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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DE OLHO NO LONGO PRAZO

Aura Minerals (AURA33) retira meta de produção de ouro para 2025 — mas há um bom motivo por trás da decisão

A companhia esperava alcançar 450 mil onças de ouro equivalente (GEO) de produção anualizada até o final do ano que vem, mas agora quer mais

Camille Lima
Camille Lima
26 de agosto de 2024
12:10 - atualizado às 12:03
Mineração de ouro, principal atividade da empresa Aura Minerals (AURA33)
Mineração de ouro, principal atividade da Aura Minerals (AURA33) - Imagem: Shutterstock

A Aura Minerals (AURA33) decidiu nesta segunda-feira (26) atualizar suas projeções de longo prazo. Agora, a mineradora canadense já não mira mais a meta ambiciosa de produção para 2025. 

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A companhia retirou a projeção de alcançar 450 mil onças de ouro equivalente (GEO) de produção anualizada até o final do ano que vem — citada pelo CEO Rodrigo Barbosa como a principal avenida para destravar valor para os acionistas

No entanto, essa decisão não deveria preocupar os investidores. Pelo contrário, aliás. 

Segundo a Aura, a retirada do “guidance” acontece porque as estimativas ficaram “pequenas”: a expectativa agora não é só atingir, como também superar a marca de 450 mil GEO nos próximos anos.

A decisão teve como base a perspectiva de aumento do tamanho do projeto Matupá, de acordo com o fato relevante enviado à CVM.

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“Reiteramos nosso compromisso com o plano de superar a marca de 450 mil GEO no médio prazo, continuando a avançar tanto na implementação de Matupá quanto na otimização de nossos ativos existentes e na avaliação de potenciais aquisições”, disse o CEO, em nota. 

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Os BDRs da mineradora (AURA33) iniciaram o pregão desta segunda-feira em alta de 1,48%, negociados a R$ 18,57 na B3. No acumulado do ano, a valorização chega a 65%, em linha com a alta das cotações internacionais do ouro.

A produção da Aura Minerals (AURA33)

A revisão da perspectiva da Aura Minerals (AURA33) para o projeto Matupá segue a descoberta de um “aumento significativo no potencial geológico da região”.

Com o objetivo de maximizar o retorno dos investimentos, a companhia decidiu adiar o início da construção do projeto Matupá temporariamente.

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O adiamento vem na esteira de recentes aquisições dos projetos Pezão e Pé Quente e em meio ao trabalho de exploração realizado nos alvos Serrinhas e X2.

“A decisão de postergar o início da construção de Matupá reflete nossa estratégia de maximizar o retorno sobre o capital investido. O potencial que vemos em Matupá poderá ampliar substancialmente o retorno do Projeto para os nossos acionistas”, afirmou o CEO Rodrigo Barbosa. 

A ideia da companhia é “avançar no conhecimento geológico dos novos alvos com o objetivo de ter uma visibilidade melhor sobre o potencial do projeto”, segundo o comunicado. 

Enquanto a construção de Matupá permanece suspensa, a Aura pretende direcionar os esforços em suas iniciativas de aumento de produtividade e eficiência dos ativos, como a expansão da capacidade da mina de Almas e a construção do projeto Borborema, que deve entrar em produção no primeiro trimestre de 2025.

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