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Maria Eduarda Nogueira

Maria Eduarda Nogueira

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital na ESPM. Atualmente, está baseada em Paris, onde faz mestrado em comunicação e mídias digitais na Sorbonne e cobre temas como luxo, turismo e arte.

ENTROU PRO CLUBE

Bem-vindo ao mundo dos trilionários, Warren Buffett: Berkshire Hathaway é a única empresa americana não-tech a atingir US$ 1 trilhão

Conglomerado do Oráculo de Omaha entra para o Clube do Trilhão, juntando-se à Apple, Nvidia, Amazon e outras

Maria Eduarda Nogueira
Maria Eduarda Nogueira
28 de agosto de 2024
13:00 - atualizado às 7:35
Warren Buffett
Warren Buffett - Imagem: Canva/Montagem - Maria Eduarda Nogueira

O presente de aniversário de Warren Buffett veio dois dias adiantado: prestes a completar 94 anos, o Oráculo de Omaha viu sua empresa entrar para o Clube do Trilhão. A Berkshire Hathaway é, agora, a primeira e única empresa dos Estados Unidos fora do setor de tecnologia a atingir US$ 1 trilhão em valor de mercado. 

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Se fosse no Brasil, a companhia valeria aproximadamente R$ 5,5 trilhões, considerando o câmbio atual. 

Neste ano, as ações do conglomerado já sobem mais de 28%, o que é, inclusive, acima dos ganhos de 18% do S&P 500, principal índice da bolsa norte-americana. 

Vale lembrar que os papéis são divididos em dois tipos: classe A (com direito ao voto) e classe B. Por nunca ter feito o “split” (desdobramento) das ações, uma única ação classe A da Berskhire Hathaway custa 68% a mais do que o preço médio de uma casa nos EUA. 

A classe B, por sua vez, negocia a aproximadamente US$ 465. Na bolsa brasileira, o BDR BERK34 custa em torno de R$ 128. 

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Na justificativa do próprio Buffett, o preço alto das ações “atrai mais investidores de longo prazo, que priorizam a qualidade”. Ele chegou até a afirmar que alguns acionistas usam o papel como uma “conta poupança”. 

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Não há um fator concreto para a Berkshire entrar para o mundo dos trilionários justamente no dia de hoje. 

Mas o mercado especula dois motivos: a aposta no avanço da economia norte-americana, do qual os negócios de Buffett poderiam se beneficiar; ou a empresa é vista como uma “fortaleza” na geração de caixa e pode gerar renda de forma estável em meio a um cenário macro incerto. 

A nova integrante do Clube do Trilhão

Diferentemente das outras companheiras no Clube do Trilhão, a Berkshire Hathaway não é uma tech. 

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  • As outras empresas que têm US$ 1 trilhão em valor de mercado são: Apple, Nvidia, Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta. 

A maior parte do caixa da Berkshire está em títulos de curto prazo do Tesouro norte-americano: US$ 234 bilhões para ser mais exato, de acordo com o balanço do 2T24. O valor é tão alto que a empresa do Oráculo  de Omaha tinha mais títulos desse tipo no período do que o próprio Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Buffett tomou o controle da companhia nos anos 1960, quando ela era apenas um empreendimento têxtil em dificuldades financeiras. Desde então, a empresa foi diversificando o portfólio principalmente para negócios da Velha Economia, como energia, varejo e setor de seguros.  

Hoje em dia, o conglomerado tem investimentos nos mais diversos ramos – inclusive uma posição significativa em Apple, que contribuiu para que a holding chegasse a US$ 1 trilhão de em valor de mercado.

*Com informações da CNBC

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