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Se você investe em ações por meio do seu plano de previdência privada, você precisa ler isso…
Após ter chegado a perder os 120 mil pontos em junho, o Ibovespa passa por um movimento de recuperação e já sobe 4,03% neste início de julho, tendo fechado aos 128.896 pontos na última sexta-feira (12). Mas no acumulado do ano, o principal índice da bolsa brasileira ainda acumula perda de 3,94%.
Em momentos de queda da bolsa, é muito comum que os investidores de longo prazo encham o carrinho de ações de empresas que eles consideram ser de qualidade e que estariam agora com preços mais atrativos.
Assim, no caso de alguém que invista em ações por meio de um PGBL, faz sentido aproveitar um momento como esse para antecipar os aportes do ano na sua previdência privada?
Afinal, o investidor que entrega a declaração completa do imposto de renda só pode abater da base de cálculo do IR as contribuições para PGBL que não ultrapassem 12% da sua renda bruta tributável anual, então é preciso planejar os aportes, de modo que eles não superem este limite.
Bem, de acordo com os especialistas com quem eu conversei, a resposta é não. Eles são unânimes em afirmar que acertar o “timing” do mercado é muito difícil e que faz muito menos diferença no desempenho de longo prazo da carteira do que uma boa alocação de ativos adequada ao perfil do investidor.
“Há estudos que mostram que o que importa de fato é a alocação de ativos, é definir o percentual que você deve ter em cada classe de ativos a partir do seu perfil de investidor. O timing de mercado corresponde a menos de 2% do resultado de uma carteira, em média”, diz Wilson Barcellos, CEO da Azimut Brasil Wealth Management.
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“O foco deve ser sempre manter um portfólio diversificado que equilibra riscos e retornos. Isso não apenas permite valorizações a longo prazo, mas também ajuda a mitigar as oscilações do mercado, promovendo estabilidade e crescimento sustentável ao longo do tempo”, diz Martin Iglesias, especialista líder em investimentos e alocação de ativos do Itaú Unibanco.
Iglesias diz, inclusive, que muitos investidores mantêm uma exposição à bolsa abaixo do recomendado para o perfil, devendo ir gradualmente se aproximando do percentual ideal, independentemente do momento de mercado.
Para Lucas de Caumont, gestor de investimentos e sócio da Matriz Capital Asset, a melhor maneira de um investidor acumular patrimônio para futuramente viver de renda é manter os aportes constantes, e não tentar adivinhar o momento ideal de comprar um ativo, porque ele “provavelmente vai errar”.
“No atual momento do Ibovespa, o ponto para antecipar aportes inclusive já passou. Quando estava em 120 mil pontos até talvez valesse a pena antecipar”, diz Caumont, que concorda com a visão de que a bolsa brasileira está barata, mas acredita que há muito risco, tanto por fatores externos (a política monetária nos EUA) como pelo lado fiscal doméstico.
“O Brasil é um país que historicamente tem a bolsa muito ‘de lado’. Então eu acho que o Ibovespa vai ficar entre os 120 mil e 130 mil pontos pelo menos até o fim deste ano”, diz.
Além de não considerar a antecipação de aportes no PGBL como o melhor caminho para o investidor, Wilson Barcellos, da Azimut, acredita que investir em ações por meio de um veículo de previdência pode não ser a melhor estratégia.
“É normal associar o investimento em ações com previdência por ambos serem produtos para o longo prazo. Mas a gente tem que pensar no benefício fiscal em primeiro lugar”, diz.
As vantagens tributárias dos produtos de previdência turbinam o retorno desses produtos. Uma delas é a ausência de come-cotas, a tributação semestral de certas categorias de fundos de investimento não previdenciários, como os de renda fixa e multimercados.
Acontece que os fundos de ações não previdenciários também não têm come-cotas. Além disso, eles têm menos limitações para o investimento em renda variável do que os fundos de previdência.
Assim, defende o CEO da Azimut, pode ser mais vantajoso investir em ações por meio de um fundo comum e priorizar, na previdência, o investimento em multimercados, renda fixa e crédito privado, cujas versões não previdenciárias sofrem a cobrança de come-cotas.
“Se o meu portfólio é uma composição de ativos, tanto faz se eu estou investindo via previdência ou não. Então talvez seja melhor deixar ações fora da previdência, para aproveitar o benefício fiscal em outras classes de ativos. Não é intuitivo”, observa.
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