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A aprovação já era dada como certa pelo mercado e a previsão é que a operação seja reiniciada no segundo semestre de 2025
A diretoria da Petrobras (PETR4) deu luz verde nesta quinta-feira (6) ao retorno das atividades da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados (Ansa) — subsidiária integral da petroleira que está hibernada desde 2020.
A aprovação já era dada como certa pelo mercado, mas a importância não pode ser ignorada, já que marca a volta dos investimentos da Petrobras em fertilizantes — uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Vale lembrar que a cobrança por celeridade nesse tipo de projeto fez parte da lista de insatisfações de alas do governo que queriam tirar Jean Paul Prates do comando da estatal. Ele acabou sendo demitido por Lula no mês passado.
"Diante da revisão das diretrizes estratégicas da companhia aprovadas no ano passado, o investimento na produção de fertilizantes voltou a fazer parte do portfólio da Petrobras, conforme plano Estratégico 2024-2028", diz a Petrobras.
A previsão é que a operação seja reiniciada no segundo semestre de 2025.
A planta, localizada no Paraná, está hibernando desde 2020 e o ex-presidente Jair Bolsonaro tinha planos de vender a companhia.
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Quando suspendeu as atividades da Araucária Nitrogenados, a Petrobras alegou que a companhia dava prejuízos e que os resultados indicavam a falta de sustentabilidade do negócio. A Ansa foi adquirida pela estatal em 2013.
Com o fechamento da unidade, cerca de 1.000 empregados foram demitidos — 400 diretos e 600 indiretos.
Mas o projeto de reabrir a fábrica foi retomado com a contratação de estudos de viabilidade técnica e financeira que passaram pela análise da atual diretoria executiva e pelo Conselho de Administração da Petrobras.
O Brasil está entre os cinco maiores consumidores de fertilizantes do mundo e importa 85% do que utiliza.
A unidade da Petrobras tem capacidade de produção de 720 mil toneladas por ano de ureia e 475 mil toneladas por ano de amônia, usadas na produção de fertilizantes, além de 450 mil m³ por ano do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32).
O resíduo asfáltico é a matéria-prima para a fabricação e é obtido via Refinaria Getúlio Vargas, a Repar, unidade da estatal também localizada na cidade de Araucária, no Paraná.
Segunda a Petrobras, serão iniciados os procedimentos necessários à retomada da fábrica, incluindo a publicação dos editais para contratação de serviços de manutenção e de materiais críticos.
Com a decisão, a estatal autoriza também que a Ansa celebre acordo e efetue a contratação dos antigos empregados, condicionada à homologação do acordo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
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