Troca de comando na Vale (VALE3)? Aqui está tudo o que você precisa saber sobre a sucessão de CEO da mineradora até agora
O mandato do atual CEO, Eduardo Bartolomeo, está cada vez mais próximo do fim — e a definição da sucessão do presidente é uma das pendências da mineradora

Uma das principais dúvidas dos investidores da Vale (VALE3) sobre o futuro da mineradora é como ficará a liderança da companhia nos próximos meses.
Isso porque o mandato do atual CEO, Eduardo Bartolomeo, está cada vez mais próximo do fim — e a definição da sucessão do presidente é uma das pendências de divulgação aguardadas pelo mercado.
Havia uma grande expectativa de que a Vale anunciasse uma decisão sobre o processo de sucessão na semana passada, junto com os resultados financeiros do quarto trimestre de 2023, mas isso não aconteceu.
Recentemente, a tentativa de interferência do governo no comando da mineradora produziu uma divisão entre os acionistas da companhia que paralisou a decisão sobre quem vai chefiar uma das maiores empresas do Brasil.
Ainda nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Vale "não pode pensar que é dona do Brasil" e que "as empresas brasileiras precisam estar de acordo com o entendimento de desenvolvimento do governo brasileiro".
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Como é o processo de escolha do presidente da Vale?
No início de fevereiro, a Vale (VALE3) esclareceu que, de acordo com o estatuto social da companhia, a escolha do novo presidente da mineradora é de competência exclusiva do conselho de administração, formado por 13 conselheiros.
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Segundo a empresa, o conselho está avaliando a eventual renovação do mandato do atual CEO, Bartolomeo, ou a realização de processo sucessório.
A Vale afirmou que a decisão sobre a renovação do mandato ou a escolha de sucessor poderá ocorrer até o término previsto do mandato em vigor — ou seja, até 26 de maio.
A última reunião do conselho foi no dia 22 de fevereiro, mas o colegiado não chegou a uma conclusão sobre a sucessão. Até o momento, não há nenhuma reunião extraordinária marcada, segundo o Broadcast/Estadão.
Como está a sucessão do atual presidente da Vale?
O mandato do atual CEO da Vale (VALE3) expira em 26 de maio e um impasse entre os sócios impede que seu sucessor seja escolhido.
De um lado, estão a japonesa Mitsui — que detém 6,31% da Vale — e a Cosan, que defendem a prorrogação do contrato do executivo por cerca de um ano até que o posto fosse assumido por Luís Henrique Guimarães, que foi nomeado conselheiro em abril de 2023 depois de deixar a Cosan.
Já o bloco formado pela Previ — fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil que possui uma fatia de 8,71% na mineradora — e o Bradesco defendem a substituição de Bartolomeo por um executivo com perfil experiente na gestão de grandes empresas.
Por sua vez, o governo tentou emplacar o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, no comando na mineradora, mas parece ter desistido da empreitada — pelo menos, por enquanto.
É importante destacar que o Conselho de Administração da empresa segue dividido, já que, após algumas reuniões, ainda não houve decisão devido a um empate.
Em 22 de fevereiro, seis conselheiros da Vale votaram pela troca do atual presidente, incluindo os representantes da Previ e da Bradespar, além do representante dos funcionários na companhia e minoritários brasileiros.
Do outro lado, sócios estrangeiros da companhia e independentes defendem a extensão do mandato de Bartolomeo por pelo menos mais um ano e afirmam que a prorrogação garantiria a continuidade do trabalho, blindando a companhia da intromissão do governo Lula.
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O que quer o governo?
De acordo com o Estadão, integrantes do governo alegam que é necessário um novo presidente da Vale (VALE3) que permita o alinhamento de agendas da empresa com o Executivo federal.
O tema da sucessão na Vale começou a ser debatido no ano passado, com o governo Lula sinalizando que gostaria de ver o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega como CEO.
O ministro Alexandre Silveira chegou a defender a indicação a acionistas da empresa. Dois representantes do conselho de administração da companhia se encontraram com Silveira para argumentar contra a intervenção em favor de Mantega.
No dia seguinte, o governo recuou e desistiu de tentar emplacar Mantega no cargo de presidente da mineradora, enquanto Silveira negou publicamente a ofensiva.
Segundo o colunista Lauro Jardim, d'O Globo, o governo estaria articulando uma segunda tentativa de impor um nome para o comando da Vale.
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Quem são os candidatos a CEO da Vale (VALE3)?
Enquanto não há uma definição oficial sobre o processo de sucessão da Vale (VALE3), o mercado continua a especular quem seriam os novos candidatos a CEO na mineradora.
Entre os nomes que passaram a circular nos últimos dias, voltou o do ex-presidente do Banco do Brasil Paulo Caffarelli, que integrou a equipe de Mantega no Ministério da Fazenda em 2014.
Desde que deixou o governo, o executivo construiu uma carreira no setor privado e já atuou como CEO da Cielo, Banco do Brasil e CSN. Ele também foi conselheiro da Vale.
Outro nome cotado para a posição é Luiz Henrique Guimarães, representante da Cosan no conselho de administração da Vale. Guimarães já foi CEO da Cosan, Raízen e Comgás.
*Com informações de Estadão Conteúdo.
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