Taesa (TAEE11) sobe na B3 após anunciar R$ 230 milhões em dividendos e JCP e resultado sem surpresas no 3T24
O lucro líquido regulatório teve leve contração de 5,9% em relação ao mesmo período de 2023, a R$ 307,3 milhões

A Taesa (TAEE11) entregou um balanço morno no terceiro trimestre de 2024. Sem grandes surpresas, a maioria dos indicadores veio em linha com as expectativas dos analistas e praticamente estáveis na comparação anual.
O lucro líquido regulatório teve leve contração de 5,9% em relação ao mesmo período de 2023, a R$ 307,3 milhões.
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Para o JP Morgan, o balanço da Taesa esteve “todo em linha” com as expectativas — e a companhia ainda conseguiu agraciar os investidores orientados por dividendos com o anúncio de uma nova remuneração.
As ações reagiram positivamente aos anúncios. Por volta das 10h30, as units TAEE11 subiam 1,62%, a R$ 35,17.
Os dividendos da Taesa (TAEE11)
A companhia de energia aprovou um pagamento de R$ 230,4 milhões aos acionistas — equivalente a 75% do lucro líquido regulatório do 3T24 —, sendo parte em dividendos intercalares e outra em juros sobre o capital próprio (JCP).
Vale lembrar que a empresa anunciou em maio uma nova política de dividendos, que previa um payout de no mínimo 75% do lucro líquido regulatório para o exercício social de 2024 e de 90% a 100% do lucro líquido regulatório a partir do ano que vem.
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O montante equivale a um retorno com proventos (dividend yield) de 1,94%, segundo o JP Morgan.
Do lado dos dividendos intercalares, o pagamento total será de R$ 92,69 milhões. A cifra equivale a aproximadamente R$ 0,08968 por ação TAEE3 ou TAEE4, enquanto cada unit TAEE11 renderá R$ 0,26906.
Já os JCP serão no valor total de R$ 137,77 milhões. Cada ação da Taesa pagará R$ 0,13331 em proventos, já a remuneração por unit será de R$ 0,39993.
Vale lembrar que os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte.
Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações ou units da Taesa até o fim do pregão da próxima segunda-feira (11). A partir de 12 de novembro, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.
Ou seja, o investidor pode optar por adquirir papéis até a data de corte e ter direito aos proventos, ou esperar pelo dia 12 e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber a remuneração.
O pagamento cairá na conta dos investidores em 29 de janeiro de 2025.
Para os analistas do JP Morgan, o menor pagamento de proventos em 2024 pode estar associado à alta alavancagem e às necessidades de investimento no curto prazo.
Atualmente, a Taesa tem quatro linhas de transmissão em construção e reforços a serem feitos em outras cinco linhas, totalizando um capex estimado pela Aneel de R$ 4,8 bilhões — dos quais R$ 2,5 bilhões já foram desembolsados.
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O balanço da Taesa (TAEE11) no 3T24
A receita operacional líquida da Taesa (TAEE11) ficou próxima da estabilidade no terceiro trimestre de 2024, com queda de 1% no comparativo anual, a R$ 592,5 milhões.
Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 1,2% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, a R$ 487,6 milhões.
O desempenho pode ser explicado pelo reajuste negativo de algumas linhas no último ciclo e compensados pelos reajustes da inflação medida pelo IPCA em outras, além do comissionamento de novas linhas de transmissão de Sant’Ana.
Se desconsiderando esses efeitos não-recorrentes, o Ebitda ficaria em R$ 495,1 milhões, cifra 5,3% maior ante o 3T23.
Veja outros destaques do balanço:
- Dívida líquida: R$ 9,04 bilhões (-0,9% a/a)
- Alavancagem: 4 vezes (+0,3 ponto percentual a/a)
- Caixa: R$ 1,04 bilhão (-4,9% a/a)
- Custos, despesas e depreciação e amortização: R$ 191,9 milhões (-4,1% a/a)
A XP Investimentos manteve recomendação neutra para a Taesa após o resultado do 3T24 devido à falta de visibilidade de gatilhos para crescimento no curto prazo.
Os analistas fixaram um preço-alvo de R$ 36 por unit TAEE11, uma leve valorização potencial de 4% em relação ao último fechamento.
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