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Para o banco, taxas como as que estamos vendo atualmente só ocorrem em cenários de estresse, que não ocorrem a todo momento
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) mais uma vez elevou a taxa básica de juros na última quarta-feira (06), desta vez para 11,25% ao ano.
Essa escalada tende a aumentar o retorno oferecido pelos ativos de renda fixa, como os títulos públicos, aumentando a atratividade desses papéis e abrindo oportunidades de compra. Então o que comprar no Tesouro Direto agora que os juros estão ainda mais altos?
Em sua última newsletter de renda fixa, o analista Rafael Winalda, do banco Inter, faz basicamente três indicações de títulos públicos para comprar no Tesouro Direto levando em conta o cenário atual, mas destaca que os papéis indexados à inflação (Tesouro IPCA+) representam a grande oportunidade desse mercado hoje. Confira as recomendações:
A primeira recomendação não poderia deixar de ser o Tesouro Selic, título pós-fixado indexado à taxa básica que configura o investimento mais conservador, não só do Tesouro Direto quanto de toda a economia brasileira.
Como a Selic em 11,25% ao ano e perspectiva de novas altas, o retorno do Tesouro Selic está bastante elevado, e com expectativa de subir ainda mais.
O analista Rafael Winalda destaca o retorno real (acima da inflação) que o Tesouro Selic vem oferecendo, além de lembrar que, por ter rendimento e liquidez diários, o papel caba sendo uma opção segura e prática para alocar a reserva de emergência e o caixa.
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"O caixa pode ser considerada aquela parte da sua carteira destinada ao curto prazo. Seu percentual pode variar, a depender das condições de mercado: 5%, 10%, 15%, possibilitando fazer movimentações, ora aumentando, sendo mais conservador, ora diminuindo, aproveitando as oportunidades do momento", diz o analista.
Para o Inter, aqui reside a grande oportunidade do momento entre os títulos públicos. Isso porque a média histórica da taxa prefixada (juro real) paga pelos títulos Tesouro IPCA+ com vencimentos superiores a 10 anos é um pouco inferior a 6% ao ano.
Com uma taxa como essa, lembra Winalda, é possível dobrar o valor investido, em termos reais, a cada 12 anos. E, considerando uma inflação média de 4% ao ano, é possível dobrar o investimento em termos nominais (isto é, o valor total) a cada sete anos.
Ou seja, 6% ao ano já é uma bela remuneração. Acontece que, agora, os títulos Tesouro IPCA+ oferecidos no Tesouro Direto estão rendendo quase 7% ao ano mais a variação da inflação. "As contas anteriores para dobrar o investimento caem para dez anos em termos reais e 6,5 anos em termo nominais. Com taxas mais altas, você compra tempo!", diz o analista.
As taxas atuais estão em nível similar às de outros momentos de estresse de mercado, como a crise financeira de 2008/2009 e o impeachment de Dilma Rousseff em 2026. "No entanto, quando olhamos os indicadores macroeconômicos, como PIB, mercado de trabalho e inflação, não podemos dizer que estamos em momento de crise, o que abre uma oportunidade", acredita Winalda.
Assim, o analista recomenda a compra de um título de vencimento longo, mais especificamente o Tesouro IPCA+ 2045, que hoje paga 6,66% ao ano mais a variação do IPCA pra quem ficar com ele até o vencimento, que é a ideia inicial da recomendação do Inter.
O Tesouro IPCA+ 2045 é um dos papéis mais voláteis do Tesouro Direto hoje, experimentando grandes disparadas de preços em épocas de cortes de juros, mas também fortes quedas em tempos de alta nas taxas.
Neste ano, por exemplo, este título já desvalorizou quase 14%, uma vez que sua taxa subiu forte, o que abriu essa oportunidade de compra.
Devido ao prazo longo e à grande volatilidade do papel, o Inter recomenda que o investidor aloque apenas uma parte da sua carteira de renda fixa em Tesouro IPCA+ 2045.
Para aqueles investidores que não tiverem um horizonte de investimentos tão longo ou tenham receio de comprar um ativo com um vencimento tão distante, a recomendação do banco Inter é o Tesouro IPCA+ 2029, que hoje remunera 6,81% + IPCA, a maior taxa entre os títulos públicos indexados à inflação.
O risco desta opção, diz Winalda, é que quando o título vencer, em 2029, dificilmente o investidor conseguiria reinvestir os recursos a uma taxa igual ou superior, uma vez que janelas de oportunidade como a atual não se abrem a todo momento.
Entre os títulos prefixados, que pagam uma taxa nominal já conhecida na hora de investir, o Inter recomenda os papéis de vencimentos curtos, entre 12 meses e dois anos.
Hoje em dia não há, no Tesouro Direto, papéis com esses prazos, então o investidor teria que adquiri-los no mercado secundário, via mesa de operações da sua corretora de valores.
Os títulos prefixados são os mais arriscados, pois além de terem volatilidade, com preços que oscilam ao longo do tempo, eles não são indexados nem à taxa de juros, nem à inflação, ou seja, podem acabar não sendo bons investimentos se a Selic subir demais ou a inflação disparar.
Assim, Rafael Winalda recomenda uma exposição de apenas 5% da carteira de renda fixa a prefixados.
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