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Além disso, saiba também sobre o debate dos EUA, golpe do PIX e fim do Twitter; veja os destaques da semana na ‘De repente no mercado’
A coluna de hoje, a última antes da Super Quarta – marcada para 18 de setembro –, não vai falar de juros. Na pauta, temos:
1) Um debate digno de Hollywood. Se é um filme de comédia ou drama (ou terror), depende do seu ponto de vista;
2) Uma estratégia das varejistas para incentivar o seu consumo ("ah, mas se eu pagar no PIX, tenho desconto");
3) E o fim de uma rede social que pode respingar até na bolsa de valores.
Então, vamos nessa?
"Há um consenso que Kamala Harris ganhou": esta é a visão do analista político Nate Silver sobre o debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos.
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Em 2008, ele ganhou notoriedade por acertar os resultados de 49 dos 50 estados norte-americanos durante a disputa para a presidência daquele ano.
O analista avalia que Trump deixou a desejar no embate e se perdeu em alguns momentos de suas falas. Apesar disso, não é como se Harris tivesse vitória certa.
O resultado final, só vamos saber em dezembro. Até lá, você pode acompanhar o desenrolar dessa disputa aqui no Seu Dinheiro.
Você já comprou alguma coisa por PIX porque tinha um "descontinho" camarada?
Essa é uma estratégia que caiu no gosto das varejistas recentemente. Em julho de 2024, quase 60% das empresas ofereciam vantagens exclusivas para quem optasse pagar com PIX.
São duas explicações para essa prática: o pagamento instantâneo com o método criado pelo Banco Central é muito efetivo, principalmente no digital, e as varejistas precisam reforçar seu caixa em tempo de juros altos.
O PIX também tem a vantagem de ser menos custoso para as próprias empresas – em oposição às taxas cobradas por adquirentes de cartão. Por isso, elas conseguem repassar parte da economia ao cliente.
Aprofunde-se nesse assunto através desta matéria da Micaela Santos.
E falando de PIX… apesar de ser uma inovação com diversas vantagens, sua agilidade também já causou muitos danos a alguns brasileiros, que perderam dinheiro nos chamados "golpes do PIX".
Diante disso, o Banco Central criou um mecanismo para devolução do dinheiro, que já rendeu reembolsos de mais de R$ 1 bilhão até o momento.
A questão é que o dinheiro, para ser ressarcido, precisa ainda estar na conta do golpista na hora em que a denúncia for feita, o que nem sempre acontece, porque eles costumam transferir para outras contas no momento em que o pagamento é feito.
O fim da rede social pode respingar até na bolsa brasileira, acredite se quiser. Calma, não é que a falta de tuítes e memes mexa com as ações (ok, depende de quem fez o tuíte).
Mas a questão principal é a mensagem que a situação passa para os investidores gringos.
Um dos primeiros a se manifestar foi o investidor norte-americano Bill Ackman:

Na visão do analista Matheus Spiess, da Empiricus Research, a briga gera uma crise de imagem pro Brasil. "Isso transmite uma sensação de insegurança jurídica, o que é extremamente prejudicial", afirmou.
Vale lembrar que no primeiro semestre do ano, tivemos uma forte saída de capital estrangeiro da bolsa. O apetite tinha sido retomado em julho e agosto, mas agora, resta a dúvida se o embate Musk versus Moraes vai "azedar o clima" novamente.
A repórter Giovanna Figueredo fala mais sobre isso aqui.
A lista de bilionários da Forbes tem dois mexicanos, uma chilena e dois brasileiros. Mas nenhum deles é Jorge Paulo Lemann, que durante muito tempo foi figurinha carimbada nesse ranking.
A culpada por isso tem nome, CNPJ e um monte de lojas espalhadas pelo Brasil.
Já o homem mais rico da América Latina (e 18º no ranking global) é um mexicano cujo principal negócio não tem nada a ver com varejo – ele é dono da maior empresa de telecomunicações móveis do continente.
Antes de me despedir, uma pergunta:
Você já escolheu seus candidatos à prefeitura? Aqui no Seu Dinheiro, estamos fazendo uma cobertura completa das eleições municipais. Você pode acompanhar tudo clicando aqui.

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