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Tarifas de passagens em companhias aéreas nos Estados Unidos, Europa e Austrália já caíram mais de 11% em 2024
Desde a pandemia de covid-19, viajar de avião ficou mais difícil para para consumidores em muitos países devido ao aumento do preço das passagens.
Com a diminuição das restrições de viagens após o isolamento social, as companhias aéreas viveram um boom na procura por voos, e o preço das passagens disparam.
Mas esse cenário está mudando e deve trazer um alívio para o bolso dos viajantes.
Agora, com um número crescente de voos internacionais disponíveis, diversas companhias aéreas estão reduzindo os preços das passagens aéreas.
No primeiro semestre deste ano, as tarifas internacionais caíram 6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da empresa Flight Center.
Os voos saindo da Austrália, por exemplo, ficaram 13% mais baratos, enquanto as tarifas para a Indonésia caíram 18%.
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Segundo especialistas, essa tendência de queda deve continuar. Isso porque a crise no custo de vida tornou os consumidores mais sensíveis às oscilações de preços.
Além disso, as companhias aéreas são pressionadas a encher os voos com antecedência. Com isso, empresas têm adotado algumas táticas para vender mais, como oferecer descontos para quem faz reserva antecipada.
Companhias como a Greater Bay Airlines, que oferece voos entre Hong Kong e outros países da Ásia, já chegou a vender passagens por apenas US$ 2,56 (cerca de R$ 14,43, na cotação atual).
Já a Qantas Airways, maior empresa aérea australiana, e a terceira mais antiga do mundo, cortou nesta semana os preços de mais de 1 milhão de assentos em voos domésticos para apenas 109 dólares australianos (equivalente a R$ 402).
Na segunda-feira (22), a companhia aérea Ryanair anunciou que prevê uma baixa significativa das tarifas aéreas durante a temporada de verão deste ano na Europa.
O anúncio vem em meio a uma queda no lucro da companhia, cujas ações caíram 26% em 2024.
Apesar de positivo para os consumidores, o corte agressivo de algumas companhias aéreas nos preços das passagens preocupa o setor.
O presidente da Emirates, Tim Clark, em entrevista ao Farnborough Air Show, criticou a forma como as aéreas reduziram de forma repentina as tarifas.
Ele alertou que esse fenômeno poderia desencadear “uma corrida para o fundo do poço” das empresas aéreas.
A alta demanda por voos também tem causado uma escassez de aeronaves comerciais disponíveis. Isso obrigou as companhias a encomendarem novos aviões.
Entretanto, entraves na cadeia de suprimento global de aviação fizeram com que algumas fabricantes, como a Airbus, recusassem novos pedidos por conta do alto backlog.
Até certo ponto, esses fatores limitam o quanto os preços das passagens podem cair.
*Com informações da Bloomberg
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