Piora da bolsa e alta do dólar: culpa de Lula? Campos Neto rebate as recentes declarações do petista que abalam o mercado
Em reunião do Conselhão, o petista chamou de “cretinos” aqueles que teriam atribuído a alta do dólar à entrevista que ele concedeu na quarta-feira (26), quando a moeda norte-americana atingiu o maior patamar desde janeiro de 2022
A relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chefe do Banco Central, Roberto Campos Neto, não é das melhores desde antes de o petista ocupar o Palácio do Planalto — na campanha presidencial, ele já condenava os juros considerados altos e criticava o trabalho da autoridade monetária. Os dois até tiveram um período de trégua, que não durou muito.
Embora Campos Neto tenha evitado entrar em polêmica nesta quinta-feira (27) sobre as declarações de Lula em relação tanto ao seu trabalho à frente da autoridade monetária quanto à política fiscal, ele não deixou passar batido.
Ao responder se os ataques de Lula dificultam o trabalho do BC, Campos Neto observou que, conforme mostra o comportamento do mercado em tempo real, houve piora de preços de ativos e de variáveis econômicas em momentos de pronunciamento do presidente.
Ele ponderou que o aumento do prêmio de risco, com volatilidade, afeta o canal das expectativas e, consequentemente, a potência da política monetária, tornando, sim, mais difícil o trabalho do BC ao longo do tempo.
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O balanço de riscos do BC
Campos Neto, da mesma forma, procurou não comentar as falas em que Lula descarta a ideia de desvincular os reajustes de benefícios previdenciários do salário mínimo.
Segundo o presidente do BC, não faz sentido comentar medidas específicas relacionadas às contas públicas, acrescentando que o que importa são os desdobramentos da política fiscal na função de reação do Banco Central.
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Apesar da avaliação de que ruídos fiscais contribuem para elevar o prêmio de risco, Campos Neto explicou por que as incertezas fiscais não voltam ao balanço de riscos do Comitê de Política Monetária (Copom).
Ao contrário das expectativas, os números das contas públicas de curto prazo têm sido positivos, lembrou, de modo que não faz sentido dar peso muito grande ao fiscal no balanço.
"Entendemos que estamos passando por ruídos de curto prazo e precisamos falar mais de variáveis estruturais", disse.
Campos Neto afirmou também que a estratégia do BC de não antecipar os próximos passos do Copom, com o fim do forward guidance, não significa que a autoridade monetária não esteja vigilante.
Nesse ponto, ele reafirmou que a desancoragem das expectativas de inflação preocupa muito o BC.
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O recado de Lula para quem aposta no dólar alto
Em entrevista concedida ao UOL na quarta-feira (26), Lula afirmou que quem apostar no fortalecimento do dólar ante o real "vai perder dinheiro" e disse que não tinha culpa da valorização da moeda, que ontem atingiu o maior patamar desde janeiro de 2022 e hoje segue em disparada.
A declaração ocorreu durante o "Conselhão", evento do governo com representantes de diversos setores da sociedade civil, em Brasília, nesta quinta-feira (27).
Em discurso, Lula disse que "é preciso distensionar a ganância por acúmulo de riqueza de alguns e repartir um pouco" e criticou notícias sobre a alta do dólar na quarta-feira, 26.
Na ocasião, Lula chamou de "cretinos" aqueles que teriam atribuído a alta do dólar à entrevista ao site.
Lula prosseguiu: "Ou seja, então esse mundo perverso das pessoas colocarem para fora aquilo que querem sem medir a responsabilidade do que vai acontecer é muito ruim".
O presidente também afirmou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, "sofre injustiça", porque, segundo ele, "as pessoas que vêm, só vêm para pedir, não vêm para oferecer". Em certo momento, Lula se dirigiu a Haddad e declarou que apostadores de derivativos perderão dinheiro.
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Durante o evento, Haddad defendeu a política econômica do governo e projetou uma inflação média abaixo dos 4% até o fim do mandato.
"É absolutamente possível", declarou o ministro. Ele também disse considerar um crescimento médio "beirando os 3%".
Entre as medidas necessárias, segundo ele, estão a aceleração de reformas econômicas no Congresso e a "busca pelo equilíbrio fiscal".
*Com informações do Estadão Conteúdo
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