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Os papéis entraram em leilão três vezes por oscilação máxima permitida pela B3; a temperatura dos ganhos baixou, mas a varejista ainda aparece entre as cinco maiores altas do principal índice da bolsa brasileira
Quem tem aquele carrinho de compras cheio de ações nesta terça-feira (20), vale dar uma olhada se Carrefour (CRFB3) está por lá. Os papéis da varejista entraram em leilão três vezes por oscilação máxima permitida e, depois disso, passaram a subir quase 10%.
O impulso ocorre depois que o Carrefour reportou o balanço do quarto trimestre de 2023.
Os resultados financeiros mostraram um Ebitda ajustado de R$ 1,875 bilhão — embora represente uma queda de 5% em termos anuais, veio bem acima das projeções.
Por volta de 13h15, as ações do Carrefour subiam 7,75%, cotadas a R$ 11,68 — a segunda maior alta do Ibovespa. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
O Grupo Carrefour Brasil apresentou lucro líquido ajustado — desconsiderando outras receitas e despesas e o correspondente efeito financeiro e tributário — de R$ 520 milhões no quarto trimestre de 2023, uma queda de 5,4% em relação ao mesmo período de 2022.
Sem o ajuste, a varejista registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 565 milhões, frente a um montante positivo de R$ 426 milhões um ano antes.
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O Ebitda ajustado foi de R$ 1,875 bilhão, recuo anual de 5%. A margem Ebitda ajustada caiu 0,3 ponto porcentual (pp), para 6,7%.
A receita líquida do Carrefour somou R$ 28,062 bilhões, uma queda de 0,3%. Já as vendas consolidadas do Grupo Carrefour Brasil totalizaram R$ 31,085 bilhões, representando uma baixa anual de 1,2%.
A reação positiva do mercado com o balanço do Carrefour já era esperada, por exemplo, pelo Citi.
O banco norte-americano destacou as menores despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) recorrentes, que explica o Ebitda ajustado acima do projetado.
"O SG&A consolidado recorrente ficou 2% abaixo do esperado pelo Citi, o que explica o Ebitda ajustado 5% acima do esperado", diz o Citi em relatório, destacando que o SG&A menor evidencia as eficiências anunciadas pela administração durante o Investor Day.
Já o Bradesco BBI destaca que o balanço do quarto trimestre de 2023 abre caminho para uma geração de caixa sustentável daqui para frente.
"Em termos nominais, o Ebitda ajustado ainda ficou 5% abaixo do ano anterior, mas há sinais verdes nos resultados do quarto trimestre de 2023 do Carrefour Brasil que devem estabelecer as bases para a geração de caixa sustentável daqui para frente", diz o BBI em relatório.
Assim como em toda compra, vale ter cautela na hora de colocar as ações do Carrefour no carrinho.
Segundo o Citi, apesar dos pontos positivos sinalizarem um futuro mais próspero, o balanço mostrou uma queda no faturamento e muitos eventos extraordinários — com as vendas líquidas caindo 1% em relação ao quarto trimestre de 2022 devido às vendas mesmas lojas (SSS) negativas no Atacadão e em C&C (-2,8%) e no Varejo em (-6,4%).
Além disso, a margem bruta do Carrefour Brasil recuou 1,60 pp no comparativo anual, para 20%, refletindo o impacto negativo tanto no Varejo quanto no Sam's Club.
Diante desse fatores, o Citi reiterou a recomendação neutra/alto risco para a ação do Carrefour Brasil, com preço-alvo de R$ 12,50 — o que representa um potencial de valorização de 15,3% sobre o fechamento de segunda-feira (19).
Já o Bradesco BBI reiterou a recomendação de compra para os papéis do Carrefour, com preço-alvo de R$ 16 — o que representa um potencial de valorização de 47,6% sobre o último fechamento.
O BBI argumenta que, em geral, a gestão do Carrefour Brasil tem estabelecido um tom mais pragmático desde meados de 2023, que acelerou a recuperação operacional.
Além disso, o banco vê um aumento mais evidente nas operações ao longo de 2024, uma vez que a inflação dos alimentos deve se tornar o vento favorável e as lojas convertidas devem amadurecer em vendas e rentabilidade.
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