O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Empresa de galpões logísticos mantém planos de expansão, mas juro menor e cumprimento do arcabouço fiscal ajudariam negócio, diz CEO da Log
Quanto mais empresas produzem e os brasileiros compram, mais espaço de armazenamento e distribuição são necessários para as entregas, motivo que contribuiu para a Log Commercial Properties (LOGG3) dobrar o lucro líquido no terceiro trimestre de 2024.
No período, o resultado da empresa de galpões logísticos atingiu R$ 97,1 milhões, um incremento de 99,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
O balanço do terceiro trimestre, divulgado nesta quarta (30) depois do fechamento do mercado, traz dados positivos em outras frentes. A Log registrou vendas recordes de R$ 1,5 bilhão, com margem bruta de 38%, um Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) 77% maior, de R$ 136,2 milhões, e uma redução da dívida líquida para R$ 442,1 milhões, valor 16,8% menor em relação ao trimestre anterior.
Do total das transações realizadas ao longo do ano, cerca de R$ 914 milhões foram recebidos à vista, recursos usados para suportar tanto o plano de crescimento quanto a estratégia de recompra de ações.
Números tão expressivos assim também estão relacionados à falta de concorrência e oferta de qualidade no segmento, defende Sérgio Fischer, presidente-executivo da Log. Fato que contribui para a empresa expandir sua operação com certa facilidade, de acordo com ele.
“O Brasil tem uma carência muito grande neste tipo de negócio, então existe aí uma avenida de crescimento gigantesca do setor para o país, com uma demanda que não está sendo atendida com a qualidade que deveria”, disse ele em entrevista ao Seu Dinheiro.
Leia Também
Fischer conta que hoje a grande concorrência da Log em capitais são os galpões regionais, muitos deles situados próximos às grandes cidades, mas com estruturas que não comportam a qualidade necessária para atuar no segmento.
Isso significa a oferta de locais mal iluminados e modelos pouco ajustáveis em tamanho para atender grandes empresas.
“Acaba que muitos clientes chegam até nós quando comparam o que eles usam hoje com o local que ofertamos, por isso não temos preocupação operacional de não crescermos ou não acharmos novos espaços para comprar e alugar”, afirmou.
De acordo com Fischer, o Brasil hoje conta com 170 milhões de metros quadrados de galpões, sendo que apenas 20% contam com essa estrutura melhor para atender aos distribuidores.
A Log possui hoje uma fatia pequena deste universo: são 50 projetos logísticos (chamam assim pois são modulares, uma unidade é dividida em vários galpões, se necessário) que cobrem uma área bruta locável de 1 milhão de metros quadrados. “Ainda há muito o que fazer”, diz.
Por esses motivos, o desafio para a empresa, acredita Fischer, é muito mais macroeconômico do que operacional atualmente. A retomada da trajetória de queda de juros, aliada com o comprometimento do governo de manter o arcabouço fiscal, faria muita diferença para o negócio, já que afetaria também os clientes.
“A questão macro é uma preocupação sim, porque sabemos que a melhora trará mais investimentos e crescemos junto do todo”.
A empresa tem planos de entregar 2 milhões de m2 de área bruta locável em 22 regiões do país até 2028.
De janeiro a setembro deste ano, a empresa entregou 254 mil metros quadrados de ABL em cinco estados, aproximadamente 134 mil deles apenas no terceiro trimestre Detalhe: 68% destas novas unidades estão pré-locadas.
“Até dezembro teremos uma nova unidade em Curitiba, 100% locada para uma distribuidora de remédios farmacêuticos, outra em Cuiabá e mais uma em Campo Grande, que atenderão distribuidores diversos de e-commerce”, conta o CEO da Log, que estima 300 mil funcionários de terceiros trabalhando hoje em todas as unidades da empresa espalhadas pelo país.
A demanda é tanta, segundo ele, que contribui para a taxa de vacância estar equilibrada em 0,44%, valor muito abaixo da média de 9% do setor.
Para os próximos meses, a companhia deve seguir com o programa de recompra de ações que, até o momento, resultou na aquisição e cancelamento de 14,3 milhões de ações, com um desconto médio de 40% sobre o valor patrimonial dos ativos (NAV). Esse movimento representa cerca de 14% do capital social da companhia.
A LogOG desenvolveu essa estratégia de recompra de ações de forma mais consistente a partir dos últimos anos. “Por meio dela, reforçamos a operação, geramos retorno maior aos acionistas e mostramos que, de fato, acreditamos no negócio”, diz Fischer.
Ao mesmo tempo, em linha com a estratégia de redução de custos financeiros, a LOG emitiu Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) no valor de R$ 300 milhões com uma taxa competitiva de CDI+0,37% e prazo médio de 5,2 anos. Esse valor vai permitir o pré-pagamento de dívidas mais onerosas dentro de um período de tempo mais longo.
Essa decisão fez com que a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida ajustada e EBITDA, fosse reduzida para 1,07x (quanto menor esse número, melhor estruturada financeiramente é avaliada empresa).
Nada mal para uma empresa que quer correr em várias direções enquanto oferta um estacionamento seguro de armazenagem para os clientes.
Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos
Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1
Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino
Entrada do Itaú via Denerge dá exposição indireta a distribuidoras e reforça estrutura de capital da elétrica
Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4
Avaliação do BTG Pactual indica vendas resilientes no início do ano e aponta que mudanças no MCMV podem impulsionar lançamentos e demanda ao longo de 2026
Após anos de pressão no caixa, empresa se desfaz de ativo-chave e aposta em modelo mais leve; entenda o que muda na estratégia
Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?
Relatório do Safra mapeia impactos no setor e aponta as elétricas mais expostas ao clima; confira a tese dos analistas.
Parceria com a Anthropic prevê até US$ 100 bilhões em consumo de nuvem e reforça estratégia em infraestrutura
Com passagens aéreas pressionadas, ônibus ganham espaço — e a fabricante entra no radar de compra dos analistas
Banco aposta em fundo com a Quadra Capital para estancar crise de liquidez enquanto negocia reforço bilionário de capital
Uma oferece previsibilidade enquanto a outra oferece retorno quase direto do aumento de preços; entenda cada tese de investimento
Safra vê 2026 como teste para o setor bancário brasileiro e diz que lucro sozinho já não explica as histórias de investimento; veja as apostas dos analistas
O banco britânico também mexeu no preço-alvo dos papéis negociados em Nova York e diz o que precisa acontecer para os dividendos extras caíram na conta do acionista
Até então, os papéis eram negociados em lotes de 1 milhão, sob o ticker AZUL53; para se adequar às regras da B3, a aérea precisou recorrer ao grupamento
O banco prevê um preço-alvo de US$ 237, com um potencial de valorização de aproximadamente 20% em relação às cotações atuais
Acordo com a PGFN corta passivo de R$ 631,7 milhões para R$ 112,7 milhões e dá novo fôlego à reestruturação da companhia
Venda do controle abre nova fase para a petroquímica, com Petrobras e IG4 no centro da governança e desafios bilionários no horizonte
Bloqueio impede saída do acionista francês em momento de pressão financeira e negociação de dívidas