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A companhia reportou ontem um lucro líquido de R$ 267 milhões no primeiro trimestre de 2024, maior valor já registrado para um primeiro trimestre
Depois de um pregão difícil na bolsa de valores ontem, as ações da Multiplan (MULT3) vivem um dia de glória nesta sexta-feira (26), com direito à uma posição entre as maiores altas do Ibovespa.
Por volta das 14h20, os papéis operavam com um avanço de 4,72%, a R$ 24,16 — acompanhe a nossa cobertura completa de mercados.
Além da recuperação das perdas da véspera, que foram disseminadas entre as administradoras de shopping e provocadas por incertezas quanto aos efeitos da reforma tributária no setor, a performance também é fruto da publicação de um balanço elogiado.
A Multiplan reportou ontem um lucro líquido de R$ 267 milhões no primeiro trimestre de 2024. A cifra é 28,9% superior aos R$ 207,2 milhões registrados no mesmo período do ano passado e também representa o maior valor já registrado para um primeiro trimestre.
Além do lucro recorde, o diretor presidente da companhia, Eduardo Peres, destacou, em teleconferência realizada mais cedo, que o endividamento é o menor dos últimos dez anos.
A dívida bruta da empresa encerrou o primeiro trimestre em R$ 3,19 bilhões, com queda de 1,9% ante os últimos três meses do ano passado. Segundo Peres, a redução dá à companhia a oportunidade de manter o ritmo de crescimento das operações ao mesmo tempo em que aumenta os lucros.
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Por isso, a Multiplan deve seguir uma estratégia oposta à da rival Allos (ALOS3), por exemplo — que vendeu participações em diversos shoppings no ano passado para reduzir a alavancagem —, e não vê necessidade de alienar ativos.
“É tudo uma questão de preço. Pode acontecer? Pode. Mas, com esse nível de endividamento temos essa necessidade? Eu não vejo. Tem que ser muito bom o preço para nos movermos nessa direção, até porque o nosso objetivo é crescer, e não diminuir”, afirmou o executivo durante a teleconferência de hoje.
De volta ao balanço da Multiplan, os números reportados ontem foram bem-recebidos pelos analistas do Santander e da Genial. Ambas as casas mantiveram a recomendação de compra para os papéis MULT3, com preço-alvo de R$ 36 por ação.
Para o Santander, a indicação é justificada não só pelo balanço forte, mas também pelo valuation “excessivamente descontado” na comparação com os padrões históricos.
O banco afirma ainda que os ativos da companhia tem “qualidade diferenciada”, o que garante à Multiplan poder de barganha com os lojistas.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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