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FRAUDE NO CARTÃO... DE VACINAÇÃO

O que sabemos sobre o cartão de vacinação fraudado de Bolsonaro

CGU não conseguiu identificar a autoria do primeiro registro falso de vacina contra covid-19 no cartão de vacinação do ex-presidente

Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, em fundo preto
Bolsonaro impôs sigilo de 100 anos sobre seu cartão de vacinação. Imagem: Shutterstock

A Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que são falsos os registros de imunização contra a covid-19 no cartão de vacina do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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No total, foram registradas falsamente três doses do imunizante.

A primeira delas foi inserida em julho de 2021 por meio da UBS Parque Peruche, em São Paulo.

Nesse caso, a CGU, apesar de ter confirmado a fraude, não conseguiu identificar o autor da falsificação, em razão de limitações do Sistema VaciVida, o portal estadual de vacinação de São Paulo.

"O registro foi inserido no Sistema VaciVida em 14/12/2021, ou seja, antes da individualização do acesso. E isso dificultou (se não, impossibilitou) que se chegasse a uma conclusão sobre quem efetivamente teria feito o registro da vacinação do Sr. Bolsonaro. Em outras palavras, qualquer pessoa com o login e a senha de acesso da UBS Parque Peruche pode ter feito essa inserção", diz o texto.

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CGU quer saber quem fez o primeiro registro falso de vacina no cartão de Bolsonaro

Para avançar na investigação, a CGU irá notificar a Corregedoria Estadual de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo.

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As duas outras doses foram registradas nos dias 13 de agosto e 14 de outubro de 2022, em Duque de Caxias.

Aqui os investigadores chegaram a nomes de auxiliares do ex-presidente Bolsonaro e servidores do município fluminense que estariam envolvidos em um esquema de falsificação.

Fraude no cartão de vacinação de Bolsonaro levou Mauro Cid à prisão

Foi a partir dessa investigação da CGU que a Polícia Federal deflagrou uma operação em maio do ano passado para prender o tenente-coronel Mauro Cid, ex-braço direito de Bolsonaro, e outras seis pessoas, entre elas, os ex-assessores Max Guilherme e Sergio Cordeiro.

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Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente da República.

"A apuração indica que o objetivo do grupo seria manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19", informou a Polícia Federal, ao deflagrar a apuração.

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Cartão fraudado foi baixado pelo menos quatro vezes

A investigação mostrou ainda que a conta do próprio Bolsonaro no Conecte SUS baixou o certificado ao menos quatro vezes desde dezembro do ano passado, o que indica o uso de documentos falsos. Isso foi feito por dois auxiliares. Um deles, o coronel Mauro Cid.

Para chegar à conclusão, a Controladoria-Geral da União ouviu servidores da UBS Parque Peruche e da Prefeitura de Duque de Caxias, analisou os livros físicos mantidos de registros de vacinação e consultou outros órgãos, como a Força Aérea Brasileira (FAB) e o Ministério da Saúde.

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"A CGU atestou a impossibilidade de o registro ter sido feito através do sistema mantido pelo órgão federal".

Procurado, Bolsonaro ainda não se manifestou sobre a nota técnica da CGU.

Enquanto esteve na Presidência da República, Bolsonaro impôs sigilo de um século sobre o seu cartão de vacinação e alegou privacidade.

Durante a pandemia, ele questionou a eficácia da vacina inúmeras vezes e desestimulou a vacinação da população.

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