Petrobras (PETR4) entrega lucro menor no 1T24 e R$ 13,45 bilhões em dividendos; confira os números da estatal
A redução dos proventos se deve ao resultado mais fraco entre janeiro e março deste ano e também ao novo cálculo, que entrou em vigor em julho do ano passado

Os três primeiros meses de 2024 não foram fáceis para a Petrobras (PETR4): a empresa enfrentou uma queda de braço com o governo por conta dos dividendos extraordinários, passou por turbulências ligadas à permanência de Jean Paul Prates na presidência da estatal e incertezas sobre o comando do conselho de administração — e os resultados da companhia refletiram essa agitação, mas não só ela.
Entre janeiro e março, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 23,7 bilhões, o que representa uma queda de 37,9%% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a queda foi de 23,7%. As projeções da Bloomberg indicavam lucro líquido de R$ 30,458 bilhões para o período.
O lucro líquido recorrente, por sua vez, foi de R$ 23,8 bilhões, uma baixa de 37,9% em base anual. Em relação ao trimestre anterior, a queda foi de 41,8%.
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Já a receita com vendas somou R$ 117,7 bilhões no período, resultado 15,4% menor do que o obtido em igual intervalo do ano anterior. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve queda de 12,3%. A estimativa da Bloomberg indicava receita de R$ 127,176 bilhões para o período.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado encolheu 17,2% ano a ano, para R$ 60 bilhões. Em base trimestral, caiu 10,2%.
A dívida líquida da Petrobras subiu para US$ 43,6 bilhões, um resultado 16,1% maior do que o registrado no primeiro trimestre de 2023 e 2,4% menor do que o registrado no quarto trimestre do ano passado.
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Já os investimentos do trimestre aumentaram 22,6% em base anual e caíram 14,5% ante o trimestre anterior, para US$ 3 bilhões.
É claro que o desempenho da Petrobras no primeiro trimestre deste ano não tem relação apenas com a panela de pressão na qual a estatal foi colocada. O preço do petróleo e a performance da produção e das vendas da companhia também ditaram o ritmo do resultado financeiro entre janeiro e março deste ano.
No fim de abril, a Petrobras informou que a produção de petróleo alcançou 2,236 milhões de barris por dia (bpd), um resultado 4,4% maior do que o obtido no primeiro trimestre de 2023, mas uma queda de 5,3% em relação ao quarto trimestre.
A REVIRALVOLTA na PETROBRAS (PETR4)
Petrobras paga dividendos
Junto com os resultados, a Petrobras informou que seu conselho de administração aprovou o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 13,45 bilhões relativos ao resultado do primeiro trimestre de 2024.
O valor é 45,5% abaixo dos de R$ 24,7 bilhões distribuído no mesmo período do ano passado e é explicado não apenas pela performance mais fraca dos três primeiros meses de 2024, mas também à mudança na fórmula de cálculo dos dividendos — que caiu de 60% para 45% do fluxo de caixa livre, implementada em julho de 2023.
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O pagamento será realizado em duas parcelas, sendo a primeira no valor de R$ 0,52080603 por ação ordinária e preferencial, a ser paga em 20 de agosto sob a forma JCP.
Já a segunda parcela, no valor de R$ 0,52080602 por ação ordinária e preferencial, será paga em 20 de setembro, sendo R$ 0,44736651 sob a forma de dividendos e R$ 0,07343951 de JCP.
Será levada em consideração a posição acionária de 11 de junho para os detentores de ações negociadas na B3 e record date em 13 de junho para os detentores de ADRs negociados em Nova York. A partir de 12 do mesmo mês, as ações passarão a ser negociadas "ex-direitos".
Então você pode optar por comprar a ação agora e ter direito aos dividendos ou esperar a data de corte e adquirir os papéis por um valor menor, mas sem o direito ao JCP.
No ano passado, a Petrobras distribuiu R$ 94,4 bilhões em proventos — R$ 72,4 bilhões em dividendos ordinários e mais R$ 22 bilhões dividendos extraordinários, 50% do valor apurado. A outra metade, segundo a estatal, está em reserva de remuneração e pode ser distribuída em parcelas até o fim de 2024.
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