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O bônus multibilionário já havia sido aprovado em 2018, mas foi barrado pela Justiça de Delaware. A votação para a reavaliação do pacote salarial de Elon Musk ocorre nesta quinta-feira (13)
Esta quinta-feira (13) é um dia crucial para a Tesla e seu CEO, Elon Musk. Isso porque os acionistas decidem hoje, em reunião anual da companhia, sobre o pagamento de um bônus salarial de US$ 56 bilhões para o fundador da Tesla.
Mas Elon Musk está confiante. Na última quarta-feira (12), antes mesmo da votação acontecer, ele afirmou que a medida havia sido reaprovada pelo conselho. O comentário foi feito por meio da plataforma X, antigo Twitter.
O bônus multibilionário de Elon Musk já havia sido validado em 2018, na maior remuneração salarial da história dos EUA. O pagamento foi aprovado por 73% dos acionistas na época, desconsiderando o voto do próprio fundador da empresa.
No entanto, um dos investidores da companhia, Richard Tornetta, classificou a medida como um pagamento excessivo e entrou com um processo judicial contra o CEO.
A ação se estendeu até o início deste ano, quando a juíza de Delaware, estado em que a Tesla possui registro, decidiu bloquear o pagamento por entender que o bônus não era justo com os demais acionistas da empresa.
Após a decisão, Elon Musk se pronunciou por meio da rede social X, antigo Twitter. “Nunca constitua sua companhia no estado de Delaware”. O bilionário também realizou uma votação na plataforma sobre alteração do registro para o estado do Texas.
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Na reunião desta quinta-feira (13), os investidores também devem votar sobre a possível transferência da empresa para fora de Delaware. Segundo uma publicação de Elon Musk na plataforma X, os acionistas também aprovaram a migração para o Texas.

Após a publicação sobre a aprovação do bônus salarial para Elon Musk, as ações da Tesla passaram a disparar. No pré-mercado de Nova York, os papéis da companhia chegaram a alcançar valorização 7%. No fechamento do pregão regular, as ações fecharam em alta de quase 3%.
Segundo a Tesla, o pacote salarial de 2018 de Elon Musk exigia que o bilionário gerasse um “crescimento transformador e sem precedentes” para receber qualquer remuneração. A companhia vinculava as metas de desempenho e lucratividade para calcular o valor recebido pelo bilionário.
“Em 2018, pedimos crescimento e conquistas inacreditáveis. Elon cumpriu: Os acionistas da Tesla beneficiaram de um crescimento sem precedentes sob a liderança de Elon e a Tesla cumpriu cada uma das metas do pacote salarial do CEO para 2018.”
No entanto, parte dos acionistas avalia que muita coisa mudou de 2018 para os dias de hoje.
Em 2024, a Tesla vem enfrentando uma forte concorrência de fabricantes chinesas, o que levou a uma redução da participação da empresa de Elon Musk no mercado automobilístico da China.
Além disso, a fabricante apresentou resultados abaixo do esperado para o primeiro trimestre de 2024. Em abril, a Tesla reportou o menor lucro por ação trimestral desde 2012.
Para os defensores do pacote salarial, o pagamento do bônus para Elon Musk é essencial para a recuperação e o sucesso futuro da Tesla. Segundo os acionistas que estão a favor da compensação, a anulação do bônus incentivaria o bilionário a levar seus esforços para outras empresas.
Entre os defensores do pacote salarial estão alguns investidores de peso, Cathie Wood, CEO e diretora de investimentos da Ark Invest. Ron Baron, CEO da Baron Capital e que tem a Tesla como uma de suas principais participações, também está entre os acionistas que aprovam a medida.
“Elon é o 'homem-chave' definitivo”, afirmou Baron. “Sem sua motivação incansável e padrões intransigentes, não haveria Tesla.”
Do outro lado do ringue, os investidores que são contra a aprovação do pacote salarial argumentam que o desempenho financeiro da empresa não tem sido à altura para justificar um retorno tão significativo para o bilionário.
Além disso, os acionistas afirmam que Elon Musk está distraído. Com a compra do X (antigo Twitter) pelo bilionário e o avanço da empresa Neuralink em relação ao implante de chips no cérebro, os críticos do pacote salarial sinalizam que os esforços do CEO da Tesla estão voltados para seus outros projetos.
Um dos investidores que já revelaram que não estão de acordo com o pagamento do bônus é o fundo soberano da Noruega, oitavo maior acionista da Tesla.
A instituição norueguesa também criticou a falha do acordo em mitigar o "risco de pessoa-chave" — isto é, quando um desempenho significativo da empresa depende de um único indivíduo.
A Institutional Shareholder Services e Glass Lewis, principais consultores de procuração, também se posicionaram contra a medida e recomendaram que os investidores não aprovem o pacote.
*Com informações da CNN e CNBC
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