O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
No quarto trimestre consecutivo no azul, o lucro líquido do Magalu veio bem acima das estimativas do mercado, com ganhos da ordem de R$ 35,8 milhões
O Magazine Luiza (MGLU3) se diz pronto para dizer adeus aos dias de pressão macroeconômica e de juros elevados. A varejista acaba de anunciar mais um balanço acima das expectativas no terceiro trimestre de 2024.
No quarto trimestre consecutivo no azul, o Magalu registrou um lucro líquido de R$ 102,4 milhões entre julho e setembro deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 498,3 milhões vistos em igual intervalo de 2023.
“O Magalu de fato se transformou em uma plataforma digital por meio da criação de um ecossistema com novas fontes de lucros e receitas. Isso deixa a empresa cada vez menos exposta a oscilações macroeconômicas, como a Selic. O ponto aqui é: a gente vai dar lucro independente da taxa de juros”, disse Vanessa Rossini, diretora de relações com investidores do Magazine Luiza, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro.

Em termos ajustados, que desconsideram receitas líquidas não recorrentes, o lucro líquido da varejista chega a R$ 70,2 milhões.
O montante veio bem acima das estimativas do mercado — que previam ganhos da ordem de R$ 35,8 milhões, de acordo com o consenso Bloomberg — e reflete a maior eficiência operacional e a diluição das despesas financeiras do Magalu no período.
“Estamos, rapidamente, nos transformando num negócio à prova de Selic. Não é pouca coisa num país como o Brasil”, diz a mensagem da diretoria da varejista, no balanço.
Leia Também
Vale lembrar que o Banco Central acelerou o passo de aperto monetário no Brasil na última quarta-feira (6). O Copom aumentou a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, levando a Selic para 11,25% ao ano.
Outro destaque do Magazine Luiza (MGLU3) no terceiro trimestre de 2024 foi o crescimento do faturamento — mesmo com o cenário macroeconômico adverso, com taxas de juros elevadas no Brasil.
A receita líquida do Magalu somou R$ 9 bilhões no terceiro trimestre de 2024, avanço de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado — em linha com as projeções do mercado, de R$ 8,99 bilhões em receitas.
Em termos ajustados, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) — usado pelo mercado para mensurar a capacidade de geração de caixa de uma empresa — somou R$ 718 milhões, aumento de 47,2% na comparação anual.
A margem Ebitda ajustada chegou a 8% no período, o maior patamar desde 2019, antes do início da pandemia do novo coronavírus.
O desempenho foi impulsionado pelo aumento da margem bruta de mercadorias e a diluição das despesas operacionais, além da melhora no resultado da Luizacred, divisão de cartões de crédito que possui em sociedade com o Itaú.
O Magazine Luiza também conseguiu enxugar gastos no trimestre. As despesas financeiras foram 21% menores na comparação anual, agora representando 4% da receita líquida do período.
Já a geração de caixa operacional de julho a setembro deste ano foi de R$ 571 milhões, elevando a cifra dos últimos 12 meses para um total de R$ 2,4 bilhões. Com isso, o Magalu encerrou o trimestre com uma posição de caixa líquido de R$1,8 bilhão.
As vendas totais do Magazine Luiza (MGLU3) chegaram a R$ 15 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 4% no comparativo anual — impulsionado pelo aumento de 1,3% no e-commerce total e pelo crescimento de 13,3% nas lojas físicas.
Com vendas de R$ 5 bilhões no trimestre, o Magalu conseguiu ganhar mais 0,7 ponto percentual em participação de mercado em lojas físicas, elevando o market share para algo próximo de 20%.
“Quando a gente olha para o mundo físico, a loja sofreu muito mais devido ao aumento da taxa de juros, e agora esse canal também se recupera primeiro. Essa recuperação das lojas físicas acontece com uma fortaleza muito grande, com um patamar de margem mais alto e com rentabilidade”, disse Rossini.
Mas mesmo com o desempenho robusto do “offline”, o e-commerce continuou a dominar as vendas do Magazine Luiza no terceiro trimestre.
O canal digital somou R$ 11 bilhões em vendas no período, das quais R$ 6,5 bilhões foram de estoque próprio (1P) e R$ 4,5 bilhões por meio do marketplace (3P).
Parte da estratégia do Magalu para aumentar a participação de mercado no e-commerce é consolidar a liderança em produtos de tickets mais altos, com maior oferta de crédito e reforço na logística, enquanto evolui o modelo de multicanalidade e firma parcerias para itens de menor valor.
Vale lembrar que a parceria estratégica com o AliExpress entrou oficialmente em operação no terceiro trimestre.
Segundo a diretora de RI do Magalu, o negócio com a varejista asiática tem oportunidade de gerar mais vendas e rentabilidade para o Magazine Luiza, além de possibilitar a entrada em categorias de tickets mais baixos que não estava operando e a ampliação das vendas do 1P para uma nova base de clientes.
Afinal, a ideia do negócio é que o Magalu ofereça produtos do 1P do Magalu na plataforma da varejista asiática, enquanto os itens da linha premium do AliExpress sejam vendidos no Magazine Luiza.
Desde 2021, o Magalu encontra-se em um ciclo de “construção e consolidação de um ecossistema de empresas que operam em sinergia” em quatro principais negócios: a fintech MagaluBank, o serviço de armazenagem em nuvem Magalu Cloud, a divisão de anúncios Magalu Ads e o Magalog, de logística.
O objetivo da aposta nas quatro vertentes é permitir a diversificação de fontes de resultados e “blindar a companhia dos efeitos das ciclicidades macroeconômicas”.
“Assim que acabar o atual ciclo de alta de juros, pode ser que daqui cinco a seis anos, nós estejamos em outro. O nosso país é assim, temos que conviver com altas e baixas da Selic. Mas hoje temos no Magalu uma companhia muito mais diversificada do que era há cinco anos e já colhemos frutos desse ecossistema. Talvez, se eu fosse só um varejista de bens duráveis, hoje não estivesse dando lucro como estou. Numa visão de médio e longo prazo, isso deve ser ainda mais potencializado para os próximos anos”, disse Vanessa Rossini.
A varejista divulgou algumas linhas de resultado das unidades de negócio. Do lado da publicidade, o MagaluAds viu as receitas com publicidade crescerem 48% no terceiro trimestre, com mais de 3,6 mil anunciantes ativos na plataforma.
Por sua vez, o MagaluBank atingiu R$ 24,5 bilhões em volume total de pagamentos (TPV, que soma o total das transações).
Na Luizacred, o faturamento chegou a R$ 15 bilhões, com um lucro líquido de R$ 66 milhões e rentabilidade (ROE, rentabilidade sobre o patrimônio) de 18% em termos anualizados.
“A Luizacred tem estado mais restritiva na oferta de crédito, mas o resultado está em um patamar de retorno historicamente alto, com inadimplência muito baixa e também recebeu recentemente um aporte de capital robusto, então ela está preparada para retomar crescimento. Talvez, o novo ciclo de alta de juros no país atrase um pouco a abertura na concessão de crédito da fintech e torne mais moderada, mas tem espaço para evoluir”, disse a diretora de relações com investidores.
Por fim, o Magalog é a aposta mais “fresca” do Magazine Luiza. Mas, apesar de só recentemente ter sido lançado ao mercado, a empresa de logística multicanal já nasceu com uma receita de R$ 3 bilhões, 21 centros de distribuição e 1.245 lojas.
A vertical hoje é responsável por 24% dos pedidos do marketplace do Magalu, com redução média de 20% no custo do frete.
Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás
O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado
Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos
Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
Unidade de tecnologia e conectividade da Oi pode valer até R$ 1,6 bilhão, atrai interesse de grandes teles e marca nova etapa na reestruturação da companhia, que ainda prepara a venda de outros ativos bilionários
A decisão tem em vista fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando ao longo dos últimos anos, associado ao desempenho financeiro da companhia
A mudança acontece em meio a uma sequência de ajustes na governança da elétrica, que tenta se reequilibrar após a recuperação judicial da controladora
Ambiente mais restritivo favorece empresas com balanços mais sólidos e expõe incorporadoras mais alavancadas
Depois da compressão de retornos e desempenho abaixo do mercado, setor pode se beneficiar de agenda regulatória e queda da Selic
Após a estreia na bolsa, Agibank acumula queda superior a 30%; apesar da revisão para baixo nas projeções, analistas ainda veem potencial de alta, em meio a pressões externas e impactos no crédito consignado
A operação inclui participações societárias em empresas listadas, como Oncoclínicas e Ambipar
Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos
Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1
Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino
Entrada do Itaú via Denerge dá exposição indireta a distribuidoras e reforça estrutura de capital da elétrica
Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4
Avaliação do BTG Pactual indica vendas resilientes no início do ano e aponta que mudanças no MCMV podem impulsionar lançamentos e demanda ao longo de 2026
Após anos de pressão no caixa, empresa se desfaz de ativo-chave e aposta em modelo mais leve; entenda o que muda na estratégia
Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?