O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Começamos maio de forma bem mais positiva do que foi abril — sigo uma regra que, se não infalível, tem uma taxa de acerto bastante alta: se o payroll for positivo, o mês será positivo para as bolsas americanas
Finalmente um mês negativo nas bolsas americanas. Oportunidade de compra ou o começo de uma correção mais profunda (seguindo o ditado “sell in May and go away”)?
No mês passado, tínhamos alertado para o fato de que os fundamentos que ajudam a determinar a inflação estavam mais para um “no landing” do que para o pouso suave sinalizado pelo Fed e desejado pelo mercado.
E os dados durante o mês – especialmente os dados de inflação – foram todos nessa direção, com algumas pequenas exceções. O CPI (Consumer Price Index), por exemplo, foi de 3,5% no acumulado dos últimos 12 meses, fechando março em 0,4%, assim como em fevereiro.
Lembramos que, na última reunião do Fed, Powell disse que era importante “não ter uma reação exagerada” aos dados mensais, e a parte mais dovish do mercado continuava acreditando que os dados estavam poluídos por fatores sazonais típicos do início do ano.
Mas, depois de março, tais argumentos acabaram perdendo força: houve uma clara aceleração da inflação americana no início do ano.
Isso não deveria ser nenhuma surpresa. Só que, mais uma vez, o mercado ficou muito impressionado com o forward guidance otimista do Fed e a pivotada dovish de dezembro, esquecendo de olhar os fundamentos.
Leia Também
As condições financeiras (estou aqui usando o índice do Chicago Fed) começaram a ficar mais expansionistas no meio de 2023, e esse movimento acelerou no final do ano. E, a despeito da recente correção altista nas taxas das Treasuries e das bolsas americanas, há somente uma leve reversão contracionista no final de abril que deve ser revertida com o movimento dos mercados nos últimos dias.
O patrimônio líquido das famílias (total net worth) no final do ano estava subindo 8,4%, com os preços dos imóveis subindo 6,6% no ano – a despeito de taxas de financiamento imobiliário superando os 7% ao ano.
Mais um dado interessante: o pagamento de juros pelo Tesouro americano superou 1 trilhão de dólares nos últimos doze meses. Em 2020, essa cifra estava em 450 bilhões de dólares. Se os juros não caírem, o Bank of America calcula que chegaremos a 1,7 trilhão em 2025.
Há algumas qualificações. É verdade que muitos desses benéficos estão se concentrando no topo da pirâmide de renda das bolsas americanas – aqueles que têm mais ativos do que passivos. Assim, dados como inadimplência nos cartões de crédito ou em empréstimos para a compra de automóveis estão subindo. E o setor de imóveis comerciais está em plena crise, apesar do jogo de “extend and pretend” entre as empresas do setor e o sistema bancário.
Mas o “conjunto da obra” ainda aparece muito saudável. Não devemos esquecer talvez os mais importantes condicionantes da demanda agregada: o déficit fiscal está rodando perto de 6%, e a média desde 2020 está em 9,4% ao ano.
E, com as pesquisas eleitorais ainda dando Trump como vitorioso, o governo Biden está em modo populismo fiscal (mais um pacote de perdão de empréstimos estudantis foi anunciado recentemente).
Com esse cenário, o mercado chegou na reunião do Fed bastante preocupado, especialmente depois de falas hawkish por Jay Powell durante as reuniões de primavera do FMI em Washington. Seria possível ver uma pivotada hawkish anulando o que ocorreu em dezembro?
Felizmente não – para o mercado.
Durante a conferência de imprensa, os repórteres tentaram de todas as maneiras tirar de Powell qual o cenário para o Fed voltar a subir os juros, mas Powell permaneceu resoluto em sua convicção que o próximo movimento será de queda.
E, seguindo a ideia de que o que importa é o último dado, o número de novos empregos (Non-farm payroll) para abril saiu em 175 mil contra 240 mil esperados, com salários subindo somente 0,2% e a taxa de desemprego subindo para 3,9% – o tipo de número “goldilocks” que o mercado desesperadamente gostaria de ver, mostrando que Powell acertou em sua mensagem dovish.
Assim começamos maio de forma bem mais positiva do que foi abril. Sigo uma regra que, se não infalível, tem uma taxa de acerto bastante alta: se o payroll for positivo, o mês será positivo para as bolsas americanas: buy the April dip!
Apesar do payroll, não vamos esquecer que ainda temos uma economia com demanda sobreaquecida e com uma inflação atolada acima de 2%.
Powell certamente não vai mais subir os juros neste ciclo, mas o caminho para cortar o fed funds ainda não existe. Os dados de inflação ao longo do mês vão ditar se a reação positiva aos dados do mercado de trabalho terão ou não fôlego para continuar.
*Tony Volpon é economista e ex-diretor do Banco Central
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial
Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão
Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando
Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora
Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval
Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais
Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas
Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje
Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana
O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas
Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta