O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Do investimento total, a companhia arcará com apenas R$ 630 milhões. Já o R$ 1,37 bilhão restante deve ser financiado por parceiros externos
Dias após concluir um capítulo importante em sua missão de construir uma das maiores operadoras de saúde do mundo, a Hapvida (HAPV3) anunciou um novo — e ousado — plano de investimentos.
A companhia prevê o desembolso de R$ 2 bilhões até o final de 2026 para a expansão da rede de hospitais e clínicas médicas.
No entanto, o CEO Jorge Pinheiro não está disposto a abrir mão da qualidade “leve” da Hapvida, do ponto de vista de aquisição de imóveis. É por isso que boa parte do dinheiro não virá de investimento próprio — mas será suportada através de operações.
“Cada recurso que a gente conseguir evitar na compra de imóvel e mobilização de ativos permitirá que nós dediquemos mais o capex para tecnologia e melhoria de processos”, disse o CEO, em evento com jornalistas na manhã desta terça-feira (3).
Do montante total, apenas R$ 630 milhões serão custeados pela própria companhia. Já a cifra remanescente, de cerca de R$ 1,37 bilhão, deve ser financiada por parceiros externos.
Questionado sobre os planos ambiciosos diante de um cenário macroeconômico deteriorado no Brasil, Pinheiro não demonstra preocupação.
Leia Também
Para ele, a Hapvida não só faz parte de um setor essencial, que tende a ser resiliente em tempos difíceis, como também tem um modelo de negócios que permite que a companhia cresça ainda mais em tempos de ventos contrários.
“Eu entendo que o propósito da empresa deva ser muito maior do que qualquer volatilidade que aconteça no país. Nós atuamos com cautela, temos um perfil mais conservador, mas a nossa companhia tem uma característica diferente que nos conforta em apresentar um plano tão audacioso como esse. Em tempos de crescimento econômico, é natural que a gente seja beneficiado como o resto do mercado. Mas, em momentos de dificuldade, em que todo mundo precisa rever custos, por sermos a empresa mais acessível, somos a mais beneficiada de todas. O nosso modelo é cíclico e contracíclico: em ambas as situações, a gente consegue perpetuar o nosso negócio”, acrescentou o executivo.
As ações da Hapvida (HAPV3) reagem positivamente às notícias. Por volta das 12h52, os papéis subiam 1,12%, negociados a R$ 2,70.
No acumulado do ano, porém, a companhia ainda amarga perdas da ordem de 38% na bolsa brasileira, hoje avaliada em pouco mais de R$ 20,8 bilhões.
O investimento bilionário será destinado para a criação de novos hospitais, unidades de pronto-atendimento, ambulatórios e unidades de diagnóstico, além da ampliação de estruturas já existentes por todo o Brasil.
Ao todo, a Hapvida (HAPV3) prevê a inauguração de 10 novos hospitais em quatro regiões do país, elevando o portfólio da companhia para 85 unidades hospitalares próprias.
Veja o valor projetado dos investimentos:
De acordo com o diretor vice-presidente de finanças e de relações com investidores, Luccas Adib, a Hapvida já possui a “totalidade do investimento que precisa” em caixa próprio.
“Hoje não só temos uma posição muito sólida de caixa para poder fazer frente aos investimentos, como também esperamos que a nossa capacidade de gerar caixa nos próximos trimestres seja suficiente para seguir na jornada de desalavancagem contínua da companhia. A gente não espera realavancar ou impactar negativamente a nossa alavancagem com esses investimentos”, disse Adib.
No fim do terceiro trimestre, a alavancagem da Hapvida chegava a 0,97 vez a relação entre a dívida líquida e o Ebitda dos últimos 12 meses — e a ideia da administração é manter o indicador em um “patamar confortável” abaixo de 1 vez.
A Hapvida afirmou que já celebrou contratos de compra e venda e de locação de imóveis onde serão construídos novos hospitais e outras unidades assistenciais — e segue em negociação de outros acordos.
Entre as operações previstas, estão contratos de sale & leaseback — como é conhecida a venda de um imóvel que posteriormente é locado de volta pelo próprio vendedor — ou de “build to suit” (BTS), um contrato de locação a longo prazo em que a propriedade é construída sob medida para atender aos interesses de um locatário já pré-determinado.
Duas das novas unidades previstas pela Hapvida, aliás, já têm um parceiro de negócios. No fim de julho, a Hapvida fechou um acordo com a Riza Gestora de Recursos para o financiamento das duas novas unidades hospitalares no Rio e em São Paulo.
O negócio previa um investimento total de até R$ 600 milhões. Cerca de R$ 300 milhões serão usados para a aquisição dos terrenos, enquanto a outra metade do dinheiro bancará as obras.
De acordo com o diretor vice-presidente de finanças, um novo acordo de built to suit deve ser divulgado em breve em termos similares aos da Riza. Segundo Adib, a tendência é que os contratos de BTS sejam de “longuíssimo prazo”, com a possibilidade de aquisição dos ativos no fim do contrato.
Apesar de mirar a expansão nacional da rede assistencial, a Hapvida (HAPV3) está com foco renovado em São Paulo.
Cerca de metade do investimento projetado para os próximos dois anos — isto é, em torno de R$ 1 bilhão — deverá ser destinado para o crescimento da companhia no estado, tanto na capital paulista quanto na região metropolitana da cidade.
O plano diretor prevê a inauguração de quatro novos hospitais na região, além de um pronto-atendimento, seis clínicas, oito unidades de diagnóstico e 14 unidades de coleta laboratorial até 2026.
“Hoje, a Hapvida tem níveis variados de verticalização no país. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, por exemplo, a gente faz em torno de 80% de consultas e exames e pouco mais de 90% de internalizações em unidades próprias. No entanto, aqui em São Paulo, estamos cerca de seis a sete pontos abaixo da Hapvida do restante do Brasil. Acreditamos que essa nova rede própria vai fazer com que esses níveis subam — não aos mesmos níveis da Hapvida nacional, mas algo no meio do caminho”, disse o CEO.
A maior parte dos investimentos será destinada para a inauguração de dois hospitais com foco em tickets mais elevados. A ideia é que as unidades tenham um serviço de saúde premium, com “alta tecnologia, hotelaria diferenciada, serviços personalizados e exclusivos e equipes médicas renomadas”, segundo a empresa.
O primeiro deles é o Hospital Antonio Prudente, localizado na Vila Clementino, focado em alta complexidade e com capacidade para 250 leitos. O empreendimento deve receber R$ 410 milhões.
Já o outro hospital, localizado nos Jardins, terá foco em materno-pediatria, com capacidade para 250 leitos. O investimento previsto é de R$ 405 milhões.
Os investimentos preveem também a reforma e reinauguração de dois hospitais, o Hospital Jardim Anália, no bairro Anália Franco, e outro no município de Santo André, além da ampliação do hospital Cruzeiro do Sul, em Osasco.
Atualmente, a Hapvida conta com 28 hospitais no estado de São Paulo. Veja como ficará a distribuição de unidades da Hapvida na Terra da Garoa:
Na avaliação do Itaú BBA, o anúncio da Hapvida fornece um roteiro mais claro para os esforços da companhia em verticalização e detalha o que esperar da estratégia de investimento e saídas de caixa no futuro.
“No entanto, sem detalhes sobre o cap rate para as operações de built to suit adicionais, é difícil avaliar se essa estrutura de financiamento será incremental. No geral, embora a transparência aprimorada no plano de negócios da empresa seja apreciada, não vemos necessidade de revisar nosso modelo neste momento”, disse o banco.
Os analistas mantiveram recomendação “outperform” para as ações HAPV3, equivalente a compra, com preço-alvo de R$ 6,50 para o fim de 2025, uma valorização potencial de 143% em relação ao último fechamento.
Estudos indicam que quase 14% das empresas abertas no Brasil funcionam sem gerar lucro suficiente para honrar suas dívidas
O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
Em entrevista ao Money Times, Daniel Szlak fala sobre aceleração de capex, revisão de política de dividendos e a nova postura da companhia para aquisições
A contratação servirá para dar suporte ao plano aprovado pelo conselho de administração em novembro
Estado americano começa a testar modelo em que a inteligência artificial (IA) participa legalmente da renovação de prescrições médicas
Para o banco, desempenho tímido do setor em 2025 pode se transformar em alta neste ano com ciclo de juros menores
Presidente do TCU afirma que Corte de Contas não tem poder para “desliquidar” banco; veja a quem caberia a decisão
Mudança nos critérios de avaliação do banco sacode as ações do setor: Ânima vira top pick e dispara fora do Ibovespa, Cogna entra na lista de compras, enquanto Yduqs e Afya perdem recomendação e caem na bolsa
Relatório do Bank of America aponta potencial de valorização para os papéis sustentado não só pelos genéricos de semaglutida, mas também por um pipeline amplo e avanço na geração de caixa
João Ricardo Mendes, fundador do antigo Hotel Urbano, recebe novo pedido de prisão preventiva após descumprir medidas judiciais e ser detido em aeroporto
O bilionário avaliou que, mesmo com a ajuda da Nvidia, levaria “vários anos” para que as fabricantes de veículos tornassem os sistemas de direção autônoma mais seguros do que um motorista humano
O patinho feio da mineração pode virar cisne? O movimento do níquel que ninguém esperava e que pode aumentar o valor de mercado da Vale
Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos
Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO
Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano
Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar
Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano
Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor