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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

FUSÕES & AQUISIÇÕES

Google entra de cabeça no ramo da cibersegurança com inteligência artificial e deve adquirir Wiz por US$ 23 bilhões

Se concretizada, essa seria a maior aquisição da gigante da tecnologia até o momento, superando os US$ 12,5 bilhões pagos pela Motorola em 2012

Renan Sousa
Renan Sousa
15 de julho de 2024
10:33
Montagem da fachada do edifício Sky Corporate com o logo do google | PATC11 fundos imobiliários
Imagem: Reprodução, com intervenção de Larissa Vitória

A corrida por novas aplicações para inteligência artificial (IA) é uma das frentes que as empresas vêm investindo desde o começo do ano. Pensando nisso, a Alphabet, controladora do Google, deve anunciar em breve a aquisição da Wiz, plataforma de segurança digital.

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De acordo com informações da Bloomberg, o acordo pode chegar a US$ 23 bilhões (R$ 124,2 bilhões, nas cotações atuais). Se concretizada, essa seria a maior aquisição da gigante da tecnologia até o momento.

A Alphabet já é dona da empresa de cibersegurança Mandiant, adquirida pelo montante de US$ 5,4 bilhões há dois anos, em sua segunda maior aquisição. Vale ressaltar que a maior de todas foi a compra da Motorola Mobility Holdings, concluída em 2012, por US$ 12,5 bilhões. 

A Wiz é uma companhia sediada em Nova York que conecta vários provedores de armazenamento em nuvem, como Amazon Web Services e Microsoft Azure. A rede verifica os dados armazenados em busca de potenciais riscos à segurança das informações.

Fundada em 2020, a empresa foi avaliada em US$ 12 bilhões durante uma rodada de financiamento que atraiu gigantes do setor tech, como Andreessen Horowitz, Lightspeed Venture Partners e Thrive Capital.

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Google correndo atrás do prejuízo

É preciso dizer que a aquisição da Wiz poderia ajudar o Google a alcançar a Microsoft e a Amazon num mercado de computação em nuvem (cloud computing) cada vez mais competitivo.

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A computação em nuvem é uma das novas fronteiras da tecnologia, permitindo armazenar bases de dados e serviços fora de data centers, o que barateia o processo de estocagem de informações, além de permitir um acesso facilitado a esses números, entre outras coisas.

Esse segmento cresceu na Microsoft em 2023, que soube aproveitar o momento e impulsionou tecnologias relativas à Inteligência Artificial. Já no Google, as receitas do setor de cloud vieram apenas levemente melhores do que o esperado, o que sinalizou que a Alphabet poderia estar ficando para trás na concorrência. 

Microsoft e Amazon lideram o mercado de computação em nuvem, ainda que o Google tenha declarado em seus balanços que sua unidade de cloud computing tem sido lucrativa em trimestres consecutivos, após anos de operação deficitária.

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Mas só o crescimento não é suficiente

É verdade que essa nova fronteira da tecnologia abre bastante espaço para otimismo, mas o governo dos Estados Unidos também está de olho nesse setor. 

Isso porque o tema cibersegurança é de interesse não apenas das empresas, mas também no que se pode chamar de “guerra virtual” entre países, que pode incluir ataques hackers ou exploração de falhas de segurança. 

Por isso, o governo norte-americano pode acionar sistemas antitruste (isto é, contra o monopólio desse setor), caso a aquisição da Wiz realmente se concretize. 

Por exemplo, a Microsoft recentemente foi atingida por uma série de ataques hacker que expuseram clientes privados e públicos. Um relatório do governo dos EUA criticou a empresa no início do ano porque a falha permitiu que hackers supostamente ligados ao governo chinês roubassem e-mails de funcionários públicos. 

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