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Com volatilidade e emoção previstas para a segunda metade do ano, os especialistas Gustavo Heilberg, da HIX Capital, Larissa Quaresma, da Empiricus Research, e Lucas Stella, da Santander Asset Management, revelam as apostas em ações na bolsa brasileira
O Ibovespa está barato, com ótimas oportunidades a preços vantajosos e gatilhos claros para 2025. Porém, a jornada à frente não será sem emoções. A bolsa brasileira tem muito a oferecer em termos de ganho potencial, mas também um elevado grau de volatilidade. Nesse cenário, a escolha das ações certas, com capacidade de resistir às turbulências, será crucial. E, para o segundo semestre de 2025, algumas apostas favoritas se destacam.
De acordo com Lucas Stella, head de research da Santander Asset Management, o rali do Ibovespa no primeiro semestre foi apenas um aperitivo do que está por vir.
“Seja pelo lado dos fundamentos, do valuation ou da alocação, o ciclo de alta das ações brasileiras está muito mais no início do que perto do fim”, afirmou Stella durante o evento Onde Investir no Segundo Semestre, promovido pelo Seu Dinheiro.
Para os gigantes da Faria Lima, um dos principais fatores que impulsionará a bolsa daqui para frente é a perspectiva do fim do ciclo de aperto monetário.
“2026 provavelmente será um ano de corte de juros, e isso faz muita diferença para as ações, tanto em múltiplos quanto em lucro por ação. Então, ainda tem bastante upside na bolsa brasileira, mas com a ciência de que vai ter volatilidade no caminho. Como toda bolsa emergente, a trajetória nunca vai ser sem emoção”, disse Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research.
Por isso, uma das estratégias recomendadas pelos especialistas do mercado de ações é se posicionar em papéis domésticos, com foco na sensibilidade ao corte de juros quando ele acontecer.
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Essas, no entanto, não são as únicas apostas para a bolsa brasileira. Gustavo Heilberg, da HIX Capital, Larissa Quaresma, da Empiricus Research, e Lucas Stella, da Santander Asset Management, participaram do painel sobre ações no evento Onde Investir no Segundo Semestre de 2025.
Para conferir todos os papéis que estão no radar dos experts, assista ao vídeo que está no começo desta matéria. Se preferir, confira um resumo logo mais abaixo.
Uma ação que chama a atenção dos analistas e gestores para o segundo semestre de 2025 é a Cosan (CSAN3).
Segundo Larissa Quaresma, da Empiricus, como a holding de Rubens Ometto, fortemente alavancada e com finanças pressionadas pelo aumento do custo da dívida, a ação CSAN3 é vista como uma das principais opções para aproveitar a queda dos juros no Brasil.
“Essa pode ser uma das teses mais sensíveis positivamente ao corte da Selic pelo Banco Central”, disse a analista.
A aposta da Empiricus vem com a expectativa de que os esforços de turnaround da Cosan pavimentaram o caminho para uma desalavancagem "extremamente viável", com a potencial venda de diversos ativos no portfólio do conglomerado.
“Não temos a Cosan como a maior posição do portfólio, mas, para uma tese de queda de juros e de virada do ciclo eleitoral, pode ser um nome interessante para ter na carteira”, disse Quaresma.
Além de ações sensíveis ao ciclo monetário, os gestores também recomendam investir em ativos mais resilientes e geradores de caixa. Nesse sentido, a principal aposta da Santander Asset Management é a Copel (CPLE6).
Lucas Stella, head de research da gestora, vê a companhia paranaense de energia com um valuation atrativo e uma taxa interna de retorno (TIR) real de 11% ao ano nos próximos anos, com um duration médio de oito a nove anos. “É um carrego muito interessante para uma empresa de utilities”, afirmou.
Na visão de Stella, com diversas revisões tarifárias programadas para os ativos de distribuição até 2027, a Copel tem potencial de crescimento de até 30% do caixa operacional nos próximos dois anos.
“A Copel é um case interessante, porque vemos um crescimento de Ebitda bem forte para os próximos anos, o que não é muito típico para uma empresa de energia elétrica”, afirmou o economista.
Outro ponto positivo para a Copel é a nova política de dividendos, que deve transformar a companhia em uma pagadora de proventos recorrentes — algo que sempre chama a atenção dos investidores em busca das famosas "vacas leiteiras" da bolsa brasileira.
“Historicamente, quando as empresas fazem esse movimento e passam a ser uma pagadora recorrente, há uma reprecificação no valor das ações na bolsa. Com a Copel não deve ser diferente.”
E as oportunidades não param por aí. Outras duas apostas de elevado potencial de crescimento operacional recomendadas pelos analistas são a Eneva (ENEV3) e a Orizon (ORVR3).
Gustavo Heilberg, sócio e CEO da HIX Capital, vê as empresas de infraestrutura e energia negociando a taxas de retorno e de valuation extremamente atrativas.
No caso da Eneva, a tese se baseia na crescente demanda do sistema elétrico brasileiro por fontes de energia flexíveis.
“O governo precisa de mais volume de energia despachável e a Eneva é o produtor mais barato desse tipo de energia, com um nível de retorno sobre capital para novos projetos extremamente alto. A companhia combina resiliência e crescimento.”
Quanto à Orizon, o gestor acredita que a companhia de aterros sanitários tem potencial para praticamente triplicar seu Ebitda nos próximos quatro anos, com o ciclo de investimento sobre os aterros impulsionando o crescimento.
Talvez esteja na hora de explorar algumas ações que não estejam exatamente no radar da maioria dos investidores — e os especialistas separaram três boas oportunidades nesse sentido.
Uma delas é a OceanPact (OPCT3). A empresa atua no setor de serviços de apoio à produção offshore, atendendo grandes produtores de petróleo, incluindo a Petrobras (PETR4).
De acordo com Gustavo Heilberg, da HIX Capital, o segmento passou por anos difíceis, com excesso de oferta de barcos e baixos níveis de ocupação e tarifas. Porém, o ciclo virou.
“Ao passo que a produção global de petróleo foi crescendo, esses contratos que tinham sido feitos com tarifas muito baixas agora estão sendo renegociados para patamares muito mais altos. Então, acreditamos que a empresa vai pagar muito dividendo e dobrar o Ebitda nos próximos dois anos.”
Não é à toa que a OceanPact se tornou uma das grandes apostas da HIX Capital para o segundo semestre de 2025.
Outra ação que foge ao consenso, mas que merece atenção, é a SBF (SBFG3), dona da Centauro. Segundo Larissa Quaresma, da Empiricus, a varejista passou por um turnaround bem-sucedido, melhorou a geração de caixa e a precificação de seus produtos, e agora está pronta para entrar em uma nova fase: a de retomada do crescimento.
Com a queda da Selic, a SBF tem tudo para iniciar um ciclo de expansão, com a recuperação das vendas mesmas lojas (SSS), mantendo uma rentabilidade saudável e gerando caixa de forma consistente.
“Vemos muita assimetria de valuation em relação a outras varejistas. Comparada com a Lojas Renner, por exemplo, há um desconto da ordem de 50%, o que parece injustificado para uma companhia com boa execução, com bons níveis de geração de caixa mesmo no ambiente de juros altos, pouco alavancada e com rentabilidade ajustada”, disse Quaresma.
“É uma das varejistas de que mais gostamos como atacantes da carteira para esse 2025 e para o próximo ano”, acrescentou.
Enquanto isso, Lucas Stella, da Santander Asset Management, apostou na Multiplan (MULT3) e na Allos (ALOS3) como as suas preferidas para o segundo semestre de 2025.
Mesmo que essas ações estejam longe de serem as mais comentadas, elas são um achado para quem procura empresas com bom potencial de crescimento e previsibilidade de resultados.
“São empresas que geram bastante caixa e têm perspectivas cada vez melhores de distribuir esse caixa como dividendos, além de serem negociadas a múltiplos muito baratos.”
Na leitura dos especialistas, no atual cenário de preços das ações brasileiras, a assimetria favorece quem está comprado. Para quem se mantém fora da bolsa brasileira, a chance de perder a oportunidade parece maior.
Afinal, hoje, há pouco espaço para uma queda significativa e muito mais potencial para uma valorização expressiva.
Para o CEO da HIX Capital, a chave para capturar os ganhos está em olhar além do Ibovespa.
"A bolsa não se resume ao Ibovespa. Quando você amplia essa análise para outros índices, como o de Small Caps, verá um padrão similar em termos de múltiplos, mas com um potencial de crescimento de resultados ainda mais atrativo, especialmente em setores mais defensivos", explicou o especialista. “Certamente, em termos de valuation, tem muita coisa fora do Ibovespa com níveis de retorno implícitos muito interessantes.”
Já Larissa Quaresma, da Empiricus, recomenda uma abordagem mais cautelosa para a composição da carteira.
“Ainda não é hora de correr muito risco na execução e de apostar em teses de turnarounds muito difíceis ou improváveis, em empresas sem histórico de execução comprovado ou com alavancagem muito alta. Ainda não é o momento, mas é possível apimentar um pouco a carteira”, concluiu.
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