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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

REAÇÃO AO BALANÇO

Taesa (TAEE11) sobe na B3 após anunciar R$ 230 milhões em dividendos e JCP e resultado sem surpresas no 3T24

O lucro líquido regulatório teve leve contração de 5,9% em relação ao mesmo período de 2023, a R$ 307,3 milhões

Camille Lima
Camille Lima
7 de novembro de 2024
10:48
taesa ação dividendos taee11
Imagem: The Capital Advisor

A Taesa (TAEE11) entregou um balanço morno no terceiro trimestre de 2024. Sem grandes surpresas, a maioria dos indicadores veio em linha com as expectativas dos analistas e praticamente estáveis na comparação anual.

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O lucro líquido regulatório teve leve contração de 5,9% em relação ao mesmo período de 2023, a R$ 307,3 milhões.

  • VEJA MAIS: Auren (AURE3) reporta resultados fracos e BTG Pactual recomenda outra elétrica para compor “top picks” de novembro; veja qual

Para o JP Morgan, o balanço da Taesa esteve “todo em linha” com as expectativas — e a companhia ainda conseguiu agraciar os investidores orientados por dividendos com o anúncio de uma nova remuneração.

As ações reagiram positivamente aos anúncios. Por volta das 10h30, as units TAEE11 subiam 1,62%, a R$ 35,17.

Os dividendos da Taesa (TAEE11)

A companhia de energia aprovou um pagamento de R$ 230,4 milhões aos acionistas — equivalente a 75% do lucro líquido regulatório do 3T24 —, sendo parte em dividendos intercalares e outra em juros sobre o capital próprio (JCP).

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Vale lembrar que a empresa anunciou em maio uma nova política de dividendos, que previa um payout de no mínimo 75% do lucro líquido regulatório para o exercício social de 2024 e de 90% a 100% do lucro líquido regulatório a partir do ano que vem.

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O montante equivale a um retorno com proventos (dividend yield) de 1,94%, segundo o JP Morgan.

Do lado dos dividendos intercalares, o pagamento total será de R$ 92,69 milhões. A cifra equivale a aproximadamente R$ 0,08968 por ação TAEE3 ou TAEE4, enquanto cada unit TAEE11 renderá R$ 0,26906.

Já os JCP serão no valor total de R$ 137,77 milhões. Cada ação da Taesa pagará R$ 0,13331 em proventos, já a remuneração por unit será de R$ 0,39993.

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Vale lembrar que os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte.

Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações ou units da Taesa até o fim do pregão da próxima segunda-feira (11). A partir de 12 de novembro, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.

Ou seja, o investidor pode optar por adquirir papéis até a data de corte e ter direito aos proventos, ou esperar pelo dia 12 e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber a remuneração.

O pagamento cairá na conta dos investidores em 29 de janeiro de 2025.

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Para os analistas do JP Morgan, o menor pagamento de proventos em 2024 pode estar associado à alta alavancagem e às necessidades de investimento no curto prazo.

Atualmente, a Taesa tem quatro linhas de transmissão em construção e reforços a serem feitos em outras cinco linhas, totalizando um capex estimado pela Aneel de R$ 4,8 bilhões — dos quais R$ 2,5 bilhões já foram desembolsados.

O balanço da Taesa (TAEE11) no 3T24

A receita operacional líquida da Taesa (TAEE11) ficou próxima da estabilidade no terceiro trimestre de 2024, com queda de 1% no comparativo anual, a R$ 592,5 milhões.

Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 1,2% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, a R$ 487,6 milhões.

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O desempenho pode ser explicado pelo reajuste negativo de algumas linhas no último ciclo e compensados ​​pelos reajustes da inflação medida pelo IPCA em outras, além do comissionamento de novas linhas de transmissão de Sant’Ana.

Se desconsiderando esses efeitos não-recorrentes, o Ebitda ficaria em R$ 495,1 milhões, cifra 5,3% maior ante o 3T23.

Veja outros destaques do balanço:

  • Dívida líquida: R$ 9,04 bilhões (-0,9% a/a)
  • Alavancagem: 4 vezes (+0,3 ponto percentual a/a)
  • Caixa: R$ 1,04 bilhão (-4,9% a/a)
  • Custos, despesas e depreciação e amortização: R$ 191,9 milhões (-4,1% a/a)

A XP Investimentos manteve recomendação neutra para a Taesa após o resultado do 3T24 devido à falta de visibilidade de gatilhos para crescimento no curto prazo.

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Os analistas fixaram um preço-alvo de R$ 36 por unit TAEE11, uma leve valorização potencial de 4% em relação ao último fechamento.

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