🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

INVESTIR OU NÃO INVESTIR

Ouro bate recorde pelo segundo dia seguido e supera US$ 3.600. Hype ou porto seguro?

A prata segue a mesma trajetória de ganhos e renova o maior nível em 14 anos a US$ 42,29 a onça-troy; saiba se vale a pena entrar nessa ou ficar de fora

Carolina Gama
3 de setembro de 2025
18:15 - atualizado às 13:51
Cenário de bolsa de valores, com gráficos, operadores e uma plataforma cheia de barras de ouro, com uma seta dourada apontando para cima
Imagem: DAll E / ChatGPT

O ouro bateu recorde nesta quarta-feira (3) pela segunda sessão consecutiva e levou com ele a prata, que renovou máxima em 14 anos. O que pode parecer um hype, é uma tendência que veio para ficar — basta ver que, pela primeira vez desde 1996, os bancos centrais estrangeiros passaram a deter mais ouro do que títulos do Tesouro dos EUA. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro com vencimento em dezembro encerrou em alta a 1,21%, a US$ 3.635,50 por onça-troy, renovando maior nível histórico de fechamento, além de recorde de máxima a US$ 3.636,80 a onça-troy. 

Os gatilhos para a alta incluem a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e demanda por segurança em um ambiente global incerto. Além disso, o ouro se beneficia da fraqueza do dólar no exterior — o que também tende a baratear a aquisição da commodity para detentores de outras divisas.

Mesmo com a quebra de recordes seguidos, Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, mantém a recomendação de ter ouro na carteira. “É uma recomendação antiga da casa; mais do que dobrou de valor desde então. Em uma abordagem de alocação, como proteção, ainda acredito que precisamos ter uma parte dos investimentos em ouro”, afirma. 

A TD Securities pondera que o rali nos preços do ouro reflete a entrada de investidores com "medo de perder" a oportunidade, gerando um aumento na participação de fundos macro. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma análise do Bank of America (BofA) mostra que o metal precioso foi a classe de ativo com a melhor performance em agosto, com alta de 3,95% ante o mês anterior, em uma comparação com o mercado acionário, de títulos e outras categorias de investimento.

Leia Também

O corte de juros nos EUA

O relatório Jolts, que mostrou uma criação de emprego mais fraca do que o esperado nos EUA, e comentários de dirigentes do Fed reforçaram a expectativa por cortes de juros por lá. A taxa referencial está sendo mantida na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano desde dezembro. 

O diretor do Fed, Christopher Waller, um dos dissidentes que voltou em favor de um corte de 0,25 ponto percentual (pp) na decisão de julho, voltou a defender uma redução na taxa em setembro e disse ver múltiplas reduções nos próximos meses. 

Mais cauteloso, o chefe do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, projeta um corte de  0,25 pp em algum momento até o final do ano. Já Alberto Musalem, do Fed de St. Louis, argumentou que o BC norte-americano deve adotar uma abordagem "equilibrada" mesmo com os riscos de baixa para o emprego, tendo em vista os múltiplos riscos associados caso ocorra uma falha em cumprir a meta de inflação em 2%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o analista da FP Markets Aaron Hill, este cenário amplia o apetite pelo ouro. "O metal precioso está avançando conforme investidores procuram refúgio em ativos seguros", escreveu Hill. 

O Swissquote também avalia que a saída de capital de ativos de risco e de títulos está beneficiando alternativas, destacando também os ganhos da prata.

Ouro: mais que porto seguro, uma mudança de paradigma

A crescente expectativa de corte de juros nos EUA e a intensificação das incertezas em torno do próprio Fed é agravado pelas turbulências econômicas e comerciais derivadas da política tarifária de Donald Trump, que reforçam a procura por ativos de proteção.

Mas esses movimentos não impulsionam sozinhos os recordes do ouro. A atuação dos bancos centrais, que seguem ampliando as reservas no metal precioso como instrumento de diversificação de portfólio e defesa contra riscos sistêmicos, também é fundamental. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relatório assinado em conjunto com Felipe Miranda, CIO e estrategista-chefe da Empiricus, Spiess diz que esse movimento dos BCs ao redor do mundo revela uma transformação significativa no padrão de confiança global. 

“Para os que acreditam que essa onda de compras estaria perto do fim, a história serve de alerta: nos anos 1970, movimentos semelhantes antecederam mudanças estruturais no sistema monetário internacional. Assim, o ciclo atual não deve ser interpretado como um evento pontual ou passageiro, como o início de um dos reequilíbrios mais profundos e relevantes da ordem econômica mundial das últimas décadas”, dizem.

Para Miranda e Spiess, o comportamento institucional reforça a leitura de que, em um mundo marcado pela maior volatilidade econômica e geopolítica, o ouro segue como um dos poucos ativos capazes de unir preservação de valor e independência frente ao dólar

“[O ouro] é o único totalmente independente do controle do Tesouro norte-americano, atributo que reforça a atratividade em períodos de instabilidade”, afirmam Miranda e Spiess.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que a participação do dólar nas reservas internacionais vem encolhendo de forma consistente, alcançando agora apenas 42% do total — o menor patamar em várias décadas.

“Esse movimento reflete a perda gradual de protagonismo do dólar como principal ativo de reserva global. Em paralelo, o ouro segue em trajetória firme de valorização. O metal precioso reassume, assim, seu papel histórico de porto seguro”, acrescentam os analistas da Empiricus. 

ONDE INVESTIR EM SETEMBRO: Melhores ações, pagadoras de dividendos, FIIs, e criptomoedas

Vale a pena comprar ações de mineradoras?

As mineradoras de ouro atravessam um momento singular, segundo a Empiricus, operando com margens historicamente elevadas em função da expressiva valorização do metal nos últimos meses.

Apesar do ambiente favorável, a casa destaca que grande parte dessas companhias ainda é negociada no mercado acionário como se o preço do ouro estivesse próximo a US$ 2.000 por onça, um patamar significativamente abaixo do atual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Essa discrepância entre os fundamentos e a precificação sugere que o setor pode estar diante de uma oportunidade de reavaliação. Em outras palavras: à medida que o mercado reconhece a nova dinâmica de preços e margens, há espaço para um potencial re-rating das ações, corrigindo a defasagem e refletindo de forma mais adequada o cenário vigente”, dizem Miranda e Spiess.

  • LEIA TAMBÉM: Quer investir melhor? Receba as notícias mais relevantes do mercado financeiro com o Seu Dinheiro; cadastre-se aqui

A prata vai brilhar como ouro?

Enquanto os investidores admiram o brilho do ouro, a prata também dá sinais de que está ganhando fôlego, com potencial para retomar a trajetória em direção às máximas históricas.

“Não é apenas o ouro que tem atraído atenção dos mercados. A prata também voltou a brilhar. Na semana passada, o metal ultrapassou a marca de US$ 40 por onça, algo que não acontecia há mais de 14 anos”, dizem Miranda e Spiess.

Nesta quarta-feira (3), a prata para dezembro teve ganho de 1,13%, a US$ 42,06 a onça-troy, renovando o maior nível em 14 anos, quando tocou os US$ 42,29 a onça-troy.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar