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Além do retorno da resseguradora, foram acrescentadas também as ações da SLC Agrícola (SLCE3) e da Blau Farmacêutica (BLAU3) no lugar de três papéis que foram retirados
Outrora queridinha dos investidores, o IRB (IRBR3), hoje IRB(Re), passou pelo inferno nos últimos anos após a descoberta de uma fraude em seus balanços. Mas depois de uma reestruturação, voltou a ser vista com mais carinho pelos analistas recentemente — entre eles, os do BTG Pactual.
Os papéis da resseguradora têm entrado e saído da carteira recomendada de ações small caps do banco neste início de ano e, neste mês de maio, voltaram a integrá-la.
"Como temos sinalizado desde o fim de 2024, as ações do IRB continuam sendo 'uma das nossas grandes apostas' para 2025", dizem os analistas no relatório sobre a carteira mensal focada em empresas de menor valor de mercado.
"A ação tem performado bem desde então, embora com muita volatilidade. No fim do dia, como uma companhia de resseguros, o IRB 'vende volatilidade' as seus clientes — o que naturalmente torna seus resultados trimestrais menos previsíveis que os das seguradoras que são suas contrapartes", dizem.
A equipe de análise do banco diz que continua a acreditar que as tendências são favoráveis para a companhia, com o turnaround oficialmente completado.
"A ação caiu quase 7% em abril devido a expectativas de um primeiro trimestre mais fraco. No entanto, sinalizamos que este trimestre deve ser impactado por um grande sinistro, e mesmo assim, os números ainda devem vir razoáveis, com expectativa de melhorias nos próximos trimestres — e com valuation ainda bem atraente", justificam.
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As ações do IRB integraram o portfólio de small caps do BTG em janeiro, foram retiradas em fevereiro, readicionadas em março e retiradas novamente em abril. Esse movimento permitiu a realização de lucros com a volatilidade dos papéis neste início de ano. Em 2025, o papel IRBR3 acumula alta de mais de 8%.
Além do IRB, também foram incluídas na carteira de small caps do BTG Pactual em maio os papéis da SLC Agrícola (SLCE3) e da Blau Farmacêutica (BLAU3).
Junto com o IRB, as duas empresas entram no lugar de Smart Fit (SMFT3), 3tentos (TTEN3) e CBA (CBAV3), que deixaram a seleção.
Sobre a SLC, os analistas do BTG dizem que, embora não prevejam um rali de curto prazo nos preços da soja e do algodão, também não antecipam outro declínio acentuado nos preços dessas commodities, estando eles já perto ou abaixo dos custos marginais de produção da companhia.
"Como empresa agrícola brasileira, a SLC se destaca como a beneficiária mais clara no curto e no longo prazos caso a guerra comercial entre EUA e China se estenda, o que pode ajudar a explicar o movimento nos preços das ações desde o Dia da Libertação", afirmam.
Quanto à Blau Farmacêutica, o BTG considera que a ação oferece um bom ponto de entrada no momento.
Os papéis BLAU3 tiveram uma performance inferior à do Ibovespa e à do setor de saúde na bolsa recentemente.
Porém, os analistas do BTG esperam resultados positivos no primeiro trimestre, com estimativa de expansão do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 30% na base anual, bem como crescimento de margem, "graças à melhor capacidade de utilização e maiores sinergias com a Bergamo."
Além disso, como a companhia tem mais custos denominados em dólar do que receitas, a recente apreciação do real ofereceu melhor suporte para as previsões, particularmente das margens, completa o BTG.
Veja a seguir, na íntegra, a carteira recomendada de small caps do BTG Pactual para maio:
| Empresa | Código da ação |
|---|---|
| Grupo Mateus | GMAT3 |
| Inter | INBR32 |
| SLC Agrícola | SLCE3 |
| Marcopolo | POMO4 |
| São Martinho | SMTO3 |
| Orizon | ORVR3 |
| IRB(Re) | IRBR3 |
| Blau | BLAU3 |
| Tenda | TEND3 |
| Desktop | DESK3 |
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