Tenda (TEND3): “A gente não vai atropelar crescimento para fazer algo mais ousado. O foco é margem”, diz diretor
Executivos dizem que é possível que a Tenda supere os patamares de rentabilidade dos “tempos áureos” em 2025; saiba o que esperar da construtora

Vista pelo mercado como uma das fortes candidatas da B3 a continuar com performance positiva em 2025 apesar do cenário macroeconômico estremecido, a Tenda (TEND3) já deixou claro que o ano que vem não será de crescimento desenfreado — e sim foco no aumento da rentabilidade.
De acordo com Renan Sanches, diretor de operações (COO) da operação Tenda, um dos pilares da estratégia da construtora para o próximo ano é elevar a margem para garantir bons resultados financeiros e operacionais.
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“Em 2025, precisaremos ver com muito cuidado onde a inflação vai parar. É o ano em que deveríamos dar uma olhada para a alta rentabilidade de novo. Até agora, estávamos pagando a conta dos prejuízos da pandemia da covid-19. A partir do ano que vem focaremos em ter uma margem boa. Não vamos atropelar o crescimento para fazer algo mais ousado”, disse Sanches, durante o encontro anual com investidores na sede da companhia, no centro de São Paulo.
Até então, o principal objetivo da empresa de construção civil era recuperar a rentabilidade histórica de olho em um retorno sobre capital empregado (Roce) acima de 30% a partir de 2025 — mas essa meta ficou “pequena”.
Para o CEO Rodrigo Osmo, é possível que a Tenda supere os patamares de rentabilidade dos “tempos áureos”, chegando à marca de 40% de Roce no ano que vem.
“Hoje nós não precisamos escolher entre margem e capital empregado, temos o giro de uma empresa que está muito mais light do que era. Em 2025, realmente vamos entrar em um novo patamar de rentabilidade”, projetou Osmo.
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Outra das metas recém-anunciadas pela construtora para o ano que vem é uma margem bruta ajustada entre 34% e 36% — mensurada pela relação entre o resultado bruto e a receita líquida consolidada do exercício — para o segmento Tenda.
Já para a Alea, marca que atua em projetos de casas pré-fabricadas, a projeção é de um intervalo de 20% a 24%.
Apesar de ainda não ser rentável, a empresa está no caminho para alcançar o break even (ponto de equilíbrio) e se tornar geradora de caixa em 2026.
A expectativa é de que, com a melhora de custos, a companhia consiga entregar uma margem bruta no patamar de 30% em dois anos.
O que esperar da Tenda (TEND3) em 2025
O guidance também prevê as estimativas para a lucratividade da Tenda (TEND3) no ano que vem.
Para o resultado líquido, a expectativa é de algo entre R$ 360 milhões e R$ 380 milhões no segmento Tenda, e de uma faixa de zero a R$ 20 milhões na Alea.
Enquanto isso, para as vendas líquidas — que considera o resultado entre vendas brutas e os distratos realizados do exercício —, a estimativa é de R$ 3,8 bilhões a R$ 4 bilhões, com uma oscilação entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões para Alea.
Para além das expectativas financeiras, a melhora da execução e dos negócios também é outro ponto-chave que deve guiar a operação da Tenda (TEND3) em 2025.
O objetivo é garantir uma execução de “altíssima qualidade” no ambiente competitivo da construção civil de baixa renda, além de um foco contínuo na geração de opcionalidades para que a construtora possa “lançar o que quiser” nos próximos anos, segundo Sanches.
“Mesmo com grande foco em execução e margem, a área de negócios vai continuar lutando para comprar muito terreno e gerar opcionalidades para os próximos três anos, para que a Tenda continue aumentando a lucratividade com boa margem”, acrescentou o diretor.
Vale lembrar que a Tenda (TEND3) acaba de encontrar um novo sócio para a Alea — em uma operação com potencial de destravar valor para as ações TEND3 na bolsa brasileira no ano que vem, segundo Osmo, CEO da companhia.
Na avaliação do BTG Pactual, historicamente, a gestão da Tenda tem sido conservadora nas projeções, mas a expectativa de um lucro líquido de R$ 360 milhões no piso do guidance para 2025 é um sinal “muito positivo”.
“Além disso, a avaliação atraente da Alea sugere que suas operações estão no caminho certo para alcançar a lucratividade, uma das principais preocupações dos investidores na tese de investimento em Tenda”, disseram os analistas.
O banco manteve as ações TEND3 como as favoritas no setor de construção civil com foco em baixa renda devido ao “valuation muito atrativo”, hoje na casa das 4 vezes a relação preço sobre lucro (P/L) para 2025.
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