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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

NÃO PAGOU PRA VER

Chinesas querem demolir a Tesla, mas Elon Musk não vai deixar — o bilionário contra-ataca para bater as rivais

O CEO da fabricante de carros elétricos reconheceu o sucesso das asiáticas no setor automotivo e resolveu ele mesmo começar a agir para não ficar para trás nesse mercado

Carolina Gama
1 de fevereiro de 2024
17:10 - atualizado às 14:42
elon musk china bitcoin
Imagem: Adobe Stock/Shutterstock - Montagem: Giovanna Figueredo

Quando divulgou os últimos resultados trimestrais da Tesla, no mês passado, Elon Musk reconheceu que as fabricantes chinesas irão demolir as rivais do setor automobilístico. Na ocasião, o bilionário defendeu a aplicação de barreiras comerciais para proteger seu próprio negócio. 

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“Honestamente, eu acho que se não forem estabelecidas barreiras comerciais, elas irão praticamente demolir a maioria das outras empresas automobilísticas do mundo”, disse Musk na ocasião. 

Só que o bilionário não quis pagar para ver e resolveu ele mesmo começar uma movimentação para conter o que chamou de “sucesso significativo” das concorrentes asiáticas. 

Elon Musk contra a demolição chinesa

Para evitar ser vítima do que ele mesmo previu, Elon Musk resolveu fazer um upgrade em um dos modelos de carros elétricos que a Tesla vende na China

Agora, o hardware autônomo do carro Modelo Y virá com Hardware 4.0 (HW 4.0) gratuitamente quando o cliente adquirir o veículo. 

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O HW 4.0 é um conjunto de câmeras, sensores e computador de bordo projetado para melhorar o software experimental de assistência ao motorista da Tesla, que é comercializado como Full Self-Driving Beta ou FSD Beta.

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A Tesla não lançou oficialmente o FSD Beta na China, embora a imprensa estatal tenha reportado em novembro que a fabricante de carros elétricos está tentando lançá-lo por lá. 

As empresas chinesas de veículos elétricos têm procurado aumentar a concorrência concentrando-se na tecnologia em áreas como características de condução autónoma e melhores baterias.

A mais recente atualização de hardware da Tesla é uma forma de responder a isso. 

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Além do upgrade, a empresa de Musk também lançou as novas cores vermelho, cinza e prata para o Modelo Y na China.

Tesla e as ferozes rivais chinesas

A mudança da Tesla para atualizar o Modelo Y ocorre na ausência de novos carros para o mercado de massa da montadora, que enfrenta a concorrência crescente na China — um de seus mercados mais importantes.

Para se ter uma ideia do tamanho dessa concorrência, no quarto trimestre de 2023, a gigante automobilística chinesa BYD — apoiada por Warren Buffett — vendeu mais carros elétricos do que a Tesla.

Mas não é só a BYD que a Tesla enfrenta. A empresa de Elon Musk também encara rivais como Nio e Xpeng e a demanda mais fraca. 

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No ano passado, a Tesla precisou reduzir os preços em todos os mercados nos quais atua para estimular a procura, o que pesou nas margens da empresa. 

Na semana passada, a empresa de Elon Musk alertou os investidores que o crescimento do volume de veículos em 2024 “pode ser notavelmente menor” do que o de 2023. 

*Com informações da CNBC

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