Ninguém para o Mercado Livre (MELI34): Gigante do varejo tem lucro 11% maior no 3T24; veja os destaques do balanço
O Meli registrou um lucro líquido de US$ 397 milhões entre julho e setembro deste ano, mas cifra vem abaixo das estimativas do mercado

Há quem diga que criar expectativas inevitavelmente significa se colocar no caminho rumo à frustração. No entanto, essa máxima popular entra em xeque quando o assunto é otimismo com o Mercado Livre (MELI34).
O gigante do e-commerce argentino não decepcionou os ânimos dos acionistas e mais uma vez entregou um balanço robusto no terceiro trimestre de 2024.
O Meli registrou um lucro líquido de US$ 397 milhões entre julho e setembro deste ano, equivalente a um aumento de 11% em relação aos ganhos vistos no mesmo período de 2023.
Apesar do crescimento, a cifra veio abaixo das estimativas do mercado, que previam um montante ajustado de US$ 513,25 milhões, segundo o consenso Bloomberg.
A lucratividade do Meli já começa a demonstrar sinais dos impactos da estratégia de crescimento da varejista em vendas em itens essenciais diários — que, além de levar tempo para ganhar tração nas compras dos clientes, também demanda robustos investimentos em logística necessários.
"Embora novas instalações possam criar pressão de margem de curto prazo, elas são essenciais para nosso crescimento, escala e diluição de custos de longo prazo", disse o Meli, no balanço.
Leia Também
Outros destaques do Mercado Livre (MELI34) no 3T24
A receita líquida do Mercado Livre (MELI34) somou US$ 5,312 bilhões no trimestre, correspondente a um avanço de 35% frente igual intervalo do ano passado e levemente acima do esperado pelos analistas, de US$ 5,28 bilhões.
Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, indicador usado para mensurar a capacidade de geração de caixa de um negócio, chegou a US$ 714 milhões no período, queda de 22,3% no comparativo anual.
Segundo a empresa, o resultado foi pressionado pela ampliação da oferta de cartões de crédito e pelos investimentos robustos do Meli em logística.
"Apesar da pressão de margem de curto prazo, esses investimentos são estrategicamente importantes porque o cartão de crédito impulsiona a adoção do Mercado Pago como conta principal e traz um comportamento positivo para o ecossistema da fintech", escreveu a empresa.
Vale lembrar que, no fim de setembro, a varejista anunciou planos para praticamente dobrar a quantidade de centros de distribuição (CDs) até o ano que vem, além de ampliar o crédito nos cartões, o que tende a pressionar as margens à medida que o portfólio cresce.
Outro indicador que brilhou no resultado do Meli é o GMV (volume bruto de mercadorias, indicador de volume de receita gerada nos canais digitais), que continuou em ritmo robusto de expansão de 14% em relação ao 3T23, a US$ 12,9 bilhões. No Brasil, as vendas do marketplace do Mercado Livre subiram 34%.
Para o Goldman Sachs, o crescimento do GMV deve levar a novos ganhos de participação de mercado da plataforma argentina no e-commerce, adicionando pressão às rivais brasileiras como o Magazine Luiza (MGLU3) e a Casas Bahia (BHIA3).
Lembrando que o Magalu puxará a fila de divulgações de balanços entre as varejistas brasileiras, com resultado programado para se tornar conhecido amanhã. Já a Casas Bahia e a Americanas (AMER3) devem publicar o balanço trimestral no dia 13.
Diante de uma dinâmica apertada para o crédito em meio a novos aumentos de juros no Brasil, a expectativa geral é que as brasileiras continuem a sofrer pressão. Você confere aqui o que esperar dos balanços das varejistas brasileiras no terceiro trimestre.
- GRÁTIS: Reportagens, análises e tudo o que você precisa saber sobre esta temporada de balanços para investir melhor; cadastre-se gratuitamente para acessar
As estrelas do resultado para além do e-commerce
Outra estrela do balanço do Mercado Livre no terceiro trimestre foi o resultado da divisão financeira, o Mercado Pago.
A carteira de cartões de crédito da fintech do 3T24 quase triplicou no comparativo ano a ano, com um avanço de 172%, a US$ 2,3 bilhões entre julho e setembro. Com a expansão robusta do portfólio, os cartões passaram a representar 39% da carteira total do Mercado Pago.
Enquanto isso, o volume total de pagamentos (TPV, que soma o total das transações feitas via Mercado Pago, dentro ou fora do marketplace do Mercado Livre) chegou a US$ 50,7 bilhões, avanço de 34% na base anual.
Já o número de usuários ativos mensais (MAU) da fintech do Mercado Livre cresceu 35%, a 56 milhões de clientes.
O Mercado Livre também revelou o desempenho da divisão de publicidade batizada de Mercado Ads.
A receita do Meli com anúncios continuou a ganhar escala, com avanço de 37% frente ao terceiro trimestre de 2023. O faturamento com mídia agora corresponde a 2% do GMV total da varejista.
A unidade de publicidade é vista como uma das grandes potenciais novas avenidas de receita futura do Meli, com expectativa de conquistar “bilhões de dólares” em faturamento nos próximos cinco anos.
FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?
Inter (INTR) ri, enquanto Wiz (WIZC3) chora: entenda a operação que fez as ações de seguradora despencarem 20%
20 de outubro de 2026 - 16:25Saiu caro demais?
Ânima (ANIM3) fecha parceria com o Einstein, mas preço acende alerta entre analistas e ações caem mais de 11% na B3; entenda
20 de outubro de 2026 - 16:09PRÉVIA DOS BALANÇOS
Nem todo bancão vai sair ileso: o que esperar dos balanços de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil no 3T26
20 de outubro de 2026 - 6:12CONTA EM ABERTO
Raízen (RAIZ4): recuperação extrajudicial avançou, mas credores estão longe de saber quanto vão recuperar no fim do processo, diz BB Investimentos
17 de outubro de 2026 - 15:02NOVA FASE
Tem ações da Braskem? Nova oferta da controladora permite venda dos papéis, mas nem todo acionista pode participar; entenda
17 de outubro de 2026 - 11:01FIQUE POR DENTRO
A noite na bolsa: os anúncios de Cosan (CSAN3), Rede D´Or (RDOR3), XP(XPBR31) e mais
16 de outubro de 2026 - 19:51APOSTA RENOVADA
O Itaú (ITUB4) quer mais energia: bancão injeta mais R$ 1,77 bilhão em subsidiária da Eneva (ENEV3)
16 de outubro de 2026 - 11:09FORA DE CIRCULAÇÃO
Banco Central decreta liquidação da cooperativa de crédito Credipaiva após “grave violação” de regras
16 de outubro de 2026 - 9:26MERCADO EM EXPANSÃO
Rival da B3 quer estrear em 2027 e promete reduzir custos e ampliar opções para quem investe em ações, ETFs e FIIs
15 de outubro de 2026 - 17:10DOS MIMOS ÀS PROTEÍNAS
Black Friday 60% maior: como o iFood quer provar de vez que não é mais um aplicativo de entregas de refeições
15 de outubro de 2026 - 16:35ATENÇÃO, INVESTIDOR
INBR32 dá adeus à B3: prazo para decidir o destino dos BDRs do Inter termina nesta sexta-feira; veja as opções
15 de outubro de 2026 - 10:50ESTRUTURAS INTACTAS
O negócio caiu, mas a ação subiu: por que a disparada dos distratos não assusta os investidores de Tenda (TEND3) e Cury (CURY3)
15 de outubro de 2026 - 6:06ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: dona da Vivo (VIVT3) vai distribuir R$ 450 milhões em proventos; confira os prazos
14 de outubro de 2026 - 19:14EM MEIO À EUFORIA
O Bradesco saiu de moda na bolsa? O rali eleitoral tem seus queridinhos — e BBDC4 ficou de escanteio
14 de outubro de 2026 - 19:03PARA ALÉM DAS ACADEMIAS