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Disputa pela prefeitura de Belo Horizonte ficou restrita a candidatos conservadores; postulantes de esquerda ficaram longe do segundo turno

A eleição para a prefeitura de Belo Horizonte será decidida em um segundo turno entre candidatos conservadores.
A disputa agora está entre o deputado estadual Bruno Engler (PL), que teve 34,38% dos votos, e o atual prefeito de BH, Fuad Noman (PSD), que teve 26,54%.
Veja o resultado do primeiro turno da eleição para a prefeitura de Belo Horizonte:
A disputa foi enroscada, com direito a empate triplo técnico nas pesquisas de intenção de voto recentes.
Isso porque o deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos) liderou as pesquisas durante praticamente todo o período eleitoral.
No entanto, o que parecia uma presença praticamente garantida no segundo turno foi colocado em xeque neste domingo (6).
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Enquanto a intenção de voto em Tramonte pouco oscilou durante a campanha, Engler e Noman cresceram nas últimas semanas.
Os debates do primeiro turno giraram principalmente em torno da implementação de escolas cívico-militares, outorgas à construção civil e a gestão dos serviços de saúde e transporte público na capital mineira.
Ao tentar a prefeitura de BH, Tramonte construiu seu palanque com uma improvável combinação de apoiadores.
O deputado tem o aval tanto do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), quanto do ex-prefeito Alexandre Kalil (Republicanos).
Engler, por sua vez, faz campanha destacando o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro a sua candidatura.
Já Noman luta contra o desconhecimento, embora a administração municipal conte com uma avaliação relativamente boa da população.
Fuad Noman era vice do ex-prefeito Alexandre Kalil. Ele assumiu o cargo depois que Kalil renunciou, em 2022, para disputar sem sucesso o governo estadual.
No entanto, Noman não conta com o apoio do republicano. Além disso, mesmo cumprindo meio mandato, a hostilidade da Câmara Municipal de Belo Horizonte levou os vereadores a tentarem o impeachment do prefeito.
De qualquer modo, as pesquisas eleitorais apontavam que Fuad Noman venceria tanto Engler quanto Tramonte no segundo turno.
Belo Horizonte é uma metrópole com 2,3 milhões de habitantes — e conta com os ônus e os bônus de uma cidade desse porte.
Mas os eleitores belorizontinos tinham um outro trem para resolver neste domingo.
Além dos votos para vereador e prefeito, eles também precisaram decidir se mantinham ou mudavam a bandeira da cidade.

A nova bandeira foi aprovada pela Câmara de BH no ano passado. Agora levada a plebiscito, a população decidiu por não alterar a bandeira de Belo Horizonte.
Vale observar que a bandeira atual, adotada em 1995, foi instituída sem consulta popular.
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