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A corretora acredita que, com a alta esperada para a Selic, os ativos pós-fixados devem continuar a se beneficiar do nível atual dos juros
Com o final do ano se aproximando, se encerrará também a passagem de Roberto Campos Neto pela presidência do Banco Central. Mas, antes de passar o bastão para seu sucessor, Campos Neto ainda conduzirá mais uma decisão de política monetária.
A expectativa do mercado é que ele assine mais um comunicado anunciando uma elevação na taxa básica de juros brasileira. A maioria das apostas é em uma alta de 0,5 ponto percentual, o que levaria a Selic a encerrar ano em 11,75%.
Considerando esse cenário base, a XP divulgou sua carteira recomendada de renda fixa para dezembro e incluiu um título público diretamente atrelado à taxa entre os indicados para o mês. Trata-se do Tesouro Selic com vencimento em 2027, que atualmente remunera a própria Selic mais uma taxa fixa de 0,04%.
A corretora também colocou o Tesouro Prefixado com vencimento em 2027 e a NTN-B, mais conhecida como Tesouro IPCA+, que vence em 2030, entre as recomendações dentro do segmento de títulos públicos.
Considerando as demais classes da renda fixa, representantes dos mercados de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e debêntures isentas de Imposto de Renda aparecem na carteira. Veja a lista completa abaixo:
| Ativo | Indexador | Vencimento | Isento de IR? |
| Tesouro Selic | Selic | 01/03/2027 | Não |
| Tesouro Prefixado | Prefixado | 01/03/2027 | Não |
| NTN-B | IPCA+ | 15/08/2030 | Não |
| CRI Trisul | CDI+ | 25/02/2030 | Sim |
| Debênture Aegea | Prefixado | 15/05/2029 | Não |
| Debênture Energisa Paraíba | IPCA+ | 15/04/2031 | Sim |
| CRA Marfrig | IPCA+ | 16/10/2034 | Sim |
Vale destacar que o CRI da Trisul e a Debênture Energisa Paraíba estão disponíveis apenas para investidores qualificados, ou seja, com aplicações acima de R$ 1 milhão. Os demais ativos são destinados ao público em geral.
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O Tesouro Selic é um título público que está atrelado à variação de um dia da taxa básica de juros. Ou seja, sua remuneração acompanha os ciclos de aperto e afrouxamento monetário.
Vale relembrar que o cenário base da XP é que a taxa Selic encerre 2024 em 11,75%. "Com a alta esperada, os ativos pós-fixados devem continuar a se beneficiar do nível da taxa básica de juros", diz a corretora.
Os analistas destacam ainda que o Tesouro Selic é indicado para a reserva de emergência ou gestão de caixa.
Isso porque, apesar de também estar sujeito aos efeitos da marcação a mercado, que podem diminuir o valor dos títulos em caso de resgate antecipado via mercado secundário, o vencimento curto faz com que a rentabilidade do ativo fique cada vez mais próxima da contratada no momento da aplicação.
O próximo ativo também é um título público com vencimento em 2027. Mas, neste caso, ele é prefixado: é possível saber desde o início exatamente quanto será pago ao final do prazo do investimento.
Como a taxa é fixa, os analistas afirmam que essa é uma opção mais benéfica em cenários de expectativa de baixa de juros. Mas mantiveram o título na carteira com um percentual de alocação menor, que varia de 2,5% a 7,5% a depender do perfil de cada investidor
"Além disso, estes ativos são recomendados para quem busca previsibilidade, independentemente da expectativa para os juros no futuro, caso a intenção seja permanecer até o vencimento."
O terceiro e último título público recomendado pela XP neste mês é a NTN-B com vencimento em agosto de 2030.
Também conhecido como Tesouro IPCA+, o título remunera uma taxa predeterminada de juros e também é corrigido pelo índice oficial de inflação do país.
Vale destacar que os títulos possuem uma correlação inversa com os juros: quando a Selic sobe, os preços caem no curto prazo e vice-versa. Mas a XP reforça que essa variação só se tranforma em perda caso o ativo seja resgatado antes do vencimento.
A corretora espera que a inflação encerre este ano em 5% e termine 2025 em 4,7%. Portanto, considera importante manter uma parcela de ativos atrelados à inflação para proteger o patrimônio contra o efeito da alta dos preços no longo prazo.
Negociado sob o código 24H1685086, o CRI Trisul é uma opção isenta de Imposto de Renda para investidores qualificados.
O título está atrelado à companhia de mesmo nome que atua na construção e incorporação imobiliária na cidade de São Paulo. O foco é em produtos de médio e alto padrão, mas há exposição ao segmento econômico e ao programa Minha Casa Minha Vida por meio das linhas Side e Elev.
Entre os destaques positivos do emissor, a XP cita o foco na capital paulista, que tem elevado potencial de vendas, o mercado-alvo com demanda aquecida e o landbank, ou banco de terrenos, fortalecido.
Já os pontos de atenção incluem a alta concorrência no principal mercado imobiliário do país e o cenário macroeconômico — os juros em alta encarecem o crédito para um setor que é altamente dependente de financiamento.
O emissor dessa debênture, cujo código é AEGPA0, é uma holding que atua no gerenciamento de ativos de saneamento por meio de concessões plenas ou parciais e parcerias público-privadas (PPPs),
Presente em mais de 480 cidades de 13 estados brasileiros, a Aegea possuía cerca de 56% do market share no setor privado em 2022, atendendo mais de 30 milhões de pessoas.
A escala e a diversificação geográfica da companhia são dois dos atrativos para a XP, além da receita previsível e da evolução da regulação do setor de saneamento básico. Apesar desse avanço, ainda há um risco político e regulatório na tese, além de preocupações com a estratégia agressiva de crescimento.
Outra debênture, desta vez ligada ao setor de energia, na carteira de renda fixa da XP, é a SAEL3, cujo emissor é um dos principais conglomerados privados do segmento no Brasil.
Ao todo, o Grupo Energisa atende cerca de 8,4 milhões de consumidores em onze estados, o que corresponde a cerca de 10% da população brasileira. Confira abaixo os destaques positivos:
Já os pontos de atenção contemplam o risco regulatório, de inadimplência e refinanciamento. A corretora cita ainda que, como a debênture possui um prazo médio consideravelmente longo, de cerca de cinco anos, apresenta volatilidade alta ao longo do tempo.
"Indicamos como boa alternativa de rentabilidade elevada para quem pode carregar o título até o vencimento, reduzindo o risco de perdas ao longo de sua duração. Atente-se ao risco de oscilações", alerta a XP.
O último título na carteira de renda fixa da XP é o CRA emitido pela Marfrig, holding do setor alimentício especializada em carne bovina e presente em 100 países.
A partir de 2022, a holding passou a consolidar também as operações da BRF, outra gigante do setor, após a aquisição de uma fatia da empresa. Além disso, negociou R$ 7,5 bilhões em plantas industriais com a rival Minerva no final do ano passado.
A escala da companhia, a diversificação geográfica, os resultados robustos, a boa liquidez e o processo de desalavancagem são pontos positivos da tese, na visão da XP.
Mas há riscos, especialmente pela exposição a preços internacionais de commodities, questões sanitárias e movimentos de expansão e aquisições, como o visto com a BRF.
A corretora relembra ainda que, assim como no caso da Debênture Energisa Paraíba, a duration do CRA da Marfrig também é longo e pode implicar em alta volatilidade até o vencimento do título, em outubro de 2034.
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