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A simpatia do bilionário por Milei não é gratuita, tendo em vista que o país vizinho ao Brasil é rico em lítio, essencial para baterias de carros elétricos
Quando venceu as eleições em dezembro de 2023 para a presidência da Argentina, Javier Milei assumiu a difícil tarefa de atrair investimentos para o país. Quem saiu prontamente para começar as negociações foi o bilionário dono da Tesla e do X (antigo Twitter), Elon Musk.
A amizade dos dois vem se fortalecendo desde que assumiu o posto na Casa Rosada.
Uma das afinidades em comum é que ambos se dizem defensores de uma liberdade de expressão irrestrita e partidários de teorias conspiratórias. Uma delas, citada por Milei no discurso de durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, seria de que o “Ocidente corre perigo”.
Musk compartilhou a fala do argentino em sua rede social, afirmando que era uma “boa explicação sobre o que torna os países mais ou menos prósperos”.
E, com a chegada do chefe de Estado da Argentina nos Estados Unidos nesta quarta-feira (10), Milei recebeu o convite para visitar a planta de uma das megafábricas da Tesla, que tem o tamanho de cerca de 10 mil hectares.
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A logística para cumprir toda a agenda — que inclui um encontro na quinta-feira (11) com o presidente do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID), o brasileiro Ilan Goldfajn — pode ser um pouco complicada.
Enquanto a fábrica da Tesla fica na cidade de Austin, no Texas, Milei está hospedado em um hotel em Nova York e cumpre agenda até a próxima quarta-feira, quando volta à Argentina.
Mas fontes do jornal argentino Clarín disseram que Musk poderia enviar um de seus aviões particulares para buscar o presidente.
A cordialidade do bilionário não é à toa. Musk está de olho nos recursos naturais do país vizinho ao Brasil. Mais especialmente, no lítio, também chamado de “petróleo branco”.
O mineral é essencial na produção e desenvolvimento de baterias — e os carros elétricos da Tesla precisam muito delas.
De olho nisso, o executivo chegou a demonstrar interesse na Sigma Lithium (SGML), mineradora que explora o metal. Atualmente, a maior parte da Sigma pertence ao A10 Investimentos, um fundo brasileiro de private equity.
Porém, a corrida pelo petróleo branco e a crescente demanda por carros elétricos não podem esperar o final das negociações.
Enquanto a BYD cresce e se torna uma das maiores do ramo — também impulsionada por uma grande reserva de lítio da China —, a Tesla vem passando por momentos difíceis.
Segundo um relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a América Latina deve despontar nos próximos anos como um dos maiores produtores de lítio do planeta.
Isso porque os países com as maiores reservas de lítio do mundo estão localizados na região. Veja:
| País | Produção (em toneladas) em 2022 |
| Austrália | 61 mil |
| Chile | 39 mil |
| China | 19 mil |
| Argentina | 62 mil |
| Brasil | 2,2 mil |
| Zimbábue | 800 |
| Portugal | 500 |
| Canadá | 500 |
| Outros países | 700 |
Vale dizer que o bilionário até tentou fazer parcerias com países como Chile e Bolívia, outro grande produtor de lítio. Porém, as divergências de Musk com os governos locais foram profundas demais para levar os negócios adiante.
Musk apagou uma postagem de 2020 em que dizia: “vamos dar um golpe [de Estado] em quem a gente quiser”, em referência ao governo boliviano de Luis Arce, sucessor político de Evo Morales. No Chile, o governo progressista de Gabriel Boric também é resistência contra a investida do bilionário.
Assim sendo, sobraram como potenciais parceiros comerciais o Brasil e a Argentina.
Por aqui, até 2022, o presidente Jair Bolsonaro estava mais alinhado à ideia de investimentos da Tesla no Brasil. Contudo, a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou o bilionário e o governo em campos ideológicos opostos.
Recentemente, Elon Musk e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, protagonizaram uma troca de farpas pública — o que pode afastar ainda mais o plano de investimentos no Brasil.
Com isso, a Argentina de Milei se tornou o alvo preferido de Musk, tanto no campo político quanto no campo econômico. Vale lembrar que, recentemente, o país suspendeu uma série de regras para facilitar investimentos estrangeiros.
Afinal, o país clama por investimentos internacionais e posar ao lado de figurões do mercado como o excêntrico bilionário pode garantir uma sobrevida da popularidade em uma Argentina em crise.
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