os caminhos e desafios para alocar recursos no atual cenário, econômico.
POLÍTICA MONETÁRIA
Trump pode indicar Fed mais “dovish” — e isso mudaria o jogo para juros e dólar. Fed tende a ter novo comando propenso a frear taxa de juros e mais tolerante à inflação, apontam analistas.
CRIPTOATIVOS
Alta do Bitcoin: com lucro no bolso, brasileiros buscam porto seguro na renda fixa e stablecoins. Alta recorde do bitcoin movimentou o mercado e surpreendeu quem acha que o investidor brasileiro ainda ‘compra na alta e vende na baixa’.
MERCADO DE CRIPTOS
Criptos sobem com expectativa sobre juros do Fed e liquidação bilionária de “baleia”. Venda de mais de 80 mil BTC reportada pela Galaxy Digital seria uma das maiores transações nominais já registradas no mercado de criptomoedas.
RELAÇÃO COMERCIAL
Taxa surpresa da Venezuela sobre produtos brasileiros sacode comércio em Roraima e liga alerta em Brasília. Venezuela representa fração mínima das exportações brasileiras, mas é estratégica para empresas do Norte balança comercial de Roraima depende desse canal.
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