🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

EU SOU ‘EU’ AMANHÃ?

Banco do Brasil (BBAS3) volta a crescer mais no crédito do que a concorrência: é para preocupar ou não? Executivos respondem

Para a CEO do banco, Tarciana Medeiros, e o CFO da instituição, Marco Geovanne da Silva, o avanço no crédito não se trata de uma estratégia de “mar aberto” desta vez

Renan Sousa
Renan Sousa
8 de agosto de 2024
13:22 - atualizado às 14:26
Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil
Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil - Imagem: Nilton Fukuda/Perspectiva

O balanço do Banco do Brasil (BBAS3) veio com uma série de boas notícias para os investidores. A instituição não apenas teve um lucro maior do que das projeções, como também manteve uma rentabilidade acima dos 20% e anunciou dividendos e juros sobre capital próprio que somam os R$ 2,6 bilhões. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, analistas e investidores preferiram olhar com mais cautela as várias linhas do balanço do banco público, especialmente aquela que diz respeito à concessão de crédito. 

Isso porque o Banco do Brasil apresentou um aumento de 13,2% na carteira de crédito ampliada nos últimos 12 meses. O saldo de financiamentos do banco atingiu a marca de R$ 1,182 trilhão no fim de junho.

Acontece que esse aumento foi maior do que o da concorrência, superando o crescimento da carteira de crédito do Itaú (8,9%), do Santander (7,8%) e do Bradesco (5,0%) no mesmo intervalo. 

Além disso, o Banco do Brasil também anunciou a mudança nas projeções (guidance) para o fim de 2024. A linha de provisões para perdas no crédito saiu da faixa entre os R$ 27 bilhões e R$ 30 bilhões para o intervalo entre R$ 31 bilhões e R$ 34 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas em uma coletiva online com jornalistas, a CEO do banco, Tarciana Medeiros, e o CFO da instituição, Marco Geovanne da Silva, deram sua visão sobre o tema, na tentativa de acalmar uma possível reação negativa.

Leia Também

Nesta quinta-feira (8), as ações do Banco do Brasil caem 0,95% por volta das 12h38, negociadas a R$ 26,03. 

Veja as principais linhas do balanço do Banco do Brasil — e os comentários dos executivos da instituição:

IndicadorBanco do Brasil
Lucro líquido recorrenteR$ 9,502 bilhões
ROAE21,60%
Carteira de Crédito AmpliadaR$ 1,182 trilhão
Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil (BBSA3): estratégia de “mar aberto” 2?

Os executivos comentam que a estratégia atual do banco é baseada em modelos já utilizados anteriormente e em outras linhas específicas de crédito dentro da instituição. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nas palavras de Marco Geovanne, o crescimento da oferta de crédito no segundo trimestre foi maior do que a concorrência porque “o Banco do Brasil fez a sua lição de casa antes e identificou os riscos do mercado primeiro” e aproveitou o cenário favorável do primeiro semestre para oferecer mais crédito. 

Ele ainda explica que esse crescimento também não foi “a qualquer custo”.

A referência de Geovanne vem da década passada, quando os bancos públicos aceleraram a oferta de crédito com taxas mais baixas. Mas a estratégia acabou dando errado e gerou uma alta inadimplência no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.

Inadimplência e risco calculado no Banco do Brasil (BBSA3)

Seja como for, a concessão de crédito mais forte em momentos econômicos incertos costuma ligar uma luz amarela sobre uma potencial inadimplência futura.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobre esse tema, a presidente do Banco do Brasil afirmou: “nós vamos passar a utilizar a lógica do mercado, de ganhar mais resultado em públicos que nós já conhecemos com o histórico que já temos.”

“Vamos correr um pouco mais de risco, mas um risco calculado, pensado, e com modelos que nos dão plena segurança do que nós estamos propondo para a execução dessa estratégia”, conclui Tarciana Medeiros.

Ameaça aos dividendos?

Ainda que os executivos tenham tentado acalmar a situação em relação à concessão de crédito, outra preocupação também diz respeito ao pagamento de proventos.

Junto com a apresentação do balanço, banco anunciou que pretende pagar pouco mais de R$ 866 milhões em dividendos e outros R$ 1,795 bilhão em JCP aos acionistas

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando questionado se havia chances de uma redução nos dividendos até o final do ano, Geovanne afirmou que o guidance para o lucro continuava o mesmo — portanto, os proventos estariam garantidos. 

Porém, ao ser perguntado se o payout — isto é, o percentual do lucro que será distribuído entre os acionistas como dividendos — poderia subir de dos atuais 45% para 55%, o CFO do Banco do Brasil afirmou que “45% é um payout adequado que nos permite contribuir com a expansão dos nossos negócios.”

Além disso, os executivos reforçaram que pretendem manter a rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) do Banco do Brasil acima de 20%.

No balanço mais recente, o banco manteve um ROE de 21,6%, permanecendo abaixo daquele registrado pelo Itaú Unibanco (22,4%), porém superando de longe o do Santander (15,5%) e do Bradesco (10,8%) em mais um trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Banco do Brasil (BBSA3) com um pé no segundo semestre

As perdas recentes nos mercados financeiros no início da semana também levantaram dúvidas sobre o cenário projetado para o segundo semestre deste ano. 

Isso porque o cenário macroeconômico começa a dar sinais de fraqueza frente ao cenário de juros elevados nos Estados Unidos, o que pode, inclusive, afetar a trajetória de juros brasileira. 

Para os executivos do Banco do Brasil, no entanto, esses problemas não afetam o cenário-base para o segundo semestre.

Eles explicam que continuam trabalhando com uma taxa de juros de 10,5% ao fim de 2024 e com início de cortes no primeiro semestre de 2025. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Rufem os tambores: o que os analistas acharam do balanço

Em linhas gerais, os analistas definiram o resultado do Banco do Brasil como “mistos” e “mais fracos”, ainda que apresentem uma crescente melhora. 

Começando pelo Itaú BBA, os analistas enxergam como positivos os crescimentos do lucro e da ROE, porém destacam que “tendências implícitas” estão cada vez mais fracas. Com isso, a preferência continua em nomes como Santander Brasil e Bradesco. 

Já os especialistas do Goldman Sachs também destacam as tendências positivas de lucro e ROE, mas observam que as receitas com intermediação financeira (NII) dos clientes permaneceu relativamente fraca — ainda que parcialmente compensada pela melhora na cobrança de taxas. 

Por último, os analistas do JP Morgan e do BTG Pactual reiteram a recomendação de (ou o equivalente a) compra dos papéis (BBSA3), destacando que a revisão do guidance pode implicar em lucros marginalmente menores. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como último comentário, o CFO do Banco do Brasil ressaltou que os analistas resolveram enxergar o “copo meio vazio”, reafirmando que as demais linhas como lucro e rentabilidade seguem altas. “Como que isso é ruim? Olha a volatilidade que o mercado está e a gente está ganhando em várias frentes”, diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NOVO PESO-PESADO NA B3 

Bradesco (BBDC4) coloca a Bradsaúde no jogo da B3, Odontoprev (ODPV3) reage forte — há espaço para mais um gigante da saúde?

27 de fevereiro de 2026 - 13:22

Nova gigante nasce com escala bilionária e mira Novo Mercado — mas o que muda para Rede D’Or, Fleury e Mater Dei? 

BALANÇO FRACO

Qualicorp (QUAL3) reverte lucro em prejuízo líquido, e ação cai forte na bolsa; saiba como está a saúde da operadora de planos de saúde

27 de fevereiro de 2026 - 11:46

Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.

A MAIS-VALIA DO BRADESCO

“É o momento certo de capturar valor”: CEO do Bradesco (BBDC4) revela plano para destravar até R$ 50 bilhões com a Bradsaúde

27 de fevereiro de 2026 - 11:43

Banco separa ativos de saúde via IPO reverso da Odontoprev e aposta que mercado vai reprecificar a “joia escondida” no balanço

FIM DA BATALHA

Netflix (NFLX34) abandona a Warner após sangria de US$ 170 bilhões na bolsa — e ações comemoram em disparada

27 de fevereiro de 2026 - 9:03

O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman

NASCE UM GIGANTE

Bradesco (BBDC4) prepara a joia da coroa para a bolsa: vem aí a Bradsaúde no Novo Mercado da B3

27 de fevereiro de 2026 - 7:33

Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa

SURFANDO O RALI

Ibovespa em recorde ajuda a turbinar lucro da B3 (B3SA3); resultado do 4T25 supera expectativas

26 de fevereiro de 2026 - 19:58

Dona da bolsa brasileira lucra R$ 1,4 bilhão no período, com crescimento em todos os segmentos

DINHEIRO NO BOLSO DO ACIONISTA

Além dos dividendos: Itaú Unibanco (ITUB4) anuncia R$ 3,85 bilhões em JCP; veja valor por ação e quem tem direito

26 de fevereiro de 2026 - 19:11

Remuneração será igual para ações ordinárias e preferenciais, com pagamento até 31 de agosto de 2026

DEPOIS DO RALI

A Vale (VALE3) subiu demais? O vilão que fez o BofA deixar de recomendar a compra das ações e elevar o preço-alvo a R$ 95

26 de fevereiro de 2026 - 17:54

Banco reconhece que a companhia mantém disciplina de custos e forte execução operacional, mas chama atenção para uma dinâmica perigosa para as ações

SINAL VERDE?

Marcopolo (POMO4) surpreende no balanço e ações aceleram na bolsa. Vale comprar ou ficar de fora? Analistas respondem

26 de fevereiro de 2026 - 16:31

Balanço melhor que o esperado traz alívio aos investidores, mas projeções mais fracas para o início de 2026 limitam o otimismo

R$ 1,7 BILHÃO BATENDO À PORTA

Por que o Pão de Açúcar está ‘na berlinda’? Qual é a real situação da empresa hoje e o que deu errado nos últimos anos

26 de fevereiro de 2026 - 16:02

Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante

ESQUENTA

Nova ação de saneamento na bolsa? Aegea dá sinais de um possível IPO; veja o que se sabe até agora

26 de fevereiro de 2026 - 13:16

A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura

O PIOR PASSOU?

Azul (AZUL53) dá tchau para o fundo do poço? S&P eleva a nota de crédito da companhia aérea após o fim da recuperação judicial

26 de fevereiro de 2026 - 12:01

A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou

MAIS UM REVÉS PARA A EMPRESA

Fictor Alimentos (FICT3) finalmente se envolve na RJ da holding e agora corre grande risco; veja o que está em jogo

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta

AUMENTO DE CAPITAL

A conta aumentou: Banco de Brasília (BRB) busca aporte de quase R$ 9 bilhões com acionistas após caso do Banco Master; entenda

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.

A ESTRELA DO MERCADO CAIU?

Rede D’Or (RDOR3) tem alta de 39,2% no lucro, mas ação cai forte na bolsa; expectativas estavam altas demais?

26 de fevereiro de 2026 - 10:40

A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima

ALÍVIO NO CAPITAL

Banco do Brasil (BBAS3) quer mais fôlego no balanço e renegocia prazo para pagamento de R$ 4,1 bilhões ao Tesouro

26 de fevereiro de 2026 - 10:12

Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027

PROVENTOS NO RADAR

Engie Brasil (EGIE3) anuncia mais de meio bilhão de reais em dividendos após balanço do 4T25

25 de fevereiro de 2026 - 19:57

Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado

BTG SUMMIT 2026

Executivos da Amazon e do Google alertam: a IA é uma questão de sobrevivência para as empresas

25 de fevereiro de 2026 - 19:30

Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita

BALANÇO

Nubank (ROXO34) surpreende no 4T25: lucro cresce 50% e ROE atinge máxima histórica de 33%

25 de fevereiro de 2026 - 18:21

Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques

PLANO OUSADO... OU TEDIOSO?

Santander Brasil (SANB11) crava data para alcançar o sonhado ROE acima de 20%; banco mira eficiência na briga com fintechs

25 de fevereiro de 2026 - 16:29

Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar